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politicaxix

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29.Jun.05

Acampamento d@s put@s do Bloco

Irá decorrer no próximo mês de Julho, em S. Gião, serra da Estrela, o acampamento de jovens do Bloco. O preço por participante é de 50€ e dá acesso a todas as actividades a realizar no acampamento, entre as quais se incluem fumaradas de charros e uma lavagem. Só é pena que essa lavagem seja ao que @s miúd@s têm dentro da cabeça e que já é pouco, e não ao corpo, lavagem que muitos deles bem precisavam.

Entre os módulos a ministrar, encontram-se o de “técnicas de desobediência civil”, (ou seja, é ensinado às crianças como “violar a lei de forma não violenta”), e o de “como reagir a uma agressão policial”. Este último já vem tarde, pois tais conhecimentos bom jeito teriam dado aos jovens que levaram a cabo o arrastão da praia de Carcavelos. Se atendermos a que quem precisa de estar preparado contra a acção policial são os criminosos, não é difícil de adivinhar em que tipo de acções a direcção do Bloco está a pensar para estes neófitos.

Um outro módulo que será ministrado aos adolescentes, e este bem mais útil para quem quiser seguir carreira política no Bloco, é o de artes circenses. Que o diga Ana Drago, que deve ter recorrido a tudo o que aprendeu nos acampamentos do seu tempo para preparar a sua última intervenção no parlamento. Depois de discutido, morto e enterrado o assunto do arrastão, Ana Drago ressuscitou o tema para dizer que “à luz de novas informações” os assaltantes eram menos um ou dois do que os que ela tinha dito na sua última intervenção. A nova informação é o testemunho de um filho de um deputado da Assembleia Municipal. Resta saber porque razão este testemunho tem mais valor que os testemunhos das inúmeras pessoas entrevistadas pela comunicação no próprio dia. Em resumo, para o BE, o arrastão não existiu.

palhablocomini.jpgA arte circense é um dos esteios do Bloco de Esquerda


Mas não é tudo. Para o BE a crise também não existe. Como não se cansa de repetir o papagaio Daniel Oliveira, a situação do país é boa, as medidas de contenção do governo não se justificam, e os salários e pensões devem aumentar. Não se trata sequer do BE defender estratégias diferentes com vista a solucionar a crise. Trata-se tão somente de no seu autismo se recusar a reconhecer que a crise existe e assim advogar um novo período de despesismo Gueterrista.

Decididamente, este BE não vive no mesmo mundo que nós. O BE vive num mundo onde o arrastão não aconteceu e onde o país atravessa uma boa situação económica. Se querem brincar aos políticos têm todo o direito a fazê-lo, porém talvez fosse preferível construir para eles um Parlamento dos Pequeninos no Portugal dos pequeninos, onde até poderiam formar governo, a Ana Drago poderia brincar com as suas barbies, e sempre estariam mais perto da serra da Estrela para quando quisessem fumar uns charros em S. Gião.
28.Jun.05

O papá, os putos e o triciclo.

Era uma vez um senhor que nasceu pobre. O senhor era no entanto muito trabalhador e, fruto dos seus esforços, conseguiu juntar algumas economias. Um belo dia, os seus dois filhos, o Francisquinho e o Jerónimozinho, decidiram que queriam um triciclo especial de corrida cada um. O pai, que era um homem sensato, não achou por bem gastar em triciclos dinheiro essencial ao bom funcionamento da casa. O problema foi que as crianças não desarmaram: gritaram, pularam, treparam pelas paredes, puxaram cabelos, partiram vidros, enfim, fizeram a vida negra a toda agente lá no prédio. Finalmente o pai cedeu à chantagem e comprou um triciclo a cada um.

Comentando a compra dos triciclos, o pai explicou aos colegas que, fruto de muito trabalho e de muito suor seu, conseguira juntar dinheiro com que proporcionar esta alegria às crianças.
No jardim-escola, a história contada era bem diferente. O Francisquinho e o Jerónimozinho explicavam a quem os quisesse ouvir que, a compra dos triciclos era tão somente mérito da sua luta. Se não tivessem causado distúrbios, se não tivessem partido vidros, não teriam conseguido os triciclos. Os triciclos e os bens em geral, na sua óptica, conseguem-se fazendo birras e destruindo património.


