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politicaxix

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10.Jun.05

Top IX dos maiores carniceiros do Sec XX

MAIORES CARNICEIROS DO SÉCULO XX



9º Lugar:

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Josip Broz TITO (Comunista - Jugoslávia): 1 172 000 Pontos

Quando aos 22 anos foi preso por participar em manifestações contra a I Guerra Mundial poucos poderiam imaginar o futuro auspicioso que lhe estava reservado. Após uma efémera passagem pelos campos de batalha do lado Austro-Húngaro, tendo sido ferido e feito prisioneiro, fugiu para a Rússia onde se tornou membro do Partido Comunista em 1918. Foi devolvido à proveniência em 1936 após uma purga no PC Soviético e em 1937 tornou-se Secretário Geral do Partido Comunista Jugoslavo. Em 1945, de novo nas boas graças dos Soviéticos, assinou um pacto com Estaline que permitia a ocupação da Jugoslávia por forças Soviéticas.
Sobe ao poder em 1953 e foi ganho sucessivas eleições com recurso a assassinatos, perseguições e julgamentos arbitrários. O ponto alto da sua carreira foi a “Primavera Croata” em 1970, onde deu sumiço a tudo o que não fosse comunista. Faleceu em 1980 com as mãos manchadas pelo sangue de mais de um milhão de inocentes. O seu funeral foi o segundo maior da História, tendo apenas sido superado já em 2005 pelo do papa João Paulo II.



8º Lugar:

Yahyakhan.jpg
Muhammad YAHIA KHAN (Militarista – Paquistão): 1 500 000 Pontos

Nas eleições de 1971 a liga Awami conquistou 167 dos 169 assentos reservados ao Paquistão Oriental (actual Bangla Desh). Ora o presidente Paquistanês Yahia Khan não tinha lá muito bom perder e recusou-se a aceitar o resultado das eleições, tendo ordenado ao exército que desse uma lição a esses bengalis do Paquistão Oriental que não souberam votar correctamente. Tal decisão resultou no segundo maior holocausto da História, com um milhão e meio de mortos e dez milhões de pessoas a fugir para a Índia. Há a realçar que Yahia Khan conseguiu tudo isto num curto espaço de tempo, pouco mais de um ano.



7º Lugar:

polpot.jpg
POL POT (Comunista – Camboja): 2 397 000 Pontos

Nasceu em 1925, e com 24 anos foi estudar engenharia para Paris, cidade onde lhe aconteceu o maior infortúnio da sua vida: tornou-se comunista. Após regressar ao Camboja, liderou a revolta contra Paris. Os Franceses retiraram-se da Indochina em 1954 tendo o rei Sihanouk tomado o poder. Pol Pot continuaria a lutar pelo poder, agora contra Sihanouk, mas a vitória dos Khmers vermelhos apenas chegou em 1976, após a guerra do Vietname. Sihanouk foi de imediato preso, Pol Pot foi nomeado primeiro Ministro e iniciaram-se os anos de glória da República Comunista do Camboja.
Os sucessos da nova república comunista ainda hoje são motivo de espanto: Os cidadãos urbanos foram arrastados à força para as quintas comunais onde foram obrigados a trabalhar. Políticos, dissidentes e burocratas foram mortos aos milhares. A capital Phnom Penh tornou-se uma cidade fantasma, onde os cidadãos que não morreram de fome nem de doença foram executados. As coisas iam de vento em popa quando em 1978 o Vietname invadiu o Cambodja e Pol Pot foi forçado a fugir para a Tailândia. Durante este curto período de “igualitarismo agrário”, que ficou conhecido para a História como “The Cambojan Genocide Program http://www.yale.edu/cgp/”, Pol Pot conseguiu matar 1,7 milhões de pessoas entre população de apenas 7 milhões.
Mas a história não se ficou por aqui. Pol Pot, que se opunha ao modelo do Comunismo Soviético, ainda conseguiu voltar ao poder em 1985, agora com o apoio dos Estados Unidos, e matar mais uns quantos cambojanos. Em 1989 os Vietnamitas retiraram-se do Camboja, mas Pol Pot recusando-se a aceitar qualquer processo de paz, provocou mais uma guerra civil entre as novas forças governamentais e os Khmers Vermelhos. Em 1997 Pol Pot mandou executar o seu braço direito de sempre, Son Sen bem como onze membros da sua própria família. Quando morreu, em 1998, Pol Pot tinha sido uma destacada figura de proa do mundo comunista e só à sua conta quase dois milhões e quinhentas mil almas encontraram o seu caminho para o céu.



