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politicaxix

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21.Jul.05

Arrastão

O arrastão foi finalmente branqueado. No dia dos incidentes, testemunhas, vítimas, polícia e concessionários de bares nas praias foram unânimes quanto ao que ocorrera: centenas de jovens africanos tinham-se lançado numa desenfreada corrida ao roubo, tomando de assalto a praia de Carcavelos. Dias depois, partiu do dirigente do BE Mamadu Ba uma ideia bastante original: a de branquear o arrastão através de um vídeo. O vídeo foi realizado pela jornalista de isenção duvidosa Ana Adringa, a qual recolheu o testemunho de dois jovens cuja filiação partidária não foi revelada, bem como o testemunho de fonte policial empenhada em explicar porque razão não tinha sido efectuada qualquer detenção.
Essa mesma fonte policial acabou no entanto por acusar Ana Adringa de falta de ética e falta de isenção.


Entretanto, a PSP entregou anteontem à Comissão de Assuntos Constitucionais, Liberdade e Garantias da Assembleia da República um documento onde nega a existência de um ‘arrastão’, no passado dia 10 de Junho. Para a PSP, o que ocorreu foi, e passo a transcrever:
"um conjunto de ‘incivilidades’, que alarmaram os banhistas e os fizeram abandonar apressadamente a praia, circunstâncias que, segundo o relato, terão sido aproveitadas de “forma inopinada mas agregada”, por um grupo de cerca de 30 homens que começou a “correr pela praia e a tentar apoderar-se de alguns objectos deixados pelos banhistas”.

Segundo a PSP não houve portanto roubos. Foram os banhistas que abandonaram apressadamente a praia deixando para trás os seus haveres, que cerca de 30 homens inopinadamente recolheram. A prova disto mesmo é a de que apenas foram apresentadas cinco queixas.

Restam no entanto algumas questões pertinentes:

Porque razão o testemunho de dois jovens seleccionados pelo Bloco de Esquerda tem mais valor que o de numerosas testemunhas seleccionadas aleatoriamente e entrevistadas no dia dos incidentes?

Se o que se passou foi uma "carga policial indiscriminada da polícia sobre jovens que fugiam", porque razão a polícia efectuou essa carga, e porque razão o SOS Racismo ainda não se pronunciou contra essa carga injustificada?

Porque razão foi necessário encerrar a marginal, chamar reforços policiais e as ambulâncias do INEM quando nada se passou?

Se a percentagem de vítimas que apresentam queixas neste tipo de roubos é de 2%, estaremos perante 250 roubos?

O rasto de roubos que estes jovens em fuga deixaram entre Carcavelos e as suas casas também não ocorreram?

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