Quarta-feira, 3 de Junho de 2009
Penduricalho

 

Nas aparições públicas de Miguel Portas, cabeça de lista do BE às eleições europeias, é sempre visível um penduricalho lá atrás qual emplastro em versão feminina mas bastante mais fotogénica que o emplastro original. Com Ana Drago já gasta e Joana Amaral Dias carta fora do baralho, coube a esta estudante de sociologia, Marisa Matias de seu nome, as honras de cheerleader do espectáculo. A jovem perfuma a campanha com o seu charme: distribui sorrisos, acena ao povo, distribui propaganda e quiçá até dirá algumas palavras previamente ensaiadas.

 

O Bloco de Esquerda até pode não ter quaisquer ideias políticas, mas a sua máquina de propaganda política ninguém a bate. O uso da mulher como objecto decorativo produz sempre efeitos positivos mais que não seja para dar um pouco de cor a uma campanha cinzenta. Talvez com uns decotes um pouco mais ousados a jovem chamasse mais a atenção para as causas do BE, mas há que convir que mesmo assim bate aos pontos a Ana Gomes e restante concorrência. À Marisa desejo-lhe uma auspiciosa carreira política e de preferência que não abra muito a boca.

 

 

 

 

 



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Terça-feira, 2 de Junho de 2009
Nova causa fracturante: Combate ao heterossexismo

 

Os intelectuais do Bloco já descobriram uma nova causa fracturante. Trata-se do combate ao heterossexismo, um conceito recentemente inventado para suprir a escassez de causas e para entreter os sociólogos nos dias sem manifestações, e que foi dado à luz recentemente em Portugal pelo iluminado Bruno Maia que não sei quem é.

 

Mas afinal o que é o heterossexismo? A resposta é dada por Eduarda Ferreira, especialista em relações lésbicas: "refere-se à ideia de que a heterossexualidade é a orientação sexual “normal”".  Acrescenta ainda a autora, que o heterossexismo não encara a homossexualidade como  um dos aspectos possíveis na diversidade das expressões da sexualidade (eu gostava de escrever assim). Ora  tod@s os que lêem o Esquerda.net, como é o meu caso, sabem que a heterossexualidade não é normal. Normal, normal são os LTGB.

 

Um outro site, de autor ou autora anónimo ou anónima, explica que o conceito não nos é familiar porque ainda é muito recente, e como tal ainda não foi leccionado nos acampamentos do Bloco, presume-se. O heterossexismo é-nos aqui apresentado como o cruzamento entre o sexismo e o racismo e não fala nos aspectos possíveis na diversidade das expressões.

 

 

Mais avançados vão os LGTB Brasileiros. Lá já existem palestras subordinadas ao tema "Lesbianidades, diversidade e enfrentamento ao heterossexismo”.

 

 

O combate ao heterossexismo é portanto uma causa que merece destaque e esperemos que o Bloco coloque rapidamente a questão na agenda política para que os nossos deputados não andem a perder tempo com palermices como a crise, o desemprego e a fome.

 



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Coisas de um partido democrático

 

Lia-se pela blogosfera que Marinho Pinto teria assumido votar BE, o que é bem provável. Ontem à tarde, babavam-se loas a Marinho Pinto, o melhor dos advogados, no sítio do Bloco de Esquerda, o Esquerda.net . Mas o bastonário não sabia ficar calado e foi dizer que quem está descontente podia não votar como protesto, logo quando o BE tenta capitalizar os votos do descontentamento. Marinho Pinto foi logo fuzilado, e, ao melhor estilo Estalinista, o texto elogioso desapareceu do Esquerda.net sem deixar rastro.

 

Daniel Oliveira, tal como Vital Moreira, não perde uma oportunidade para bater no seu ex-partido. Desta vez foi a deriva democrática de Ilda Figueiredo, que inadvertidamente terá defendido um referendo democrático a respeito de uma eventual adesão da Turquia à UE, que motivou mais uma reacção irada do autor do Arrastão. Mas que raio de mania é esta de virem para aqui defender ideias democráticas! Referendo? Mas na URSS de Estaline havia referendos? Estes assuntos devem ser ditados por quem sabe ditar, evidentemente.



