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politicaxix

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13.Abr.05

Criminalidade galopante

O aumento da criminalidade, com particular incidência para a criminalidade violenta, foi o tema do programa Prós e Contras, transmitido segunda feira na RTP 1. A transmissão de um programa sobre este problema, um dos mais graves que aflige a sociedade portuguesa, e em horário nobre é sempre de louvar. Só é pena que, tal tenha apenas acontecido devido à insistência dos responsáveis pelas instituições policiais, e após a morte de três agentes da autoridade no exercício das suas funções num curto espaço de tempo.


Num passado recente aconteceram coisas perfeitamente inimagináveis, que apenas pensaríamos poder ocorrer nos filmes americanos ou em países do terceiro mundo. Comboios tomados de assalto com centenas de passageiros assaltados de uma só vez ou o reconhecimento por parte da polícia da sua incapacidade em entrar em determinados bairros problemáticos, onde na prática a lei vigente acaba por ser a lei dos criminosos, são apenas dois exemplos. A população, como no programa de segunda feira ficou bem patente, sente-se insegura e tem medo de frequentar muitas zonas da grande Lisboa, em especial à noite. Pessoas que se sentem prisioneiras nas suas próprias casas e se refugiam nas zonas mais interiores quando ouvem tiros lá fora. Isto não se passa em Bagdad, mas sim no concelho da Amadora.


Apesar de tudo, a criminalidade continua a ser um tema tabu em Portugal. Com efeito, o tema da criminalidade esteve praticamente ausente da recente campanha eleitoral, tendo o PNR sido praticamente o único partido a aflorar o tema. A razão de tudo isto é muito simples: Falar em criminalidade é politicamente incorrecto, pois a maioria dos crimes são cometidos por toxicodependentes e por minorias étnicas, duas “espécies protegidas” em Portugal. E quando se é obrigado a falar, foge-se sempre ao essencial da questão, como nesta segunda feira aconteceu. As individualidades presentes foram lestas em identificar os chamados “bairros problemáticos” como fonte do problema, mas ficaram-se por aí... Neste país talvez não haja declaradamente censura, mas há seguramente auto-censura.


Um levantamento do semanário Expresso sobre os ditos bairros problemáticos identificou onze destes bairros. Segundo o mesmo Expresso, destes onze, oito são habitados por indivíduos de origem africana, dois por uma mistura de indivíduos de etnias africanas e cigana, e um por diversas minorias étnicas. Ainda assim, os analistas não conseguiram encontrar uma relação de causalidade entre a imigração descontrolada e a criminalidade. E enquanto continuam a brincar ao faz de conta, fingindo que não vêem o que vêem, há pessoas que continuam a ser assassinadas, violadas e assaltadas por bandos de criminosos.

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