Serve esta pequena história para ilustrar a tese do intelectual ex-barnabé Daniel Oliveira, segundo a qual se vive hoje melhor na Europa que há um século atrás devido às greves e aos distúrbios causados pelos comunistas. Segundo ele, é recorrendo à arruaça que as condições de vida melhoram. Esquece-se o rapaz (ou talvez os seus princípios ideológicos o impeçam de ver) que as “conquistas dos trabalhadores” se devem antes de mais a um aumento da produtividade e da criação de riqueza, a qual em última análise lhes possibilitou auferir de salários mais elevados bem como outras regalias. Se assim não fosse, aos povos famélicos de África bastar-lhes-ia fazer greves e teriam o problema da pobreza resolvido.

Imagine-se pois, o que não seria de um país onde os clássicos comunistas ou a sua versão moderna de fumadores charros chegasse ao poder. Em vez de trabalhar, a população passaria o tempo em greves, manifestações e revoluções (no caso dos trotskistas até haveria revoluções diárias) e nada se produziria no país. É por isso que fome e miséria sempre apareceram associadas ao comunismo.
25.Jun.05

O Comunismo, esse grande motor do desenvolvimento no Sec. XX

Para quem se quiser rir, no blog dos barnabés, o intelectual Daniel Oliveira anda por lá a escrevinhar sobre os méritos do Comunismo no século XX. A classe trabalhadora, diz ele, vive incomparavelmente melhor no final do século XX que no início do século. Tal é incontestável, acrescentaria eu. Mas em que é que isso se deve ao Comunismo? Afinal, quais foram os progressos dos países que optaram pelo modelo comunista? Façamos uma breve resenha.

União Soviética:
O Estado apropriou-se das propriedades dos camponeses e instituiu os terrenos agrícolas colectivizados. Resultado: Fome e miséria generalizadas. A fome tornou-se endémica causando mortes todos os anos. Em 1922 causou cinco milhões de mortos e em 1932 causou seis milhões de mortos.

China:
Os chineses copiaram o modelo de colectivização da propriedade seguido pelos soviéticos tendo instituído as “comunas”, unidades económicas auto-suficientes que incluíam indústria ligeira. O projecto comunista chinês foi designado por “Grande Salto em Frente” e constituiu na realidade um grande salto para o abismo, uma verdadeira catástrofe. Como consequência da implantação das medidas comunistas, estima-se que tenham morrido de fome entre 30 a 70 milhões de pessoas, dependendo dos autores. Nos “três anos amargos” (1959-61), viveu-se o mais negro período de fome da História da humanidade, um motivo de orgulho para o Comunismo.

Coreia do Norte:
A Coreia do Norte foi outro estado que, após a invasão soviética em1945, seguiu o modelo de desenvolvimento com patente de Estaline. Resultado: A economia estagnou, dois milhões de pessoas morreram de fome e hoje em dia 70% da população está sub-nutrida, segundo os números oficiais da ONU.

Camboja:
O líder revolucionário comunista Pol Pot instituiu as propriedades agrícolas comunais e um sistema de educação comunal. De forma a fornecer mão de obra às propriedades agrícolas, transferiu os habitantes dos centros urbanos para as propriedades agrícolas. Resultado: Fome e doença generalizadas. A experiência comunista de Pol Pot ficou conhecida como “Projecto Genocida Cambojano” tendo causado entre 1,7 a 3 milhões de mortos. A capital Pnom Penh ficou transformada numa cidade fantasma.

Resto do mundo:
Experiências comunistas causaram ainda um milhão e meio de mortos no Afeganistão, um milhão no Vietname e vários milhões por esse mundo fora. O comunismo é também responsável pela pobreza que actualmente existe em vastas áreas do globo, como por exemplo na Europa de Leste, a qual só conheceu o desenvolvimento após a queda do muro de Berlim. Países que se dividiram e optaram por modelos económicos distintos, como sejam Alemanha Ocidental / Alemanha de Leste, Coreia do Sul / Coreia do Norte, China /Taiwan, mostram inequivocamente o que se pode esperar do Comunismo: Fome e miséria.