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Quarta-feira, 20 de Maio de 2009
Manifestação pela entrada livre

 

A manifestação contra a Europa Fortaleza e pela entrada livre de imigrantes no espaço Europeu, que decorreu no passado dia 17 promovida pelo BE e por cerca de trinta organizações foi um sucesso, tendo-se reunido no Martim Moniz mais de cem pessoas. Rui Tavares, candidato do BE às Eleições Europeias foi uma das estrelas do desfile, tendo concedido uma entrevista ao Esqueda.net, jornal online que fez a cobertura do evento. Com a cassete menos oleada que o habitual, Rui Tavares, talvez por causa dos cheiros ou dos fumos, acabou por explicar que fechar as portas à imigração é fechar as portas à pobreza (não percam a entrevista no esquerda.net). Ora, o que nós desejamos para Portugal e para a Europa é precisamente isso, pobreza. O inefável Rui Tavares manifestou também a sua justificada preocupação quanto ao risco dos imigrantes se poderem ir embora. Imaginam o desgosto que seria para aquelas gentes de Setúbal, se os jovens da Bela Vista fossem lá para a terra deles? Agora que já estão tão habituados às histórias diárias de assaltos, como se iriam adaptar àquela monotonia de uma cidade onde nada acontece e onde não há nada para contar? Agora que já estão tão habituados aos tiros, como se iriam adaptar a um estranho silêncio? Há que fazer tudo para não os deixar ir embora. Porreiro Rui.

 

 

  

Fechar as portas à imigração é fechar as portas à pobreza.

 

Rui Tavares, candidato do BE às Eleições Europeias

 

 

Se a causa da criminalidade é a pobreza, fechar as portas à imigração é também fechar as portas à criminalidade. Se acha que a criminalidade em Portugal ainda não é suficiente, vote BE sem hesitações.

 

  

 

 



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Quinta-feira, 7 de Maio de 2009
Estalinismo

 

Já não é a primeira vez que assistimos a este filme. Gualter Baptista, líder do bando que atacou um campo de milho em Silves era um dos mais activos activistas do Bloco de Esquerda, sendo autor de inúmeros textos no esquerda.net e figurando nos folhetos do BE nas autárquicas em Almada. Após dar a cara pelo bando que lançou o ataque contra o milharal de Silves, Louçã apareceu na TV com um ar virginal afirmando que não conhecia o cavalheiro.

 

Desta vez foi Délio Figueiredo que se destacou numa perseguição ao candidato do PS, Vital Moreira, nos episódios de violência que marcaram o primeiro de Maio. Os grandes planos de Délio nos telejornais coincidem também com o desaparecimento na net das imagens que o ligam ao BE. Pedro Sales, em nome do BE,  explicou que o partido não tinha nada que ver com o desparecimento das imagens, com a mesma habilidade e determinação com que Sócrates explicou a sua licenciatura e o caso freeport. Ao que parece, o nome de Délio desapareceu também das listas de Coimbra. Estaline estaria orgulhoso daqueles que hoje seguem os seus exemplos com tanta eficiência.

 

 

Trotsky e Délio Figueiredo evaporam-se sem deixar rastro.

 

 

(imagens do Insurgente e 31 da Armada)

 



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Quarta-feira, 6 de Maio de 2009
Agressões no Primeiro de Maio

No dia do trabalhador, os trabalhos foram outros. Vital Moreira, ex-Comunista e cabeça de lista do PS às eleições europeias, demandou pela Avenida da Liberdade onde decorriam as tradicionais manifestações do primeiro de Maio e acabou por receber uns mimos vindos de militantes do Partido Comunista e do Bloco de Esquerda*.

 

Se bem que a violência envolvendo políticos é sempre de lamentar, pode dizer-se que este desenlace era previsível. A Extrema Esquerda em Portugal tem uma por demais conhecida incompatibilidade crónica com a tolerância além. Vital Moreira, que era aqui a face do governo contra o qual todos os ódios são acirrados, não poderia ignorar que seria o alvo de todas as fúrias. O mais provável é que a sua presença na avenida da Liberdade tenha sido mesmo com a intenção deliberada de originar este incidente e daí tentar retirar dividendos políticos. É como alguém que vai colocar a sua perna em frente à boca de um cão raivoso e depois vem a choramingar que foi mordido. Bem esteve Jerónimo de Sousa em não lhe pedir desculpas. Quem anda à chuva molha-se.

