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politicaxix

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16.Mai.06

Daniel Oliveira, um sublime poeta dos tempos modernos

“
Clap clap clap para Daniel Oliveira
«Uma cidade sem imigrantes não é uma cidade. É apenas uma aldeia grande. [...] Num país falhado, que os próprios imigrantes vêem como falhado, esta gente não tem nada a perder. Bem lhes podem fechar a porta. Eles entrarão pela janela. Felizmente, tomarão conta das nossas cidades, como os portugueses que queriam viver melhor tomaram Toronto, Joanesburgo ou Estugarda. E, não fôssemos tão estupidamente arrogantes, até fariam qualquer coisa desta Europa aristocrata, falida e snobe. Se tivéssemos aprendido com a América, saberíamos que o futuro é dos melhores. E os melhores são os que partem. Espero que não se integrem na mediocridade nacional. Que venham muitos e façam disto um país.»


[No Expresso desta semana]

http://notasvarias.blogspot.com/2006/05/clap-clap-clap-para-daniel-oliveira.html ”


Daniel Oliveira é uma mente brilhante. Longe de mim pretender ofuscar um tal brilhantismo, mas há neste texto todo um potencial digno de análise. Em primeiro lugar, o citadino Daniel Oliveira olha lá do alto para essas criaturas inferiores que são os habitantes das aldeias: incultos, broncos, ignorantes e esquecidos por Deus. Ele, Daniel Oliveira, é tudo o oposto: Vive numa cidade grande, muito grande, frequenta bares atulhados de gays, fuma uns charros, repete uns chavões dos intelectuais esquerdistas do princípio do século e tem-se em muito elevada conta. Ele sim, é a personificação do indivíduo superior.

O pobre Daniel Oliveira vive num país falhado, que os imigrantes vêem como falhado. E é por estarem tão desejosos de viver num país falhado que até estão dispostos a entrar pela janela. É talvez por estar assim desgostoso que afirma que ele e os seus pares são medíocres e estupidamente arrogantes. Neste ponto estou completamente de acordo. Nem eu conseguiria encontrar adjectivos que lhe assentassem melhor a ele e aos seus colegas de partido. Que nem uma luva.

Lá mais para a frente vêm as contradições, dignas de um Camões com a sua triste e leda madrugada. As incoerências que nunca abandonam um bloquista ao longo da sua vida.

Os Americanos, esse povo de Satã é tomado como um exemplo do bem e glorificado na forma como recebe os imigrantes. Isto, ao mesmo tempo que a sua colega de partido Joana Amaral Dias não se cansa de protestar contra a forma como os imigrantes são recebidos na América. Logo a seguir, o defensor da integração dos imigrantes Daniel Oliveira, defende que estes não se integrem. Pois, não se integrem porque isto é aqui só mediocridade diz ele olhando em volta, presumivelmente nas reuniões do partido.

Por fim termina em beleza “venham muitos e façam disto um país”. A explicação para esta pérola é simples: Daniel Oliveira estava a ler o Mein Kampf e ficou demasiado absorvido pelos conceitos de superioridade racial. Assim, decidiu pedir aos elementos dessas raças superiores que venham e que façam disto um país. Os Arianos, presume-se, pois os imigrantes que temos, a única coisa que já provaram saber fazer é arrastões e assaltos em comboios.

Quanto ao Bernardo Notas Várias, deixo-lhe a frase preferida da minha professora de Química nos tempos de Liceu: Mais pateta que o pateta que diz os disparates é aquele que lhe bate palmas.

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