O Daniel Oliveira até é um rapaz inteligente e esclarecido, o único problema dele é que sofre de alguma atrapalhação mental e por vezes escreve o contrário do que pretendia escrever. Assim, há que acrescentar uma errata ao texto do Daniel: Onde se lê “os trabalhadores vivem melhor devido ao Comunismo”, deveria ler-se “os trabalhadores vivem melhor apesar do Comunismo”.
24.Jun.05

O nascimento de Rodrigo Moita de Deus

A senhora madame era roliça e de feições rosadas. Tinha uma casa de supostas ali para os lados da IP3 onde passavam os camionistas. Marchava tudo, desde que pagassem: Eram fenícios, cartagineses, nórdicos, romanos, gregos, enfim, tudo o que pagasse a senhora atendia.

Um dia mais tarde, decidiu a rameira partir em diáspora. Para ela foi uma felicidade, tanta era a homenzoada. Eram clientes atrás de clientes: brancos, pretos, amarelos, africanos, esquimós, loiros, indios e indianos. E se perguntassem à marafona qual o seu prato preferido, a sôfrega respondia babando-se tutti-frutti, tutti-frutti.

Um dia a rameira ficou prenhe mas não fez um aborto como seria conveniente. Quando veio à luz, o animal tinha cauda... e pronto, foi assim que nasceu o Rodrigo Moita de Deus: Filho de uma prostituta e de pai incógnito.
24.Jun.05

Rodrigo Moita de Deus: o filho de uma meretriz

Para quem duvida que o racismo existe em Portugal, Rodrigo Moita de Deus, bloguista que nos tempos livres escrevinha literatura de casa de banho, acabou de provar cabalmente o contrário.


http://oacidental.blogspot.com/2005/06/o-orgulho-de-ser-plido-de-esprito.html


Confesso nunca antes ter lido um texto tão genuinamente racista, insultuoso e também tão imbecil, mas o que é mais espantoso é haver gente cuja inteligência ou falta dela não lhe permita sequer ter consciência de aquilo que escrevem. Como é o caso.



O texto do racista Rodrigo inicia-se com uma frase enigmática. Ele afirma que pensa. Manifestamente não pensa. Tal se tornar-se-á eloquente nos parágrafos que se seguem, como por exemplo no segundo quando afirma que a sua mãe é uma meretriz dada a camionistas. Não satisfeito, o Racista Moita de Deus afirma que a rameira sua mãe partiu em diáspora. Não deixam de ser hilariantes, estes patetas armados em intelectuais, quando usam palavras que não conhecem. Evidentemente o racista Rodrigo não conhece o significado da palavra diáspora, e depois saiu-lhe isto. Ninguém é obrigado a ser culto ou inteligente, mas quando se tenta fazer passar por tal sem se ser, é duplamente patético.

Depois de algum lixo racista que me escuso a comentar, o Racista Moita de Deus acaba dizendo que os Portugueses podem dar graças ao Senhor por não terem cauda. Presumo que este filho de uma meretriz, como ele próprio se define, não possa dizer o mesmo.

PS: Peço desculpa aos leitores visto que este artigo sai um pouco do âmbito do blog, mas por vezes é forçoso abrir excepções quando nos deparamos com erros da natureza como é o caso deste mentecapto.
24.Jun.05

Coisas estranhas continuam...

Coisas estranhas se estão a passar neste país. O Presidente da República contacta o embaixador de Cabo Verde no sentido de inquirir se será seguro deslocar-se à Cova da Moura. Tendo recebido luz verde do embaixador de Cabo Verde para se deslocar a este bairro de Lisboa, o Presidente da República fá-lo acompanhado de uma escolta pessoal reforçada. Foram também mobilizadas as unidades de reserva da PSP, bem como o Corpo de Intervenção e o Grupo de Operações Especiais, que ocuparam posições estratégicas no bairro. No final da visita, o Presidente da República afirmou tratar-se de um bairro de gente boa. Alguém me pode explicar porque razão é necessário tal aparato e tal conjunto de medidas de segurança extraordinárias para visitar um bairro de gente boa? Além disso, levanta-se outra questão: Se este é um bairro de gente boa, de onde provêm os meliantes que causaram o arrastão de Carcavelos e que diariamente assaltam comboios na linha de Sintra?