 

 

 

* Pacheco Pereira no Abrupto: "Um exemplo (de situacionismo): não referir que militantes do Bloco de Esquerda também tiveram um papel activo na agressão a Vital Moreira". Mais uma vez a imprensa a fazer o frete ao seu partido bonito, ao que não será alheio o facto de um número muito significativo do jornalistas ser precisamente deste partido.



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Domingo, 18 de Janeiro de 2009
Ataques frequentes

Mais frequentes que os ataques Israelitas em Gaza são os ataques anti-semitas no sítio do Bloco de Esquerda. Hoje está em destaque a tirada de alta tecnologia "ONU pede cessar-fogo com retirada israelita e recebe bombas em resposta". O site anti-semita estabelece uma relação de causa-efeito entre os habituais choradinhos da praxe da ONU e as bombas que atingiram um edifício da ONU, relação essa que não faz qualquer sentido e da qual não têm evidentemente qualquer prova.

 

Mais abaixo pode ler-se,

 

"Israel voltou a bombardear uma escola dirigida pela ONU, onde se encontravam 1600 refugiados, tendo morrido pelo menos uma mulher e duas crianças."

 

Ou seja, para o Bloco, Israel bombardeou uma escola onde se encontravam 1600 pessoas tendo matado 3.  Há coisas que não mudam, este é o bom velho BE de sempre.



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Sexta-feira, 30 de Maio de 2008
A semana

Lágimas de Crocodilo

 

O Dr. Miguel Júdice, apareceu esta terça feira no programa em que participa na SIC notícias a chorar baba e ranho pelos mais pobres. O bom samaritano defendeu ardorosamente uma proposta que sabe que nunca irá ser aprovada, da criação de um novo imposto de 30% sobre os mais ricos. E para mostrar a sua bondade, não cansou de repetir "e contra mim falo, pois sou dos que mais ganham". Como muito bem perguntou o Hélder no Insurgente, de que é que o senhor Júdice está à espera para oferecer 30% dos seus rendimentos aos mais pobres?

 

 

Fumar droga não é condição indispensável para entrar no BE

 

O eurodeputado Miguel Portas esclareceu esta terça feira no jornal 24 horas, que fumar droga não é condição indispensável para se ser admitido no Bloco de Esquerda. Dissertou ainda sobre o consumo de marijuana (o seu preferido), e porque razão o considera mais agradável que o consumo de haxixe. Enfim, um tratado para quem se quiser iniciar no mundo dos charros.

 

 

Já tinha idade para ter juízo

 

Mário Soares, que ainda vive em meados do século passado, escreveu esta semana mais um artigo de opinião, publicado no DN, onde dá os seus conselhos ao governo Socialista. Por entre as alarvidades do costume, saiu-se com uma pequena pérola em que exorta o governo a não entregar a riqueza aos privados. Dado que a riqueza é produzida pelos privados e não pelo estado, esta frase enigmática foi motivo para várias tentativas de interpretação na blogosfera. Mais tarde, no telejornal, explicou que gastar dinheiro em políticas sociais desenvolve o país, e deu como exemplo os países mais ricos que são também os que mais gastam em despesas sociais. É como os Ferraris. As pessoas mais ricas são também as que têm mais Ferraris. Portanto, alguém que atravesse dificuldades económicas, o que tem a fazer é fazer um empréstimo e comprar um Ferrari, visto que quem tem Ferraris não tem dificuldades económicas.

 

 

 

 



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Terça-feira, 27 de Maio de 2008
Discriminação positiva

 

Algures por São João da Madeira, um centro comercial quis ser um exemplo de progressismo e criou uns lugares de estacionamento reservados a mulheres, pintados a cor de rosa e mais largos do que os restantes. Tão largos que qualquer senhora conseguiria estacionar lá sem dificuldade. Bem, talvez esteja a exagerar quanto ao tamanho dos lugares. Ora os responsáveis do centro comercial não estavam era a contar com a intempestiva reacção do Bloco de Esquerda.

