Terça-feira, 28 de Junho de 2011
A um amigo que discorda (variações)

Escrevo este texto a pensar que nem toda a gente entendeu as razões que levaram o Rui Tavares a romper com o Bloco de Esquerda.

Sendo o assunto público, dirijo-me coloquialmente a vocês aqui no café internet.

 

 

Mas afinal porque é que saíste?
Eu sou a pessoa mais inteligente, mais iluminada, mais genial, mais sensacional, mais esclarecida da Esquerda Portuguesa. Sou eu quem define o que é ser de Esquerda e sou eu quem sabe quais devem ser os caminhos da Esquerda. Os outros baixam as orelhas. Acontece que o Louçã, tem a mania que é bom. Julga-se um líder e quer ser visto como o maior da Esquerda em Portugal, maior esse que sou eu. O Bloco era demasiado pequeno para os nossos dois egos.

 

 

E não achas o teu pretexto muito pequeno?
Eu passei seis anos a observar o Sócrates e a aprender com ele. Aliás, tenho grandes simpatias pelo PS. Isto não é um pretexto, é uma encenação inspirada na demissão do Sócrates responsabilizando o chumbo do PEC IV.

 

 

Então e porque não saíste do Parlamento?
Estou agarrado ao tacho. Mas alguém no seu perfeito juízo iria abandonar um tacho no Parlamento Europeu? Só se for uma pessoa de princípios...

 

 

E porque foste para os Verdes Europeus?
O GUE/NGL, grupo em que estava, estava cheio de comunistas ortodoxos, eurocépticos e todo o tipo de chungaria. Eu que sou um betinho burguês cheio de estilo não me sentia bem no meio daqueles malucos. Não há nenhum anátema em estar nos Verdes europeus, eles são tipos de massa e apreciam caviar.

 

 

 

Mas antes disto, aceitaste estar no GUE/NGL
Fiquei no GUE/NGL porque estava na delegação do Bloco de Esquerda, e para ficar com o tacho era obrigado a entrar neste grupo. Mas tenho vindo a conspirar desde o primeiro minuto. Mas a minha grande ambição era estar num grande grupo parlamentarna companhia da Dra. Ana Gomes.

 

 

Mas já estavas a negociar com os Verdes há dois meses…
Sim, estava. Mas apenas comuniquei aos Verdes Europeus que agora era de vez no dia 20 de Junho, segunda-feira.

 

 

Mas não houve conversas?
Sim. No refeitório eu almoçava sempre na mesa dos Verdes, nunca com o GUE/NGL.

 

 

Mas Cohn-Bendit (Presidente dos Verdes Europeus) não disse que tinhas negociado com eles dois meses antes?
Sim, disse. Foi uma enorme trapalhada com o Francês técnico que aprendi por uma sebenta da Universidade Independente. Ele disse que a minha situação já vinha de trás, que era expectável, daí o francês “ça se préparait”, o que não quer dizer de todo dizer “nós preparávamos”. O jornalista é que interpretou mal, tal como o jornalista que depois de falar comigo ficou convencido que o Daniel Oliveira tinha sido um dos quatro fundadores do BE.

 

 

E agora?

Nas próximas eleições vou tentar ser candidato independente pelo PS. Não quero perder o tacho.

 

 

 



publicado por thestudio às 02:37
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Sábado, 13 de Junho de 2009
O cúmulo da cretinice (2)

 

 

Um jovem, por certo bem instruído naqueles acampamentos do BE onde se fumam umas ganzas e se fazem lavagens cerebrais ministram módulos de educação cívica à juventude, saíu em defesa das teses do emplastro. Diz o jovem que,

 

"Rui Tavares não pede luxos, para os habitantes de bairros sociais, mas sim condições de vida minimamente dignas.  A sociedade tem o dever de se nivelar a si própria e por cima."

 

 

Tanto quanto nos foi dado a ver na televisão, as casas na Quinta da Fonte parecem perfeitamente dignas. Os habitantes das referidas casas dispunham inclusivamente de play-stations e de TVs de plasma. Se essas não são condições dignas, o que são condições dignas? Já o Bairro da Bela vista foi descrito por uma moradora de Setúbal como um bom bairro (antes de chegarem os actuais moradores) ao mesmo tempo que a especialista em bairros sociais Fernanda Câncio escrevia nas páginas do DN que a Bela Vista se encontra integrada na malha urbana de Setúbal sendo um bairro ao qual nada falta.

 

Porém, reconheço que há em Portugal muita gente cuja habitação não tem condições dignas. Basta estar atento à comunicação social e ver as reportagens que se repetem sobre o assunto. Trata-se sobretudo de idosos que vivem em zonas antigas de quase todas as cidades e também de populações rurais quem vive em habitações sem um mínimo de condições. Mas esses, por alguma razão, estão fora da vista dos nossos grandes intelectuais de Esquerda.