Continuando a senda de casos estranhos, o ministro António Costa anunciou esta segunda-feira um significativo reforço do policiamento na linha de Sintra, ao passo que a CP anunciou estar a preparar um conjunto de medidas que visem garantir a segurança dos utentes. No mesmo dia, o mesmo ministro anunciou que os assaltos em comboios no primeiro trimestre de 2005 diminuíram 33% em relação a igual período do ano passado. Há aqui alguma coisa que não bate certo. Novas medidas de combate à criminalidade anunciam-se quando a criminalidade aumenta e não quando a criminalidade diminui. A pergunta que gostaria de deixar ao senhor ministro António Costa é a seguinte: Esses números traduzem uma diminuição da criminalidade ou traduzirão apenas o facto de que as vítimas desistiram de apresentar queixas por constatar que de nada servem? A título de exemplo, os indivíduos que causaram o pânico na linha de Sintra na passada segunda feira foram “levados à esquadra para identificação”.


A polícia divulgou junto dos cidadãos um conjunto de conselhos que deverão seguir quando forem à praia. O primeiro deles apela aos cidadãos para que não levem objectos de valor nem roupa de marca. Não deixa de ser estranho, quando ao mesmo tempo os nossos políticos asseguram que as praias são locais seguros.


O ACIME, organismo governamental sob a tutela da Presidência do Conselho de Ministros, solicitou à Alta Autoridade para a Comunicação Social que “promova um Acordo de Princípios entre os meios de comunicação social em relação a notícias com potencial leitura racista e xenófoba”. Isto significa o quê? O regresso à censura?


Decorreu no passado sábado uma manifestação organizada pela Frente Nacional, que apelava a todos os cidadãos que se manifestassem contra o aumento da criminalidade. Ainda a manifestação não tinha decorrido e já a maioria dos órgãos de comunicação a descreviam como um “encontro de nazis e de racistas”. Como é possível descrever algo que ainda não aconteceu? Com esta campanha, a Comunicação Social teve o mérito de afastar da manifestação muitos cidadãos que gostariam de se manifestar contra a insegurança. Não basta os crimes de que são vítimas, quaisquer pessoas que declarem ser necessário fazer algo, ainda são apelidadas de racistas e nazis.
Nota: Abra-se uma excepção à RTP, a qual fez uma reportagem isenta sobre a manifestação.


Entretanto, no passado dia 11 de Junho, um dia depois do arrastão, um grupo oriundo do Cacém assassinou gratuitamente um jovem de 20 anos no quintal da sua casa. O grupo provocava actos de vandalismo quando uma senhora lhes sugeriu que abandonassem o local. Indignados com tal sugestão entraram ameaçadoramente no quintal, e quando o filho da senhora se aproximou em defesa da mãe foi de imediato assassinado à catanada pelas costas. Para o governo os crimes que não aparecem nas primeiras páginas dos jornais
21.Jun.05

Coisas estranhas se passam em Portugal

No passado dia 10 de Junho, ocorreu na praia de Carcavelos um arrastão que viria a atirar Portugal para as bocas do mundo. Em comentários na imprensa internacional podia ler-se mesmo que entráramos na era do “mass-crime”. O Diário de Notícias por seu turno noticiava então: “foi impossível contabilizar o número de assaltantes. Teriam sido 500? Mil? Dois mil? A fonte do DN, com vasta experiência profissional, não se coibiu de apontar para os dois mil.”

Surpresa das surpresas, uma semana depois, o número de assaltantes tinha decrescido para um máximo de 50. O criminologista Moita Flores explicava que a diferença de valores se devia a uma maquinação e a uma manipulação da informação por parte de forças políticas, com relação à extrema direita. Foi uma explicação em estilo Octávio Malvado, vocês sabem de que é que eu estou a falar. Ficamos sem saber se teria sido a extrema direita a orquestrar a maquinação ou se teria sido uma manobra de diversão de outras forças políticas.