 

O Bloco, campeões nacionais da correcção política e da discriminação positiva, fizeram queixa a uma coisa qualquer chamada Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género, que pelo nome deve ser composto por activistas do mesmo Bloco.

 

Em resposta enviada à concelhia do Bloco de Esquerda e à direcção do centro comercial, a CIG "partilha e subscreve o protesto efectuado, por entender inteiramente justificada e discriminatória a presente reserva de lugares de estacionamento para veículos conduzidos só por mulheres, e por considerar que a mesma se revela atentatória da promoção de uma efectiva igualdade entre homens e mulheres e dos direitos da pessoa humana".

 

Mas como é que essa voz do dono que é o CIG poderia não partilhar e subscrever o protesto do BE se eles são provavelmente os mesmos?

 

Há a acrescentar que o BE é um exemplo em matéria de coerência. Se neste caso são contra a discriminação positiva das mulheres, já no caso das quotas no parlamento são a favor. E se neste caso o argumento é o de que os lugares de estacionamento mais largos para mulheres traduzem a ideia de que elas são incapazes a conduzir, na questão das quotas passa-se exactamente o mesmo. As quotas transmitem naturalmente a ideia de que as mulheres são incapazes de chegar ao parlamento por mérito próprio. A única diferença que encontro é a de que as feministas que anseiam por chegar ao parlamento não tencionam frequentar o centro comercial de São João da Madeira.

 

 

 

 

 

 



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Segunda-feira, 19 de Maio de 2008
Coisas realmente importantes

 

Há coisas realmente importantes que estão a escapar à atenção da imprensa. Uma delas foi a Cimeira dos Povos, uma cimeira alternativa que juntou centenas de organizações políticas, sociais, indígenas e populares e em cuja declaração final se critica o aprofundar das medidas neoliberais. Este encontro acolheu muitas actividades auto-organizadas, numa das quais cintilou a deputada do Bloco de Esquerda Helena Pinto, que participou no debate "crítica feminista aos acordos de associação económica entre os países latino-americanos e a UE".

 

Não se percebe exactamente em que medida a opinião das feministas sobre a associação económica entre os referidos países será diferente da dos machos presentes no encontro. Se o tema do debate fosse "crítica feminista aos acordos sobre a produção de esfregonas e detergentes" ou "crítica feminista aos acordos sobre a normalização de vibradores", ainda se compreendia que as feministas possuissem uma opinião própria. Mas pronto, o tema do debate calhou a ser este e as feministas falam sobre qualquer coisas como se até soubessem o que estão a dizer.



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Quarta-feira, 14 de Maio de 2008
O Maio deles

Este é um blog plural, onde todas as opiniões são respeitadas e onde não há preconceitos partidários. A prova disso é esta recomendação a um artigo do jornal "Avante", onde é retratado o espectáculo circense sur la lutte du Mai 68  no ISCTE. Aqui fica um pequeno excerto:

 

O Bloco de Esquerda decidiu comemorar o Maio de 68 no próximo sábado, promovendo uma patuscada na cantina do ISCTE (...) onde brilhará «uma banda luso-francesa bem humorada», mais um apontamento teatral de meia hora e desembocando no «plat de résistance», o comício da praxe abrilhantado pelo inevitável Francisco Louçã, esse líder fatal «das esquerdas».

 

Na secção do «Transporte» (passamos a citar) «Está prevista a organização de autocarros (5 euros ida e volta) a partir de vários pontos do país. Nas capitais de distrito de onde não partirem autocarros serão organizadas deslocações de automóvel».Segue-se email e telefones do Bloco, para contacto.
Ora aqui está! Quem quiser vir passear a Lisboa no próximo sábado por um conto de réis ida-e-volta (sublinhado nosso) escreva ou telefone ao Bloco de Esquerda e combine a coisa. Já faz lembrar aqueles que vinham ver e ouvir o «Baltazar» ao vivo – isto por mal acomparado e sem ofensa. É claro que só podem ouvir o Louçã, mas não tem importância: os excursionistas que vinham aos Maios promovidos pelo salazarismo também nunca souberam quem era o tal «Baltazar» que lhes pagava a viagem.

