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politicaxix

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19.Mai.05

Mais um nascimento !

Tenho o prazer de anunciar o nascimento de mais um blog! Neste blog pontifica "uma das mais distintas personalidades do País na área da Toxicodependência", a psicóloga clínica e ex-deputada Dr.ª Joana Amaral Dias. Para quem não se recorda, a Dr.ª Joana Amaral Dias é aquela loura com ar de tia, facilmente identificável entre as deputadas com ar de mulheres-a-dias do Bloco de Esquerda. Famosos, são os seus diálogos com a sua colega de bancada Ana Drago:

Joana: Aninhas, vamos brincar aos revolucionários?
Ana: Jojo, agora não posso, estou a brincar com as barbies.
Joana: Anda lá, só uma revoluçãozinha e uma manif a favor do aborto!
Ana: E o teu papá deixa?
Joana: Ele não precisa de saber!
Ana: E vais assim vestida com a última colecção da benetton? As revolucionárias não se vestem assim, olha para mim toda de preto, até pareço uma viuva.
Joana: Isso não faz mal. É só a brincar, afinal nenhuma das duas percebe nada de política!

O link para o blog da Joana, Bichos Carpinteiros, encontra-se na secção "Revolucionários Chanel".

joanamaraldias.jpgJoana Amaral Dias
19.Mai.05

Nascimento

anmuma.jpg
É com muito prazer que anuncio o nascimento de um novo blog. Trata-se do Anacleto Mula Maluca, projecto liderado pelo Pantera e do qual eu próprio sou colaborador. Não deixem de visitar, pois este blog promete! O link encontra-se na secção "blogs recomendados".
18.Mai.05

PS: Pinóquios Socialistas

pinoquiosocial.jpgTempo de antena do PS nas legislativas de 2005


Com ferros se mata, com ferros se morre. A luta do governo PSD/CDS contra o défice foi causa para todas as críticas da oposição socialista. Um povo cansado de apertar o cinto, farto da crise e da contenção salarial era presa fácil para as cantigas do bem falante José Sócrates. Sócrates garantiu que a situação do país não era assim tão má, que os salários podiam ser aumentados, que se podia gastar mais dinheiro em medidas sociais, enfim que a contenção não passava de um sadismo do governo PSD/CDS, os quais gostavam de ver o povo sofrer.

Chegam as eleições. Sócrates promete uma dezena de hospitais, auto-estradas gratuitas, promete não aumentar impostos, promete mais dinheiro para os desfavorecidos, “Um socialista nunca esquece os pobres” afirmou ele engalanado no debate com Santana Lopes. Prometeu gastar, gastar, gastar. Era fácil, era barato, dava milhares... de votos. O povo desconfiou mas comportou-se como a boa esposa enganada: Sabia que era mentira mas fazia por acreditar que era verdade, pois era o conto de fadas que desejava, em que tudo acabava bem. E acreditou, pois Sócrates até andava sempre acompanhado do despesista Guterres, que vai à missa todos os Domingos, e que não o deixaria mentir. E o povo votou PS.

Dois meses passaram e é agora para todos evidente que nem o Pinóquio conseguiria mentir tanto como o José Sócrates durante a campanha eleitoral. Todos os dias ministros e comunicação social anunciam promessas que não serão cumpridas, seguindo-se desmentidos de outros ministros ou do Primeiro-Ministro e deixando o povo com saudades do tempo das trapalhadas do Santana Lopes.

Finalmente Sócrates encontrou agora a solução para a batata quente que tem em mãos: foi pedir ajuda ao Presidente da República e ao Governador do Banco de Portugal. Eles prometeram ajudar, e explicar ao povo de forma didáctica que a situação é difícil e que são necessárias medidas difíceis. Isso sabemos nós. O que queremos saber é porque razão há dois meses atrás o PS dizia exactamente o oposto. Irresponsabilidade ou desonestidade?
12.Mai.05

Francisco Louçã reforça o poder absoluto

Resize of palhaçolouçã3.jpgFrancisco Louçã foi o grande vencedor do IV Congresso do BE


O Bloco de Esquerda é cada vez mais o quintal do Louçã e dos amigos. Neste IV congresso, Francisco Louçã chamou a si o poder absoluto, numa performance digna de um Estaline ou de um Saddam Hussein.