Uma argumentação mais convincente e não menos imaginativa foi congeminada pelo editor da “Capital” Luis Osório. Num artigo intitulado “O arrastão que nunca existiu”, Osório chama a si a razão argumentando que quem acreditou no arrastão é racista. E pronto, contra argumentos destes não há nada a fazer. Para terminar em beleza, ele próprio assume ter sido racista nos primeiros dias, em que também ele acreditou no arrastão.

E pronto, foi assim. O mundo foi enganado. As pessoas que julgaram ter sido assaltadas, enganaram-se: perderam os seus bens no meio da confusão. Mas este desaparecimento de centenas de assaltantes de uma semana para a outra, não deixa de ser estranho.

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Neste jogo que opõe simpatizantes das vítimas a simpatizantes dos criminosos, Jorge Sampaio tomou partido e visitou no passado sábado a Cova da Moura em Lisboa. Antes disso, consultou o embaixador de Cabo Verde, Onésimo Silveira, no sentido de apurar se seria segura a sua deslocação ao local. Não deixa de ser estanho, se atendermos a que Cova da Moura, pelo menos aparentemente, se situa em território Português.


Após obter luz verde do embaixador cabo-verdiano, Sampaio lá se deslocou à Cova da Moura rodeado de um batalhão de seguranças e ladeado de inúmeros jornalistas, cujas câmaras fotográficas sempre exercem um efeito dissuasor. A visita correu bem, e Sampaio saiu de lá afirmando que é um sítio cheio de gente boa, e pelos vistos seguro.
Enfim, todo este aparato para visitar um locar seguro como a Cova da Moura não deixa de ser estranho. Vamos lá ver se um dia destes depois de jantar, Sampaio se lembra de ir sozinho e incógnito tomar um cafézinho à Cova da Moura.
17.Jun.05

Pelo direito à diferença

Para quem luta pelo direito à diferença, não há nada como exercer esse direito. Foi o que fez Ana Drago hoje no parlamento. Hoje, a Ana foi mais que Drago. Foi a menina reguila no meio de adultos sérios, foi a pequena ditadora estalinista no meio de democratas (com excepção dos seus colegas de bancada e dos vizinhos do PCP), foi a senhora que usa bigode.

A discussão iniciou-se quando Nuno Melo (CDS-PP) anunciou que a sua bancada iria propor a alteração da idade para efeitos de inimputabilidade e afirmou a necessidade de censurar os criminosos e louvar a polícia. Ana Drago, talvez distraída a pensar nas suas barbies, não se apercebeu que não houvera qualquer menção à origem étnica dos criminosos e ripostou sacando a sua cassete da xenofobia. Foi um golo na própria baliza, diga-se, pois ao faze-lo foi ela própria quem deixou implícito que os jovens africanos (ou outras minorias étnicas) são o principal motor da criminalidade em Portugal.


dragostalin.jpgO estilo estalinista de Ana Drago, uma diferente entre iguais.

Ao melhor estilo estalinista, a dirigente bloquista afirmou ainda que as afirmações de Nuno Melo “são uma vergonha para esta câmara e para a democracia”. De facto, fazer uso do direito de opinião é uma vergonha para o “conceito de democracia” de Ana Drago. Na verdadeira democracia, aquela que Ana Drago defende, o partido é detentor da verdade absoluta e quem cometa o delito de opinião tem direito a bilhete só de ida para a Sibéria.
Quem determina o que é uma vergonha é a Ana Drago e quejandos, ponto final.

O ponto mais alto (ainda mais alto) da intervenção de Ana Drago foi quando ela afirmou, e passo a citar “o que os senhores fizeram aqui é dizer que há duas e duas únicas soluções”. Continuando a citar, “ou aceitamos que a polícia (...) possa correr à bastonada quem é culpado, quem nem é culpado”, “ou então iremos encarcerar todos”, “ou talvez expulsar”. É verdade que uma socióloga não tem forçosamente que ser uma “expert” em matemática, mas convenhamos que contar até três também não é particularmente difícil.

