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politicaxix

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30.Nov.09

Daniel Falácias Oliveira

 

Daniel Oliveira revelou esta semana ser o maior especialista nacional em falácias e generalizações.

 

O Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP) acusou oito arguidos de diversos crimes relacionados com o tráfico de droga. De entre esses oito arguidos, um deles, o Mário Machado, é um hammerskin.

 

Ora bem, o nosso honesto Oliveira fez então a sua primeira generalização, e considera que estes oito senhores são todos skinheads.

 

 

Existindo agora um grupo de oito skinheads criminosos na cabeça do Daniel, este faz a sua segunda generalização, de que todos os skinheads são criminosos.

 

 

Mas o génio inventivo do Daniel não se fica por aqui e passa para a terceira generalização: Se todos os skinheads são criminosos, então toda a Extrema Direita é criminosa.

 

 

Note-se que a Extrema Direita para o Daniel é muito vasta. Alguém que discorde dele em alguns aspectos passa de imediatamente a ser rotulado como sendo de Extrema Direita, e como tal de criminoso e assassino.

 

E é assim a vida do Daniel. Cheio de fobias, a sonhar com criminosos fássistas por todos os lados, e ele, Daniel, qual D. Quixote montado no seu cavalo Rocinante a combater os moinhos de vento.

 

 

Já agora Daniel, no caso dos Força Suprema, o grupo de rap composto por Angolanos que foi detido a semana passada pela prática de vários crimes violentos, qual é a generalização correcta? A de que todos os Angolanos são criminosos ou a de que todos os cantores rap são criminosos?

 

 

 

 

 

 

 

 

 

23.Nov.09

O bom nome de Sócrates

 

Um impagável Francisco Assis ofuscou ontem os Gatos Fedorentos em pleno telejornal afirmando categoricamente, após a decisão do Procurador Geral da República, que está limpo o bom nome de José Sócrates. Ora bem, assim de repente, o curriculum vitae resumido de José Sócrates é mais ou menos o seguinte: Mentiu vezes sem conta sobre a sua licenciatura, mentiu reiteradamente a propósito da Sovenco, mentiu ao Parlamento a propósito da tentativa de compra da TVI pela PT, concluiu a licenciatura a um Domingo com cadeiras feitas por fax, fez-se passar por engenheiro sem o ser, a ficha do seu curriculum no parlamento apareceu convenientemente rasurada, assinou projectos que não eram seus (e resta saber se o podia fazer visto não estar inscrito na Ordem), aparece metido na Sovenco juntamente com o gang do Vara, apareceu metido no caso de corrupção do aterro da Cova da Beira em que é arguido José Morais, seu professor de quatro cadeiras na Independente, os seus primos e tios tiveram vários encontros dos quais posteriormente se esqueceram com os responsáveis da Freeport antes de Sócrates licenciar a obra em área protegida, há um DVD em que Charles Smith da Freeport, não sabendo que está a ser filmado, identifica Sócrates como corrupto, há as escutas do Face Oculta em que duas distintas autoridades judiciárias consideram que há indícios de que Sócrates cometeu crimes contra o Estado de Direito, e claro, há um sem número pressões sobre a Comunicação Social e alegadamente também sobre o poder judicial. Isto são só as coisas que me lembro assim de repente e que são do domínio público, certamente que o Sócrates tem muito mais para contar. Por este andar, qualquer dia até os irmãos Dalton o seu bom nome limpo.

 

 

 

 

19.Nov.09

Cada cavadela sua minhoca

José Sócrates pode ter muitos defeitos, mas também tem as suas virtudes. Por exemplo, contribui para a divulgacão de ditos e provérbios populares.  Neste caso particular, "cada cavadela sua minhoca" tem-se ouvido diariamente nos tempos mais recentes, o que é bom, para evitar que estes ditos caiam no esquecimento. J. Pacheco Pereira escreveu no Abrupto que o adubo deve ser muito bom. Eu acho que não deve ser tanto o adubo, aqueles terrenos para aqueles lados é que devem ter muitas minhocas. O melhor mesmo é não dar cavadelas.

18.Nov.09

Daniel Oliveira, o jornalismo de grande rigor

 

Daniel Oliveira é um jornalista que se bate pela isenção, pela idoneidade e pelo rigor no jornalismo Português.  Mas é também um homem de causas, que se bate contra as generalizações que associam grupos inteiros de população a actos individuais, e que se bate também contra os discursos de ódio.

 

Depois do amplo destaque dado no Arrastão à publicação repetida em 2009 de uma peça de propaganda travestida de notícia já publicada em 2007, o Daniel Oliveira volta a dar o bom exemplo.

 

Desta vez foi desenterrar um caso com mais de 20 anos, o caso do activista de Extrema Esquerda, José Carvalho, esfaqueado mortalmente por um teenager skinhead durante uma rixa. Esfaqueamentos mortais pelas razões mais ignóbeis acontecem todas as semanas, mas só este, já cheio de teias de aranha, é que serve os propósitos do bom jornalismo. A partir de aí, o Daniel Oliveira envereda por um discurso de ódio contra "eles". "Eles matam", é o título do seu texto. Mas eles quem? Eles os "fássistas", nos quais o Daniel me inclui apesar de eu ter sobre os skinheads a mesma opinião que tenho sobre os seus equivalentes de Extrema Esquerda que estão no partido do Daniel. É irrelevente, tudo serve para diabolizar os "fássistas".

 

Se a coerência parece não ser o forte do Daniel, o rigor jornalístico que ele tanto preza é o que se vê. No corpo do texto, o Daniel afirma que os criminosos que assassinaram o José Carvalho estão no PNR. Nos comentários reconhece que o assassino era apenas um e o seu paradeiro é desconhecido. Afinal está tanto no PNR como no BE. O Daniel consegue fazer o ministro da Propaganda do Iraque no tempo do Saddam Hussein parecer uma pessoa isenta e rigorosa, quando afirmava que os Americanos haviam sido repelidos e  pelas janelas já se viam os tanques americanos em Bagdad. E vá lá que se bate pelo rigor, imaginem se não o fizesse.

 

 

 

 

 

 

 

17.Nov.09

Argumentos jugulares a favor do casamento gay

 

Argumento João Galamba:

 

Todos os argumentos do "não" são em última instância de uma violência fundadora. Na modernidade de uma metafísica autoritária, um universo normativo que nos interpela exige uma apropriação crítica das tradições. Quem é contra o casamento gay é fássista, perdão, homófobo.

 


Argumento Inês Moreira:

 

Era uma vez a menina do capuchinho vermelho. Lá em casa só ela usava capuchinho vermelho. Um dia chegou o lobo mau e comeu-a.  Era uma vez um velhinho de barbas brancas. Ele era diferente de todos os outros velhinhos. No Natal só ele levava prendas às crianças.  Um dia caíu do trenó. A menina do capuchinho vermelho e o Pai Natal eram a favor do casamento gay.

 

 

 

O boy João Galamba, em quem tentei votar para lambe-botas do ano mas não foi possível dado estar comprometido com o PS, regrediu até à mais primitiva forma de luta. Não lhe chamo argumentação porque insultar quem tem opiniões diferentes não é argumentar, é insultar. Antes berrava-se contra os fássistas. Adaptando à causa da moda, berra-se contra os homófobos.

 

As histórias da menina Isabel são bonitas e comoventes, mas como é óbvio carecem de qualquer sentido. Todos nós somos diferentes em alguma coisa e a maioria de nós é contra o casamento gay. Logo, ser diferente não implica defender o casamento gay.

 

 

 

 

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