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politicaxix

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13.Mai.09

Debate a 13 sobre Europeias

Os debates com muitos intervenientes não são por norma exactamente esclarecedores, dado que não existe de facto debate, mas nem por isso deixam de ser interessantes. O debate de ontem no Prós-e-contras foi a prova disso mesmo, um debate onde alguns desconhecidos deram mostras de grande talento e outros mais conhecidos confirmaram os seus créditos. Miguel Portas, candidato do Bloco de Esquerda, foi um dos que não defraudou as expectativas e descobriu um novo culpado para todos os males do mundo, desde a gripe suína à crise na pesca bacalhoeira. Bem, o culpado é o mesmo de sempre, mas agora tem um novo rostro, chama-se "governos do Primeiro Mundo". E foi assim, repetiu a cassete dos governos do Primeiro Mundo vezes sem conta até que no fim, aconteceu o improvável e nos pediu que oiçamos os bispos: "oiçam os bispos, oiçam os bispos, oiçam os bispos". Bem, vou fazer a vontade ao homem e vou ouvir o que os bispos têm a dizer sobre o aborto e o casamento gay. Outra figura da noite foi a Laurinda Alves, penso que é assim o nome dela, candidata daquele partido que se situa exactamente ao centro, entre o PS e o PSD. Disse a dita senhora num momento de inspiração que "só crescemos na unidade da diversidade". O que quer que isso signifique, que nem ela deve saber, concordo que soa muito bem. Quem também abrilhantou a noite foi uma senhora loira, Carmelinda Pereira de seu nome, dirigente do POUS de sua graça. Esta senhora, que nos seus idos tempos da juventude deve ter andado aos gritos "a barriga é minha" e cujo estilo ainda não perdeu, defendeu, entre outros disparates, a tese de que o governo devia proibir a falência das empresas. Eu vou mesmo mais longe, o governo devia proibir a crise e o desemprego. Para o fim ficou a estrela da noite, o candidato do único partido que bate aos pontos o Bloco de Esquerda: o Partido Humanista. Este candidato apareceu por lá com a tese de que os bancos não deviam cobrar juros, como fazem alguns países Islâmicos e com grande sucesso. Enfim, é um prosélito do atiçar de ódios à banca por parte do pastor Louçã mas ainda mais acirrado. Questionado quanto à justificação para tal, alegou ser essa a vontade de Alá. Bem, se é essa a vontade de Alá, vamos lá acabar com os juros da banca ou ainda levamos com umas bombas em cima.

 

 

 

 

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