Tal como Hitler criou o cargo de “Fuhrer” da Alemanha, cargo que lhe conferia um poder absoluto, também Louçã criou um cargo análogo no Bloco de Esquerda, que em linguagem revolucionária se designa por “coordenador”. Para que a criação deste cargo de ditador absoluto não levantasse objecções por parte de algum bloquista com a mania que é democrático, a criação do cargo foi camuflada no meio da moção a aprovar, uma espécie de dois em um: Vota um aprova dois. Tal provocou a desconfiança de alguns delegados, tendo os mais expeditos pedido votação por voto secreto, veja-se a heresia...
Desde quando os comunistas votam por voto secreto? A votação é sempre de braço no ar, caso contrário como é que a direcção pode tomar medidas repressivas contra os opositores? Foi então necessária a intervenção de Luís Fazenda, um dos cães de fila de Louçã por forma a acalmar os ânimos:

“Numa das intervenções mais marcantes da tarde, Fazenda respondeu também a um requerimento que pedia a votação das moções por voto secreto, dado o texto da direcção implicar a "ascensão" a coordenador de Francisco Louçã.”
http://dn.sapo.pt/2005/05/08/nacional/nao_vestirao_a_gravata.html


Para assegurar um sucesso esmagador da moção subscrita por Louçã, a comissão organizadora impôs ainda que cada delegado se associasse uma moção. Tal imposição levou aos abandonos dos candidatos de Coimbra e do Porto.


“A referida Comissão impôs que cada candidato a delegado se associasse a uma moção, o que despertou a contestação dos que estão indecisos ou que gostariam de poder votar favoravelmente aos dois textos.

A discórdia foi mais ouvida no Porto e em Coimbra, cidade onde os candidatos acabaram por renunciar.”

http://www.ocomerciodoporto.pt/secciones/noticia.jsp?pIdNoticia=35209&pIdSeccion=11


Outra das novidades da convenção foi a introdução de medidas que prevêem a expulsão de militantes que discordem da linha oficial do partido, isto é, do pequeno ditador Francisco Louçã. Desta forma, a moção subscrita por Louçã acabou por ser aprovada sem votos contra, até porque tal ousadia poderia valer a expulsão do partido.
11.Mai.05

Rescaldo da IV Convenção do Bloco de Esquerda: À Esquerda nada de novo

circoBE.jpg

Decorreu no passado fim de semana em Lisboa a IV Convenção Nacional do Bloco de Esquerda. Foram a votos duas moções: uma subscrita por Francisco Louçã, Miguel Portas, Ana Drago, Alda Macedo, Fernando Rosas e João Teixeira Lopes e que se intitula "O Bloco como alternativa Socialista" e outra, que dá pelo nome de "Por uma Plataforma de Democracia Socialista", assinada por descontentes com a direcção, entre os quais a ex-terrorista e ex-presidiária Helena Carmo, presa na sequência caso FP-25.

A ala terrorista-renovadora do BE lançou duras críticas à direcção, acusando-os de uma postura ditatorial onde aos militantes são tratados como carneiros aos quais se diz onde se devem manifestar e quais as palavras de ordem a usar, mas aos quais não se dá o direito de opinar sobre o assunto, “Queremos que a discussão seja construída no terreno a cada passo e que não seja servida aos activistas como um prato pronto a pôr no terreno sem exigir a sua capacidade crítica“, e exigiu também que "a democracia participativa seja exercida no Bloco de Esquerda". A direcção ouviu sem bater palmas. Diga-se em abono da verdade que o BE sempre foi uma espécie de “Pronto-a-pensar” onde as ideias são fornecidas aos seus activistas prontas a consumir poupando aos militantes do Bloco o trabalho de usar o cérebro.

Na resposta, o demagogo Fernando Rosas acusou a moção concorrente de "demagogia", por querer "concorrer à direcção sem uma proposta política".

A convenção ficou também marcada por duras críticas da direcção, talvez inspirada pelos críticos, à linha Estalinista do PCP, os quais foram acusados de anti-democratas. Estas críticas podem no entanto ser também interpretadas como um acto intimidatório do sector Trotskista do BE no poder, em relação aos descontentes com a actual direcção do partido.

