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politicaxix

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30.Out.07

Fórum da Educação 2 (continuação)

Cecília Honório, dirigente do Bloco de Esquerda, sublinhou a necessidade de "construir à esquerda um plano de emergência pela escola pública e democrática". Sublinho eu que esta emergência advém do facto das escolas Católicas, cujo modelo de funcionamento é em tudo o oposto do que o Bloco defende, serem as únicas a mostrar resultados, o que inevitavelmente mina a credibilidade das propostas do Bloco.

Qualquer discussão sobre o sucesso escolar deve evidentemente iniciar-se definindo quais as condições essenciais para esse sucesso e quais as que, não sendo essenciais, contribuem para esse sucesso. Parece-me bastante evidente que a condição mais importante, fundamental mesmo para o sucesso, é o esforço do aluno. Um aluno, esteja numa escola pública ou privada, sejam os professores bons ou não, se não estudar nunca irá aprender e ter boas notas. O papel de uma "boa" escola será o de consciencializar os alunos de que é preciso trabalhar e motiva-los (este papel deveria caber sobretudo aos pais). Além disso deve auxiliar os alunos a ultrapassar os obstáculos que se lhes deparem (i.e. tirar dúvidas sobre matéria que não compreendam) e acompanhar os alunos por forma a detectar quando estes não têm rendimento e quais as causas desse não rendimento. Por fim, uma boa escola deve ser também muito exigente, por forma a que, mesmo que os alunos não atinjam todos os objectivos, tenham ainda assim resultados satisfatórios.

Ora isto é precisamente o modelo de funcionamento das escolas privadas (não apenas as Católicas) e é tudo o contrário do que o Bloco de Esquerda defende.

O BE defende precisamente uma total desresponsabilização do aluno, que nunca é responsável pelos resultados que obtém. Há sempre uma desculpa para os maus resultados: Ou o aluno é de uma minoria étnica, ou é pobre, ou é desfavorecido, ou tem o cabelo comprido e não é bem aceite, ou é gay, ou são os preconceitos contra isto ou aquilo, ou seja o que for. E quando não se consegue encontrar desculpa nenhuma, culpa-se a escola. Ora, quando a um aluno lhe é dito que as boas notas não dependem de si, naturalmente que ele não se vai esforçar minimamente. (continua)



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