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politicaxix

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28.Jun.05

O papá, os putos e o triciclo.

Era uma vez um senhor que nasceu pobre. O senhor era no entanto muito trabalhador e, fruto dos seus esforços, conseguiu juntar algumas economias. Um belo dia, os seus dois filhos, o Francisquinho e o Jerónimozinho, decidiram que queriam um triciclo especial de corrida cada um. O pai, que era um homem sensato, não achou por bem gastar em triciclos dinheiro essencial ao bom funcionamento da casa. O problema foi que as crianças não desarmaram: gritaram, pularam, treparam pelas paredes, puxaram cabelos, partiram vidros, enfim, fizeram a vida negra a toda agente lá no prédio. Finalmente o pai cedeu à chantagem e comprou um triciclo a cada um.

Comentando a compra dos triciclos, o pai explicou aos colegas que, fruto de muito trabalho e de muito suor seu, conseguira juntar dinheiro com que proporcionar esta alegria às crianças.
No jardim-escola, a história contada era bem diferente. O Francisquinho e o Jerónimozinho explicavam a quem os quisesse ouvir que, a compra dos triciclos era tão somente mérito da sua luta. Se não tivessem causado distúrbios, se não tivessem partido vidros, não teriam conseguido os triciclos. Os triciclos e os bens em geral, na sua óptica, conseguem-se fazendo birras e destruindo património.


Serve esta pequena história para ilustrar a tese do intelectual ex-barnabé Daniel Oliveira, segundo a qual se vive hoje melhor na Europa que há um século atrás devido às greves e aos distúrbios causados pelos comunistas. Segundo ele, é recorrendo à arruaça que as condições de vida melhoram. Esquece-se o rapaz (ou talvez os seus princípios ideológicos o impeçam de ver) que as “conquistas dos trabalhadores” se devem antes de mais a um aumento da produtividade e da criação de riqueza, a qual em última análise lhes possibilitou auferir de salários mais elevados bem como outras regalias. Se assim não fosse, aos povos famélicos de África bastar-lhes-ia fazer greves e teriam o problema da pobreza resolvido.

Imagine-se pois, o que não seria de um país onde os clássicos comunistas ou a sua versão moderna de fumadores charros chegasse ao poder. Em vez de trabalhar, a população passaria o tempo em greves, manifestações e revoluções (no caso dos trotskistas até haveria revoluções diárias) e nada se produziria no país. É por isso que fome e miséria sempre apareceram associadas ao comunismo.

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