Pelo lado dos criminosos alinhou também o saudosista de Estaline, António Filipe, do PCP. Para António Filipe, medidas de combate à criminalidade “são o discurso da demagogia e da intolerância”. Quanto à demagogia manifestamente não sabe o significado da palavra e portanto está perdoado. Mas quanto à tolerância, ficamos a saber que para o PCP, a criminalidade, como o arrastão de dia 10 ou o assassinato do jovem Mário Lopes no dia seguinte às mãos de um gang do “Kacem”, deve ser tolerada, até porque caso contrário há xenofobia.

Enfim, quando os dirigentes políticos são cúmplices dos criminosos, não há medidas contra a criminalidade que valham.

Ouvir debate completo em:
http://www.tsf.pt/online/portugal/interior.asp?id_artigo=TSF162138
15.Jun.05

Tensão no reino da Dinamarca

Após um fim de semana recheado de problemas com imigrantes é sempre bom ver que não somos os únicos a partilhar a triste sina: os Dinamarqueses estão solidários connosco.

Na Dinamarca, os muçulmanos constituem apenas 4% da população mas consomem 40% dos recursos destinados a apoios sociais e, como qualquer comunidade Islâmica que se preze, são responsáveis pela grande maioria das violações ocorridas no país. A maior parte dos muçulmanos não trabalha e vive do subsídio de desemprego, mas, como eles próprios explicam, o mercado de emprego é muito competitivo. Até aqui tudo corre dentro da normalidade.

O rastilho para a mais recente crise foi um tiroteio em Copenhaga do qual resultou um morto. Tanto o assassino como a vítima eram muçulmanos e, o caso em vez de ir parar aos tribunais, foi parar à mesquita onde um imã (sacerdote islâmico) condenou a família do assassino a pagar “blood money” pelo delito (tradição islâmica) e a mudar de residência para outra cidade.

Para o governo e para a sociedade dinamarquesa foi um choque. Os especialistas em matéria criminal e o governo consideraram inaceitável que as leis dinamarquesas não sejam respeitadas e declararam que apenas os tribunais podem julgar homicídios.

Mas esta foi apenas a primeira parte do choque. Uma associação auto-definida como anti-racista lançou um ataque terrorista contra a ministra da imigração incendiando a sua casa e o seu carro. A ministra, de 34 anos, o marido e dois filhos de tenra idade foram salvos mas o modo de vida dos Dinamarqueses está definitivamente comprometido. Os ministros faziam compras e andavam pelas ruas no meio da multidão, como qualquer cidadão comum. Agora andam cercados de guarda-costas. Quanto à família da ministra mudou-se para um local secreto.

Depois do assassinato de Pym Fortune está a começar a tornar-se hábito ataques contra políticos que não apoiem a imigração desregrada.
15.Jun.05

Carniceiros do Sec. XX: Considerações finais

consfinais.jpg

Estaline foi o carniceiro completo, e como tal um justo vencedor. Matou opositores políticos a torto e a direito, quer fossem do partido ou contra o partido, enviou gente sem conta para a Sibéria muitos sem qualquer razão, invadiu países vizinhos à discrição, instalou ditadorezinhos comunistas em países satélites, e ainda morreram milhões de pessoas à fome fruto das suas políticas.

Mao Tse Tung foi provavelmente o ditador responsável por um maior número de mortes, sendo a larga maioria delas causada pela fome. No capítulo dos Direitos Humanos também não deixou os seus créditos por mãos alheias.

Hitler teve o grande mérito de ser o único a ascender ao poder democraticamente. Antes da Guerra, tribunais, constituições e mais uma quantidade de empecilhos democráticos limitaram verdadeiramente a sua acção. Porém, após o início da Guerra, e instalado o regime marcial, recuperou o tempo perdido.

Pol Pot foi talvez o melhor de todos. Chegou ao governo de um país com sete milhões de habitantes, tendo conseguido matar dois milhões e meio e transformar a capital numa cidade fantasma. Dessem-lhe o governo de um país como a China e aí sim, a sua obra poderia ser verdadeiramente notável.

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