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politicaxix

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18.Mai.05

PS: Pinóquios Socialistas

pinoquiosocial.jpg
Tempo de antena do PS nas legislativas de 2005


Com ferros se mata, com ferros se morre. A luta do governo PSD/CDS contra o défice foi causa para todas as críticas da oposição socialista. Um povo cansado de apertar o cinto, farto da crise e da contenção salarial era presa fácil para as cantigas do bem falante José Sócrates. Sócrates garantiu que a situação do país não era assim tão má, que os salários podiam ser aumentados, que se podia gastar mais dinheiro em medidas sociais, enfim que a contenção não passava de um sadismo do governo PSD/CDS, os quais gostavam de ver o povo sofrer.

Chegam as eleições. Sócrates promete uma dezena de hospitais, auto-estradas gratuitas, promete não aumentar impostos, promete mais dinheiro para os desfavorecidos, “Um socialista nunca esquece os pobres” afirmou ele engalanado no debate com Santana Lopes. Prometeu gastar, gastar, gastar. Era fácil, era barato, dava milhares... de votos. O povo desconfiou mas comportou-se como a boa esposa enganada: Sabia que era mentira mas fazia por acreditar que era verdade, pois era o conto de fadas que desejava, em que tudo acabava bem. E acreditou, pois Sócrates até andava sempre acompanhado do despesista Guterres, que vai à missa todos os Domingos, e que não o deixaria mentir. E o povo votou PS.

Dois meses passaram e é agora para todos evidente que nem o Pinóquio conseguiria mentir tanto como o José Sócrates durante a campanha eleitoral. Todos os dias ministros e comunicação social anunciam promessas que não serão cumpridas, seguindo-se desmentidos de outros ministros ou do Primeiro-Ministro e deixando o povo com saudades do tempo das trapalhadas do Santana Lopes.

Finalmente Sócrates encontrou agora a solução para a batata quente que tem em mãos: foi pedir ajuda ao Presidente da República e ao Governador do Banco de Portugal. Eles prometeram ajudar, e explicar ao povo de forma didáctica que a situação é difícil e que são necessárias medidas difíceis. Isso sabemos nós. O que queremos saber é porque razão há dois meses atrás o PS dizia exactamente o oposto. Irresponsabilidade ou desonestidade?

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