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politicaxix

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22.Jul.05

Entrevista ao líder trotskista Francisco Louçã

Entrevista ao líder trotskista Francisco Louçã, publicada hoje no jornal “Público”
(E: entrevistador, FL: Francisco louçã, entre parêntesis comentários do PXIX)


E: Pelo que diz concluo que já não é trotskista.

FL: O Trotsky teve um papel fundamental na luta contra o estalinismo, contra a estalinização, contra o que veio a ser o modelo soviético. Não só ele mas muitos outros.

[A demagogia bacoca de Louçã no seu melhor. Perguntam-lhe uma coisa, responde a outra. Pelo menos ainda falou no Trotsky, poderia ter falado de pasteis de nata ou do jogo de ontem.]


E: Ainda se define como trotskista?

FL: Eu nunca me defini como trotskista. Defini-me sempre como marxista.

[Trotsky também se definia como Marxista.]


E: Integrou uma organização trotskista...

[Não apenas integrou, como a dita organização (PSR) foi moldada à sua imagem].

Mas foi uma organização que nunca se definiu como tal, embora, e eu assumo isso por inteiro, o contributo do Trotsky tenha sido fundamental para pensar o socialismo de hoje. Como foi o de outros, como Rosa Luxemburgo ou Gramsci e alguns outros marxistas. A nossa herança é exactamente essa e vivia sempre da mesma forma.

[Ao que parece, o líder trotskista Francisco Louçã agora foge do Trotskismo como o diabo da cruz. Assume por inteiro que Trotsky foi fundamental para o Socialismo de hoje? Ou Louçã se considera “dono” do pensamento Socialista de hoje ou então esta frase não faz qualquer sentido.]



Entre o Trotsky e a Rosa Luxemburgo há diferenças substanciais...

Com certeza. Mas eu creio que o socialismo aprendeu com essas diferenças.

[Mais retórica desprovida de qualquer significado]


No BE ainda há marxistas-leninistas?

Depende do que quer dizer com o conceito marxista-leninista.
Há leninistas certamente, há leninistas que são marxistas. Agora o marxismo-leninismo foi entendido muitas vezes como uma representação do estalinismo e isso não há. Como há não marxistas.

[Finalmente, à QUINTA pergunta, Louçã diz qualquer coisa com significado: Que não há Estalinistas no Bloco de Esquerda. O que por acaso é pura mentira. Não apenas o BE está cheio de Estalinistas como o próprio Louçã não tem feito outra coisa que não seja tentar convencer os sindicalistas estalinistas a mudarem-se do PCP para o BE.]


Mas o BE como movimento identifica-se com o leninismo?

Não, o BE não tem que se identificar com o leninismo.

[Mais uma fuga.]


Portanto, não há ideologia única?

Não há nem vai haver. Como sabe, aliás, o BE nasceu e só podia ter nascido assim não por uma fusão ideológica que reinterpretasse o passado, mas por uma definição da agenda política e do programa. O programa constrói-se na luta social, nas alternativas políticas para o país, para a Europa. E foi isso que nos permitiu aprender um nível de política completamente distinto do que a esquerda radical tinha feito em Portugal durante 30 anos. Nós mudámos completamente a capacidade de actuação política e social, tornando-nos uma força política influente

[A única diferença visível de “actuação política” é que os novos revolucionários usam adolescentes para provocar distúrbios.]


Resumo da entrevista: Louçã, o BE e o PSR não são Trotskistas, não são Leninistas, não se sabe o que são. São “Socialistas de hoje”. Talvez se possa mesmo começar a falar no Louçanismo como o “Socialismo de Hoje”, visto Louçã ser a única pessoa que sabe o que é “Socialismo de Hoje”.

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