6º Lugar:

tojo.jpg
Hideki TOJO (Militarista Fascista – Japão): 3 990 000 Pontos

General do Exército Imperial Japonês, Ministro da Guerra e Primeiro Ministro, Hideki Tojo (alcunhado de “a lâmina”) era na verdade o grande ditador do Japão. Foi ele quem empurrou o Japão para a II Guerra Mundial e foi ele o arquitecto da aliança com a Itália e a Alemanha, mas já antes disso tinha invadido todos os países vizinhos. Fruto dos seus esforços foram-lhe creditados na sua conta pessoal cerca de quatro milhões de pontos.



5º Lugar:

lenine.jpg
Vladimir Ilich LENINE (Comunista – União Soviética): 4 017 000 Pontos

O revolucionário bolchevique Vladimir Lenine, em 1918 liderou uma revolução a caminho da sociedade do futuro que custou mais de quatro milhões de mortos. Infelizmente Lenine não teve tempo de expor todo o seu potencial. Membros de um grupo de revolucionário russo concorrente, o Partido Socialista Revolucionário, dispararam três tiros à queima-roupa contra o líder bolchevique tendo uma das balas ficado alojada no pescoço junto à coluna. Nunca foi possível retirar essa bala e Lenine faleceu prematuramente em 1924 por razões pouco claras, mas que se pensa estarem relacionadas com a tentativa de assassinato.



4º Lugar:

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Chiang KAI-SHEK (Militarista – China): 10 214 000 Pontos

Militarista desde nascença, frequentou a Academia Militar Chinesa em 1906, a Academia Militar Japonesa em 1907 e serviu no Exército Japonês até 1911, altura em que regressou apressadamente à China para participar numa revolução.
Kai-Shek estava do lado certo e os revolucionários venceram. Em 1923 Kai-Shek foi para Moscovo aprender “os métodos políticos e militares” dos soviéticos. Regressado à China, em 1924 tornou-se comandante do campo militar de Whampoa. Após a morte do líder Sun Yat, e apesar de estar mal colocado na hierarquia do partido, devido à sua “habilidade política” conseguiu tornar-se o Comandante-chefe das forças revolucionárias. Não perdeu tempo e no ano seguinte desencadeou um ataque militar contra os senhores da guerra que controlavam o norte da China. Um ano depois, aliadas aos Comunistas e sob inspiração soviética, as forças revolucionárias tomaram Shangai e outras cidades. Essa aliança foi no entanto Sol de pouca dura. Ainda no mesmo ano Kai-Shek expulsou os conselheiros soviéticos e atacou os Comunistas. Em 1928 ganhou finalmente o controlo sobre toda a China. As perseguições aos Comunistas e diversas rebeliões permitiram-lhe ir somando pontos até à II Guerra Mundial, na qual participou do lado dos aliados, visto já estar em guerra com o Japão. Em 1949, após uma derrota esmagadora na guerra civil frente aos revolucionários Comunistas Kai-Shek fugiu para Taiwan, onde instalou um estado autoritário, repressivo e de partido único, e de onde reclamou o seu direito a governar toda a China. As más influências democráticas dos seus novos aliados (EUA e países ocidentais) fizeram-no perder vigor, mas quando morreu, em 1988, tinha já acumulado o bonito pecúlio de 10 milhões de mortos.



3º Lugar (bronze):

Adolf.Hitler.jpg
Adolf HITLER (Militarista Nazi – Alemanha): 20 946 000 Pontos

Hitler desde cedo mostrou aptidões que o poderiam levar longe. Lutou pelo exército Alemão na I Guerra Mundial e apesar de ter sido ferido por duas vezes, foi por diversas vezes condecorado por bravura. A derrota da Alemanha deixou-o de tal forma perturbado que chegou a ser observado por um psiquiatra, no entanto rapidamente descobriu que os responsáveis pela derrota eram os Comunistas e os Judeus. Após uma tentativa falhada de Golpe de Estado, os Nazis finalmente venceram as eleições em 1932 e Hitler desde logo começou a ajustar contas com Judeus e Comunistas. Porém não foram apenas os Judeus e Comunistas a sofrer percalços. Na noite das facas longas, em 1934 vários membros inconvenientes do partido Nazi foram também assassinados. Mais tarde, Hitler esteve na génese da II Guerra Mundial anexando a Áustria, invadindo a Checoslováquia e a Polónia, e finalmente a União Soviética. Porém, o que mais celebrizou Hitler foi o “Holocausto”, ou seja, a eliminação maciça de pessoas inconvenientes em campos de concentração. Foram lá parar Judeus, Comunistas, opositores políticos, homossexuais, sindicalistas, dissidentes cristãos e protestantes, testemunhas de Jeová e atrasados mentais entre outros. Tudo isto valeu a Hitler mais de vinte milhões de pontos.

