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politicaxix

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31.Jan.07

E a argumentação de António Costa

Se alguém faz sombra ao Primeiro Ministro pela quantidade de burrices que diz, é o ministro António Costa. Segundo pode ler-se no site oficial do PS, “«Não é rigoroso dizer que é possível manter um crime sem qualquer tipo de sanção. Não há crime sem pena, quem não quer pena de prisão deve votar Sim. ...»”.

Segundo as diferentes fontes, ocorrem por ano em Portugal entre 20 mil a 40 mil abortos. Isto significa que terão sido efectuados entre 200 a 400 mil abortos nos últimos dez anos. O número de mulheres que está ou esteve presa em Portugal nos últimos dez anos é zero. Portanto, o argumento de que é urgente mudar a lei para evitar que as mulheres vão parar à prisão faz todo o sentido.
31.Jan.07

A coerência de Sócrates...

O inenarrável Primeiro Ministro de Portugal, o Engenheiro José Sócrates, entrou finalmente em força na campanha eleitoral sobre o aborto, e é caso para dizer que entrou em grande. A primeira coisa que fez foi meter a pata poça, ou, diga-se em abono da verdade, meteu logo as quatro. A primeira coisa que lhe saiu quando abriu a boca foi que “É a penalização até às dez semanas que torna a IVG em aborto clandestino.”. Depois de insistir, insistir e voltar a insistir que o termo “aborto” é incorrecto, parece que o Primeiro Ministro abortou as ideias iniciais e ele próprio tornou a IVG em aborto.

A bem da coerência, é IVG quando convém e é aborto quando não convém. Segundo pode ainda ler-se na comunicação social, “Sócrates considera o aborto clandestino uma «vergonha nacional» e diz-se «entre os portugueses que não se conformam com esta sóbria realidade».”. Pois bem, parece que Sócrates está apostado em que os Portugueses o considerem uma vergonha nacional bem maior que o aborto.
26.Jan.07

Aborto e pedofilia

Um dos argumentos mais usados a favor da liberalização do aborto é o de que a sua punição não evita que os abortos continuem a ser realizados. Assim, seria preferível legalizar o aborto, passando os abortos a ser realizados instalações públicas e em condições de segurança para a mulher.

A validade deste argumento pode ser aquilatada aplicando-o, por exemplo à pedofilia. Apesar de ser punida pelo código penal, a pedofilia nunca deixou de existir e continua a praticar-se. Pela mesma argumentação, seria preferível liberalizar a pedofilia, podendo esta passar a ser praticada em instalações públicas e onde as crianças poderiam ser violadas em segurança.
25.Jan.07

Aborto e terrorismo

torroraborto.jpg

Se alguma vez se avançar para um referendo sobre a liberalização do terrorismo, outra causa tão acarinhada pela Esquerda Portuguesa, podem desde já guardar os argumentos e os slogans usados na campanha pelo aborto. "A mulher/o terrorista decide" e "A barriga é minha" têm idêntica validade para ambos os casos. Se a mulher tem o direito a decidir num caso, também tem o direito a decidir no outro, e se a barriga era sua, continua a ser sua.

Mas há mais em comum entre o aborto e o terrorismo. Em ambos os casos há vítimas inocentes: No primeiro caso são os fetos que perdem a vida, no segundo são as pessoas que viajavam de comboio ou de metro. Mas claro, o argumento da vida dos outros pesa menos que o argumento da minha barriga.

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