 

Mas verdadeiramente estranha é esta celebração do Bloco a mobilizar manifestantes pagando-lhes autocarros e automóveis e servindo-lhes refeições a preços de amigo. Tal como é um enigma como é que este «partido das esquerdas», assumidamente sem recursos ou actividades que os produzam, assume uma tal despesa só para mostrar uma plateia a bater-lhe palmas.

 

 

 

 

 

 

 

 



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Sexta-feira, 9 de Maio de 2008
Em marcha contra a hipocrisia

O Esquerda.net é iluminado pela fina flor do activismo intelectual em Portugal. Após a efémera mas profícua passagem por lá de Gualter Baptista, líder dos Verdes Eufémias e porta-voz do ataque terrorista* a um campo de milho em Silves, desponta agora o promissor Luis Branco que explana todo o seu saber num texto intitulado "Em marcha contra a hipocrisia".

 

Luis Branco exulta com o sucesso dos "Movimentos em defesa da canábis" e as mais de duas mil pessoas que participaram em Portugal na Marcha Global pela Marijuana. No entanto, o atilado Luis Branco adverte também para um dos mais graves problemas que ameaça a sociedade Portuguesa: "a popularidade da "ganza" está em queda entre os mais jovens". E este é um sério problema ao qual o executivo de José Sócrates parece não prestar a devida atenção, sobretudo neste momento em que o planeta se debate com uma crise ecológica sem precedentes.

 

Felizmente, o Bloco de Esquerda tem a solução para este flagelo. Basta terminar com o preconceito que domina a política e alterar estas leis proibicionistas e intolerantes do início do século passado, extremamente ultrapassadas, substituindo-as por leis do século XXII.

Tal como aconteceu com o aborto, é só liberalizar.

 

 

*De acordo com a classificação da Europol

 

 



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Terça-feira, 30 de Outubro de 2007
Fórum da Educação 2 (continuação)
Cecília Honório, dirigente do Bloco de Esquerda, sublinhou a necessidade de "construir à esquerda um plano de emergência pela escola pública e democrática". Sublinho eu que esta emergência advém do facto das escolas Católicas, cujo modelo de funcionamento é em tudo o oposto do que o Bloco defende, serem as únicas a mostrar resultados, o que inevitavelmente mina a credibilidade das propostas do Bloco.

Qualquer discussão sobre o sucesso escolar deve evidentemente iniciar-se definindo quais as condições essenciais para esse sucesso e quais as que, não sendo essenciais, contribuem para esse sucesso. Parece-me bastante evidente que a condição mais importante, fundamental mesmo para o sucesso, é o esforço do aluno. Um aluno, esteja numa escola pública ou privada, sejam os professores bons ou não, se não estudar nunca irá aprender e ter boas notas. O papel de uma "boa" escola será o de consciencializar os alunos de que é preciso trabalhar e motiva-los (este papel deveria caber sobretudo aos pais). Além disso deve auxiliar os alunos a ultrapassar os obstáculos que se lhes deparem (i.e. tirar dúvidas sobre matéria que não compreendam) e acompanhar os alunos por forma a detectar quando estes não têm rendimento e quais as causas desse não rendimento. Por fim, uma boa escola deve ser também muito exigente, por forma a que, mesmo que os alunos não atinjam todos os objectivos, tenham ainda assim resultados satisfatórios.

Ora isto é precisamente o modelo de funcionamento das escolas privadas (não apenas as Católicas) e é tudo o contrário do que o Bloco de Esquerda defende.