2º Lugar (Prata):

180px-Mao-tiananmen-portrait.jpg
MAO TSE-TUNG (Comunista – China): 37 828 000 Pontos

Mao Tse-Tung andou envolvido no movimento revolucionário até que em 1923 chegou a membro do comité central do Partido Comunista Chinês. Após eliminar os outros potenciais candidatos, Mao chegou a Secretário Geral do Partido Comunista em 1945. Em 1949, com a vitória na guerra civil, tornou-se o ditador absoluto da China.
Mao revelou-se sempre um fiel seguidor das teorias de Estaline, porém com a morte deste passou a considerar-se a maior autoridade mundial em Marxismo e afastou-se dos soviéticos.
Os grandes sucessos de Mao Tse Tung prendem-se com a implantação do modelo de desenvolvimento comunista na China. O programa designado por “Grande Salto em Frente” consistiu na colectivização da agricultura e na promoção da pequena indústria rural. O resultado foram setenta milhões de mortos em consequência da fome. http://books.guardian.co.uk/news/articles/0,,1492503,00.html.
Na fonte consultada para a elaboração deste top, talvez um tanto injustamente, só lhe foram creditados pouco mais de metade destes créditos.


1º Lugar (Ouro):

Stalin1.jpg
Joseph ESTALINE (Comunista – União Soviética): 42 672 000 Pontos

Joseph Estaline chegou ao Comité Central do PCUS em 1917. Em Novembro desse mesmo ano dá-se a revolução, na qual ele desempenha um apenas papel menor. No entanto, anos mais tarde os livros já relatariam o destacado papel que coubera ao líder comunista. Com a morte de Lenine em 1924, vários candidatos se perfilaram para lidar a União Soviética. Lenine, receoso que Estaline pudesse algum dia vir a liderar um top de carniceiros do século XX, deixou EXPLICITAMENTE em testamento que Estaline NUNCA deveria guiar os destinos da URSS. Em vão, pois logo após a sua morte já Estaline partilhava o poder com Kamenev e Zinoviev. Estes dois infelizes viriam a ser assassinados. Por esta altura, duas correntes tentavam influenciar as decisões do partido, a de Trotsky mais à esquerda e a de Bukharin mais à direita. Ambos terminaram também assassinados. Em 1928, Estaline era o dirigente mais importante do partido, porém apenas conseguiu o poder absoluto em 1938 após a grande purga de 1936-38.
Como bom comunista Estaline também colectivizou a agricultura, porém o processo de colectivização matou na URSS menos gente que na China. A fome ocorria com frequência, mas só faleciam alguns milhões de pessoas de vez em quando, como em 1933 quando 5 milhões de pessoas morreram de fome.
Com uma mísera dúzia de milhões de mortos de fome, Estaline valeu-se das purgas para atingir o primeiro lugar do top. A grande purga dos anos 30 terminou com o extermínio do comité central dos bolcheviques e de mais de metade dos delegados ao congresso de 1934. Dos bolcheviques do tempo de Lenine só três sobreviveram, um deles o próprio Estaline. Só nesta purga mais de um milhão de pessoas foi executada. Nos tempos de Estaline, a Sibéria foi o principal destino dos soviéticos, e não era um destino de férias. Todas as razões serviam para as deportações e muitos foram lá parar sem qualquer razão.
No capítulo militar, ainda antes da II Grande Guerra, Estaline invadiu a Polónia, a Estónia, a Letónia, a Lituânia e a Finlândia. Os cerca de 30 000 oficiais e prisioneiros polacos executados e cujas culpas Estaline conseguiu imputar aos Nazis são apenas uns trocos para a pontuação final. Depois da guerra, ocupou os estados de Leste onde fez o favor de colocar mais tiranos comunistas no poder.
Em sumário, Estaline matou tanta gente e de tantas maneiras que é difícil calcular o número final. Por exemplo, nos censos de 1937 encontraram-se menos 14 milhões de pessoas do que se estava à espera... e, obviamente, os responsáveis do censo foram severamente punidos.

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