Quanto ao resto, aparte algumas questões sobre as autárquicas e sobre a eventual adesão ao Partido da Esquerda Europeia, em termos de ideias esta convenção foi uma repetição das anteriores. À Esquerda nada de novo.
10.Mai.05

Praga de gafanhotos assusta no Níger

http://www.correiodamanha.pt/noticia.asp?id=159495&idselect=21&idCanal=21&p=94

Uma praga de gafanhotos está a assustar os habitantes do Níger, país Africano situado a sudeste do Sahara, onde um quarto da população passa fome. No entanto, se atendermos a que a população do Níger quase triplicou em apenas trinta anos (4,8 milhões em 1975, 12 milhões em 2005), quem têm mais razões para estar assustados são os gafanhotos.
10.Mai.05

Imigrantes no desemprego

Segundo noticiado hoje no Telejornal, um dos grupos mais duramente atingido pelo desemprego é o dos imigrantes. Como se sabe, os imigrantes são indispensáveis ao país. Estes, em particular, ajudam a manter o desemprego em níveis Europeus.
07.Mai.05

III Conferência de jovens do Bloco de Esquerda

Resize of jovensbloquistas.jpg
Decorreu de 8 a 10 de Abril, no Departamento de Matemática da Universidade de Coimbra, a III Conferência de Jovens do Bloco de Esquerda. Os jovens foram instruídos sobre temas políticos relevantes para a sociedade, tais como aborto, droga e homossexualidade, tendo os mais expeditos a decorar a cartilha sido premiados com torrões de açúcar (a erva era para todos, como se pode ver na foto). O sucesso de que se revestiu esta iniciativa faz prever que para o ano seja levado a cabo a IV Conferência de Jovens, onde se debaterão temas de extrema importância tais como o direito ao aborto, droga e homossexualidade.
06.Mai.05

Base ideológica do BE (1): “O Marxismo lato”

Como referi no texto anterior “Base ideológica do Bloco de Esquerda”, um dos dois grandes pilares ideológicos do Bloco de Esquerda é aquilo a que designei por “Marxismo lato”. Em rigor, o termo Marxismo deveria ser usado para designar estritamente a doutrina original de Marx. Porém, após a morte de Marx, o Marxismo original dividiu-se e subdividiu-se em numerosas correntes doutrinárias que diferem entre si na forma como interpretam os textos de Marx, ou que introduzem mesmo alterações nas ideias originais adaptando-as às opiniões pessoais dos seus criadores. Por “Marxismo lato” entenda-se então o conjunto de correntes doutrinárias que têm como base o Marxismo, mas que podem ser bastante distintas entre si.

O Bloco de Esquerda é composto por uma associação de pequenos partidos representativos destas tendências (que individualmente não teriam expressão eleitoral), constituindo assim um repositório das diversas tendências Marxistas. A corrente dominante é o Trotskismo, herança do defunto PSR, e perfilhada pelo líder Francisco Louçã. Já o número dois do BE, Luís Fazenda é um adepto do modelo de desenvolvimento Albanês inspirado na revolução de Enver Hoxha. A estes somam-se Maoistas, Marxistas-Leninistas, Estalinistas e o que mais se possa imaginar, provenientes de diversas origens e formando uma verdadeira sopa de Esquerda. O problema desta sopa é o de que as diversas tendências preconizam formas de acção distintas e por vezes contraditórias. Isto bloqueia qualquer acção no campo ideológico, pois o que quer que se faça estará sempre em contradição com as ideias defendidas por algumas das tendências. Daqui se depreende a origem do nome do partido “Bloco de Esquerda”: É a esquerda bloqueada e incapaz de agir no campo ideológico devido a contradições internas.

Na impossibilidade de assumir uma ideologia clara, o Bloco de Esquerda define-se então muito vagamente como “Socialista, Anticapitalista, Plural e Popular". Os adjectivos “Socialista” e “Anticapitalista” poderão genericamente caracterizar as ideologias de base Marxista. O adjectivo “Plural” significa que aqui cabe tudo.

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