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politicaxix

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18.Mai.06

O princípio da Universalidade

Não querendo desfazer nos Gatos Fedorentos, é inequívoco que o maior humorista Português do momento, e talvez mesmo de toda a história de Portugal, é um demagogo que dirige um pequeno partido Trotskista. O exemplo que se segue, excede a imaginação de qualquer surrealista...

Antes de mais, a descoberta do Princípio da Universalidade mereceria com toda a justiça um prémio Nóbel, não sei qual, mas certamente o mereceria. O Princípio da Universalidade irá não apenas permitir a sustentabilidade da Segurança Social pública, bem como, e em simultâneo, contribuir para a criação de emprego. Trata-se de um verdadeiro ovo de Colombo: Em primeiro lugar é criado um novo imposto de 3,5% sobre o lucro das empresas, o qual irá servir para sustentar a Segurança Social. Em seguida, reduz-se quotização patronal para a TSU em 3% para permitir a criação de emprego. Dito de outra forma, recai sobre as empresas o ónus de sustentar a Segurança Social ao mesmo tempo que se espera melhorae a situação financeira das empresas. As empresas pagam mais, mas ao mesmo tempo sobra-lhes mais dinheiro.

E - $ > E, com $ > 0, são as contas do Bloco de Esquerda.

Isto já para não falar que financiar a Segurança Social com impostos é o equivalente a transferir fundos do orçamento de Estado, o que contradiz o princípio da própria Segurança
Social.
16.Mai.06

Daniel Oliveira, um sublime poeta dos tempos modernos

“
Clap clap clap para Daniel Oliveira
«Uma cidade sem imigrantes não é uma cidade. É apenas uma aldeia grande. [...] Num país falhado, que os próprios imigrantes vêem como falhado, esta gente não tem nada a perder. Bem lhes podem fechar a porta. Eles entrarão pela janela. Felizmente, tomarão conta das nossas cidades, como os portugueses que queriam viver melhor tomaram Toronto, Joanesburgo ou Estugarda. E, não fôssemos tão estupidamente arrogantes, até fariam qualquer coisa desta Europa aristocrata, falida e snobe. Se tivéssemos aprendido com a América, saberíamos que o futuro é dos melhores. E os melhores são os que partem. Espero que não se integrem na mediocridade nacional. Que venham muitos e façam disto um país.»


[No Expresso desta semana]

http://notasvarias.blogspot.com/2006/05/clap-clap-clap-para-daniel-oliveira.html ”


Daniel Oliveira é uma mente brilhante. Longe de mim pretender ofuscar um tal brilhantismo, mas há neste texto todo um potencial digno de análise. Em primeiro lugar, o citadino Daniel Oliveira olha lá do alto para essas criaturas inferiores que são os habitantes das aldeias: incultos, broncos, ignorantes e esquecidos por Deus. Ele, Daniel Oliveira, é tudo o oposto: Vive numa cidade grande, muito grande, frequenta bares atulhados de gays, fuma uns charros, repete uns chavões dos intelectuais esquerdistas do princípio do século e tem-se em muito elevada conta. Ele sim, é a personificação do indivíduo superior.

O pobre Daniel Oliveira vive num país falhado, que os imigrantes vêem como falhado. E é por estarem tão desejosos de viver num país falhado que até estão dispostos a entrar pela janela. É talvez por estar assim desgostoso que afirma que ele e os seus pares são medíocres e estupidamente arrogantes. Neste ponto estou completamente de acordo. Nem eu conseguiria encontrar adjectivos que lhe assentassem melhor a ele e aos seus colegas de partido. Que nem uma luva.

Lá mais para a frente vêm as contradições, dignas de um Camões com a sua triste e leda madrugada. As incoerências que nunca abandonam um bloquista ao longo da sua vida.

Os Americanos, esse povo de Satã é tomado como um exemplo do bem e glorificado na forma como recebe os imigrantes. Isto, ao mesmo tempo que a sua colega de partido Joana Amaral Dias não se cansa de protestar contra a forma como os imigrantes são recebidos na América. Logo a seguir, o defensor da integração dos imigrantes Daniel Oliveira, defende que estes não se integrem. Pois, não se integrem porque isto é aqui só mediocridade diz ele olhando em volta, presumivelmente nas reuniões do partido.

Por fim termina em beleza “venham muitos e façam disto um país”. A explicação para esta pérola é simples: Daniel Oliveira estava a ler o Mein Kampf e ficou demasiado absorvido pelos conceitos de superioridade racial. Assim, decidiu pedir aos elementos dessas raças superiores que venham e que façam disto um país. Os Arianos, presume-se, pois os imigrantes que temos, a única coisa que já provaram saber fazer é arrastões e assaltos em comboios.

Quanto ao Bernardo Notas Várias, deixo-lhe a frase preferida da minha professora de Química nos tempos de Liceu: Mais pateta que o pateta que diz os disparates é aquele que lhe bate palmas.
15.Mai.06

Tributação de mais valias, uma dupla tributação

O demagogo Francisco Louçã voltou à carga sobre as mais valias de negócios em bolsa. Na defesa de um projecto lei que justificou o riso entre as bancadas do PS, PSD e CDS/PP, Louçã voltou a insistir na necessidade de tributar essas mesmas mais valias.

