Terça-feira, 15 de Fevereiro de 2005
E se o Bloco de Esquerda ganhasse as eleições?
Aqui fica uma breve história do futuro de Portugal, caso o BE vencesse as eleições e formasse governo com o PCP.


Dia 20 de Fevereiro de 2005
Francisco Louçã agradece a confiança que o povo Português depositou no BE, o grande vencedor das eleições legislativas. Em noite de vitória reitera todas as suas promessas eleitorais: Combate à evasão fiscal, aumento dos salários, aumento das pensões, legalização dos imigrantes ilegais, mais justiça social, despenalização do aborto e das drogas leves.


Dia 25 de Fevereiro de 2005
O BE e a CDU formam uma coligação pós-eleitoral com vista à formação de governo.


Março de 2005
Francisco Louçã é indigitado Primeiro Ministro.
O governo inicia de imediato a guerra à evasão fiscal mas sem qualquer resultado, pois o sistema não permite determinar quais as empresas que de facto fogem aos impostos e as que não fogem. Na dúvida, todas são obrigadas a pagar, mesmo as que nada deviam.
Os direitos dos trabalhadores são consignados, nomeadamente no que diz respeito à impossibilidade de serem sujeitos a despedimentos, a recolocações ou a horas extras.
O governo legaliza todos os imigrantes e dá início à construção de habitação social para todos eles, bem como de novos hospitais, escolas e outras infra-estruturas para acolher este acréscimo de população.
As pensões e todos os apoios sociais são aumentados.


Abril de 2005
O governo vê-se obrigado a aumentar o IRC, o IRS e o IVA para fazer face ao acréscimo de despesas causadas pelo aumento das prestações sociais, pensões e despesas com imigrantes. Entretanto chegam mais 35 mil imigrantes ilegais para ajudar o país a crescer, que são também legalizados e procede-se à construção de mais habitação social para eles. Portugal é agora o paraíso da imigração, com entrada sem problemas, legalização garantida, saúde, casas e apoios sociais para todos. Estas despesas são somadas à despesa pública.
A polícia passa a andar desarmada.
A criminalidade dispara.


Maio de 2005
As empresas denunciam aquilo a que chamam uma verdadeira perseguição e fiscal, e somada aos significativos aumentos nos impostos (IRC) começam a abandonar o país em grande número. A imigração continua também a ocorrer em grande número com todas as vantagens que isso tem para o país. Somando o efeito da imigração ao da fuga de empresas, o desemprego já duplicou em apenas três meses de governação. Devido ao elevado IRC e à elevada oferta de mão de obra, os salários dos trabalhadores descem vertiginosamente.
Começa a censura nos meios de comunicação social.

Junho de 2005
As empresas lucrativas que ainda não fugiram do país são nacionalizadas e começam a dar prejuízo. O sector produtivo português está destruído e o desemprego aumenta descontroladamente. Os imigrantes, necessários ao país, continuam a chegar em grande número e a usufruir de todos os apoios sociais. As despesas sociais aumentam descontroladamente. Para fazer face a estas despesas é necessário aumentar IRS é de tal forma que a classe média atinge o “limiar de pobreza”.
O BE e a CDU fundem-se e é decretado regime de partido único.
O Governo controla agora por completo os meios de comunicação. Há uma censura feroz e só passam para a opinião pública notícias favoráveis ao governo.




Julho de 2005
O défice descontrolado atinge os 28% e a UE ameaça com medidas. O PCP e o BE, que sempre foram contra a UE, acham que é altura de abandonar o projecto de construção Europeia.
Já não há emprego, só na função pública, e continuam a chegar mais imigrantes para ajudar ao crescimento do país. O desemprego atinge os 30% da população activa.
É criada a polícia política.


Agosto de 2005
Já não há empresas a abandonar o país porque já não há empresas. Agora o desemprego só aumenta devido à imigração que continua a chegar para ajudar o país a crescer.
O défice, esse, continua a aumentar descontroladamente.
Portugal abandona a NATO.
Começam as perseguições políticas aos opositores do governo.


Setembro de 2005
Lisboa é agora uma das cidades mais perigosas do mundo. Já quase não há polícia por falta de verbas e absolutamente impensável sair de casa à noite. Lisboa é agora a capital europeia do tráfico de droga. Já não há dinheiro para assegurar todos os apoios sociais e direitos garantidos dos trabalhadores. Começa a haver convulsão social.
Os portugueses qualificados (engenheiros, médicos, informáticos) abandonam o país e este afunda-se por completo.
O sistema de Segurança Social entra em ruptura.


Outubro de 2005
Em consonância com o que sempre defendeu, o Primeiro Ministro Francisco Louçã autoriza a construção de campos de treino da Al Quaeda em Portugal com vista ao apoio da causa palestiniana.
Os portugueses sem qualificações começam também a procurar outras paragens e muitos emigram para países com melhor qualidade de vida, nomeadamente para Cabo Verde.

Novembro de 2005
Portugal assina uma aliança com a Coreia do Norte.
O desemprego está agora em 70% e os salários são cada vez mais baixos. Os hospitais já não funcionam por falta de médicos e de verbas e há cada vez mais convulsões sociais. Lisboa é agora uma cidade mais perigosa que Bagdad. Na ONU discute-se uma intervenção em Portugal.

Dezembro de 2005
Chega o Natal. Moçambique é agora um dos destinos preferidos dos emigrantes portugueses, que invejam o seu sistema público de saúde.
O Presidente Norte-Coreano elogia Francisco Louçã e mostra-se surpreendido com o sucesso económico de Portugal, onde a fome atinge apenas 45% da população contra os 57% na Coreia do Norte. No entanto, a maioria dos indicadores sobre a qualidade de vida coloca Portugal abaixo da média dos países da África sub-sariana. Chega-se ao fim de 2005 com um défice foi de 128%, mas o desemprego mantém-se estável, ligeiramente acima dos 70%.

Janeiro de 2005
A fome e as doenças contagiosas em Portugal são generalizadas. Já não existe polícia por falta de verbas, e a criminalidade e as máfias dominam o país. Bagdad parece o paraíso.
O Primeiro Ministro Francisco Louçã e o Vice Primeiro Ministro Jerónimo de Sousa abolem as eleições e declaram legitimidade vitalícia para governar.
Vários grupos terroristas árabes sediados e treinados em Portugal atacam interesses Israelitas e Americanos em diversos países Europeus.

Fevereiro de 2005
Os Estados Unidos declaram que possuem informações sobre a existência de armas de destruição maciça em Portugal e invadem o país. O ditador Francisco Louçã é deposto.

E assim termina um ano de governação BE/CDU


publicado por thestudio às 05:09
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