O BE defende precisamente uma total desresponsabilização do aluno, que nunca é responsável pelos resultados que obtém. Há sempre uma desculpa para os maus resultados: Ou o aluno é de uma minoria étnica, ou é pobre, ou é desfavorecido, ou tem o cabelo comprido e não é bem aceite, ou é gay, ou são os preconceitos contra isto ou aquilo, ou seja o que for. E quando não se consegue encontrar desculpa nenhuma, culpa-se a escola. Ora, quando a um aluno lhe é dito que as boas notas não dependem de si, naturalmente que ele não se vai esforçar minimamente. (continua)





publicado por thestudio às 16:55
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Segunda-feira, 29 de Outubro de 2007
Fórum da Educação
Os recentes rankings de escolas secundárias estabelecidos com base em exames nacionais, e que que colocaram 5 escolas católicas no topo das melhores a nível nacional, levaram o Bloco de Esquerda a organizar um Fórum da Educação realizado no passado fim de semana. Este facto, bem como o destaque que lhe foi dado e a participação activa do líder do partido mostram que para o BE esta questão não é uma questão qualquer: Trata-se de uma questão essencial.


Fórum da Educação (imagem retirada do site do BE)

Este evento foi um déja vu concebido pela bem oleada máquina de propaganda do BE, que funciona na perfeição, mas cujo produto final é sempre o mesmo. O Fórum foi organizado pelo Bloco, os conferencistas foram escolhidos pelo Bloco para dizer aquilo que o Bloco queria ouvir, e as conclusões foram ditadas pelo Bloco de Esquerda. Porém, daqui para a frente o Bloco sai de cena e sempre que as conclusões deste fórum forem citadas, os deputados Bloquistas referir-se-ão sempre às conclusões do "imparcial" Fórum da Educação.

Quanto ao fórum, seguiu o seu precurso com a inevitabilidade de um rio que segue o seu leito: Os discursos da praxe, Louçã a acusar a Extrema Direita pelos bons resultados das escolas Católicas, o tradicional discurso do SOS racismo (sempre presente mesmo que o tema da conferência seja a cultura de couves no sequio)... só faltou mesmo um dirigente dos Panteras Rosas a falar sobre a homossexualidade nas escolas. Uma grave lacuna difícil de explicar, mesmo atendendo à celeridade com que o Fórum foi organizado.

Fraude disse ele. Não, Louçã não está a referir-se à posição oficial do Bloco de Esquerda apresentada sob a forma de um transversal Fórum da Educação. Está a referir-se aos resultados objectivos das médias por escola dos exames nacionais.

Para o Bloco de Esquerda, o que está em causa nesta questão não é sequer o estudo comparativo dos resultados das escolas Católicas de Extrema Direita com os das escolas Multiculturais idealizadas pela Extrema Esquerda. O que está em causa é uma diferença ideológica profunda.  (continua)





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Segunda-feira, 8 de Outubro de 2007
Anedotário Político
Diz Daniel Oliveira no seu Arrastão,

"O desemprego em Espanha desce, em Portugal sobe. Pela primeira vez em 20 anos o desemprego português, mesmo usando estatísticas mais favoráveis, é superior ao de Espanha. Espanha tem um primeiro-ministro de esquerda, irrealista e aventureiro. Portugal tem um primeiro-ministro moderado, realista e responsável."

Talvez Daniel Oliveira ande há pouco tempo na política, caso contrário saberia que a situação económica de um país é fruto de um longo processo, e não o resultado das políticas de um governo que entrou em funções há dois anos atrás. A melhoria dos indicadores em Espanha são sobretudo consequência das políticas de Aznar, políticas essas que o Bloco de Esquerda sempre criticou.

Pelo contrário, as reformas empreendidas por Mugabe no Zimbabwé foram amplamente elogiadas pelos militantes do Bloco de Esquerda. Recordo-me dos debates nos fóruns da usenet onde os Bloquistas defendiam a justiça das reformas na direcção do Socialismo, retirando propriedades aos exploradores capitalistas e entregando essas mesmas propriedades ao povo. Até as limpezas étnicas de Mugabe foram desculpabilizadas, como uma consequência inevitável das justas reformas. O resultado dessas reformas está hoje à vista.

Daniel Oliveira diz-se um ateu, mas tal não é credível. Se o Bloco de Esquerda defende políticas idênticas às do Zimbabwé, e pretendem chegar onde chegaram os Espanhóis, então só podem estar mesmo à espera de algum milagre.





publicado por thestudio às 18:15
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