Para que fique claro, a tributação das mais valias constitui uma dupla tributação. Tomemos como exemplo um indivíduo que compre acções de uma dada empresa no valor de 1000 Euros. Esse indivíduo passa assim a ser proprietário de um pequeno quinhão da empresa no valor de 1000 Euros. Admitamos que ao fim de um ano, a empresa apresenta lucros brutos de 10%, o que significa que o indivíduo vê o seu quinhão ter um lucro de 100 Euros. A empresa irá então pagar impostos, e a este valor é debitado o imposto correspondente a um rendimento de 100 Euros. O quinhão que o indivíduo possui passará assim a valer 1000 + (100 – imposto1) Euros. Se o indivíduo vender em seguida as suas acções, irá apresentar uma mais valia de (100 – imposto1) Euros. A ser tributada, irá pagar um novo imposto2 sobre a esta mais valia, a qual já tinha pago imposto, ou seja, o seu rendimento bruto de 100 Euros irá dar lugar a um rendimento líquido de (100 – imposto1 - imposto2) Euros. Conclusão: o indivíduo pagou duas vezes imposto sobre o mesmo rendimento, a tributação de mais valias é uma dupla tributação.
10.Mai.06

Freitas do Amaral, o impagável

Começam a circular por aí rumores de que o Ministério dos Negócios Estrangeiros se estará a preparar para criar a Secretaria de Estado dos Desmentidos, embora esta notícia possa ainda vir a ser desmentida. Após a trapalhada que envolveu Freitas do Amaral, o semanário Expresso, mentidos, desmentidos, conferências de imprensa marcadas e canceladas, o titular da pasta dos Negócios Estrangeiros não esperou sequer uma semana para se envolver em nova trapalhada. Esta, mais parece saída de uma comédia Americana ou de um filme de terror.

Quando os Portugueses, atendendo ao alegado cansaço de Freitas, esperavam que ele não abrisse mais a boca esta semana, eis que vem um dirigente do grupo terrorista Hamas anunciar publicamente o teor da conversa que manteve com um ministro dos Negócios Estrangeiros da União Europeia. Não é difícil adivinhar de quem se tratava, aliás, até os jornais Árabes descobriram de imediato. O dirigente do Hamas, que agora se denomina pomposamente por Ministro dos Negócios Estrangeiros da Palestina, anunciou que o seu homónimo da UE o informou sobre as pressões exercidas no seio da UE para que esta financiasse o grupo terrorista Hamas, aliás a Autoridade Palestiniana, e como estas teriam sido bem sucedidas. Freitas desmentiu e disse que tinha encontrado o dirigente do Hamas sim, mas que apenas se tinham cumprimentado no átrio de um hotel.
08.Mai.06

A América hispânica mexe... mas ao contrário...

De há uns tempos a esta parte que o simpático blog “Bicho Carpinteiro” chamou a si a inusitada tarefa de defender os interesses dos imigrantes ilegais hispânicos nos Estados Unidos. Medeiros Ferreira lança ainda uma gracejola sobre Hugo Chavez, Morales, Fidel Castro, Lula da Silva e o seu “espanto benigno” (ler “a América Hispânica mexe”). Mesmo para o leitor mais desatento, há aqui algo que não bate certo. Seria de todo natural que rios de mexicanos em situação de extrema pobreza se lançassem numa fúria desenfreada tentando chegar a esses países que são um exemplo para o mundo de solidariedade, de direitos cívicos e de protecção social, como sejam o caso de Cuba da Venezuela ou da Bolívia. Mas não, eles não querem o Socialismo, esse benemérito. Eles querem imigrar sim mas para os Estados Unidos e para o mundo capitalista, esse tenebroso mundo do trabalho precário, onde a protecção social é inexistente e onde os pobres são cada vez mais pobres. Estranho, não? Pobres que querem emigrar para um país em que os pobres são cada vez mais pobres. Mas há algo de ainda mais estranho: Os defensores utópicos do Socialismo não se aperceberem de que nem os pobres querem esse Socialismo, mesmo quando a realidade está estampada em frente dos seus olhos.
07.Mai.06

Ana Drago sobre a questão Iraniana

Para quem ainda tivesse dúvidas, a deputada Ana Drago provou na semana passada não ser apenas uma exímia especialista em abortos e casamentos gay. É também versada em outros temas, como por exemplo, o nuclear. E neste caso, parece não ser apenas mais uma especialista, mas sim o supra-sumo a nível mundial. Basta constatar a forma categórica como assegurou que o Irão não tenciona construir armas nucleares.

Senão vejamos: comparemos a deputada Ana Drago com a equipa de peritos da ONU a propósito da questão do Irão. É necessária uma equipa completa de peritos da ONU para proceder às investigações - Ana Drago sozinha é mais que suficiente. Os peritos da ONU precisam de se deslocar ao local para proceder às investigações - Ana Drago não precisa sequer sair de Portugal. Os peritos da ONU levam semanas até chegar a alguma conclusão - Ana Drago levou menos de trinta segundos. Depois de tudo isto, os inspectores da ONU muitas vezes ainda têm dúvidas - Ana Drago só tem certezas.

Resta apenas um pequeno pormenor: Todos os países que apostaram na energia nuclear eram países deficitários do ponto de vista energético e como tal dependentes do petróleo. O Irão é um dos maiores produtores mundiais de petróleo... Mas enfim, são pormenores que não retiram mérito nem brilhantismo à ilustre deputada.

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