 

 

No entanto, a pura repetição da cassete dos bairros sociais é apenas mais uma cretinice entre tantas. O que de facto a notabiliza aqui é a sua conjugação com as outras duas posições defendidas pelo futuro eurodeputado Rui Tavares. Uma,  defendeu o direito de qualquer habitante de qualquer parte do mundo poder vir viver para Portugal e instalar-se nos nossos bairros sociais e depois disso, defendeu que Portugal se endividasse para melhorar as condições de vida nos bairros sociais.

 

 

 

 



publicado por thestudio às 15:35
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Quarta-feira, 10 de Junho de 2009
O cúmulo da cretinice

 

 

Depois de defender a entrada livre em Portugal a quem muito bem lhe apetecer vir para cá, o emplastro apareceu segunda-feira no Prós-e-Contras a defender que Portugal se endivide para melhorar as condições de vida dos Bela Vistas, Quintas das Fonte, Covas da Moura e afins. Casa à borla, subsídios, bons carros, TVs de plasma, play-stations, não lhes chega. Precisam de umas vivendas com piscina e já agora umas odaliscas com uns leques e a fazer massagens. E podem vir todos, não há problema. Portugal endivida-se se for preciso, mas venham à vontade que não vos vai faltar nada.

 



publicado por thestudio às 18:53
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Quarta-feira, 20 de Maio de 2009
Manifestação pela entrada livre

 

A manifestação contra a Europa Fortaleza e pela entrada livre de imigrantes no espaço Europeu, que decorreu no passado dia 17 promovida pelo BE e por cerca de trinta organizações foi um sucesso, tendo-se reunido no Martim Moniz mais de cem pessoas. Rui Tavares, candidato do BE às Eleições Europeias foi uma das estrelas do desfile, tendo concedido uma entrevista ao Esqueda.net, jornal online que fez a cobertura do evento. Com a cassete menos oleada que o habitual, Rui Tavares, talvez por causa dos cheiros ou dos fumos, acabou por explicar que fechar as portas à imigração é fechar as portas à pobreza (não percam a entrevista no esquerda.net). Ora, o que nós desejamos para Portugal e para a Europa é precisamente isso, pobreza. O inefável Rui Tavares manifestou também a sua justificada preocupação quanto ao risco dos imigrantes se poderem ir embora. Imaginam o desgosto que seria para aquelas gentes de Setúbal, se os jovens da Bela Vista fossem lá para a terra deles? Agora que já estão tão habituados às histórias diárias de assaltos, como se iriam adaptar àquela monotonia de uma cidade onde nada acontece e onde não há nada para contar? Agora que já estão tão habituados aos tiros, como se iriam adaptar a um estranho silêncio? Há que fazer tudo para não os deixar ir embora. Porreiro Rui.

 

 

  

Fechar as portas à imigração é fechar as portas à pobreza.

 

Rui Tavares, candidato do BE às Eleições Europeias

 

 

Se a causa da criminalidade é a pobreza, fechar as portas à imigração é também fechar as portas à criminalidade. Se acha que a criminalidade em Portugal ainda não é suficiente, vote BE sem hesitações.

 

  

 

 



publicado por thestudio às 14:30
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Sexta-feira, 8 de Maio de 2009
Fraternidade

"O Primeiro de Maio é a festa da fraternidade"

 

Rui Tavares, candidato do BE às eleições Europeias

 

 

Se não fosse aquele espírito todo de fraternidade e os princípios de tolerância que pautam as atitudes destes activistas de Esquerda e o Vital Moreira, no mínimo, teria saído de lá empalado ou decapitado.



publicado por thestudio às 05:07
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Quarta-feira, 7 de Maio de 2008
Emplastro
Acabei de ligar a televisão na SIC Notícias e imaginem só quem estava no ar?
Acertaram, o emplastro. Só não percebi uma coisa: O emplastro é um comentador político ou faz parte do staff da campanha de Barak Obama?


publicado por thestudio às 22:56
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Segunda-feira, 5 de Maio de 2008
Os cinco piores momentos da cidade de Lisboa segundo Rui Tavares
Ao longo das suas histórias, todas as cidades  passam por momentos negros. A erupção do Vesúvio que soterrou Pompeia, o incêndio de Roma antiga, a peste negra que dizimou populações inteiras, o grande Incêndio de Londres, os grandes terramotos de Tóquio e S. Francisco, os bombardeamentos de Leipzig e Dresden, a destruição de Varsóvia, rua a rua, casa a casa pelos Nazis, as bombas atómicas sobre Hiroxima e Nagasaqui, o ataque terrorista sobre o WTC de Nova Iorque são apenas alguns exemplos. E em Lisboa, quais terão sido os piores momentos da História de Lisboa? PXIX apresenta aqui os cinco piores momentos da cidade de Lisboa, com a colaboração do historiador e activista de Esquerda Rui Tavares.


1º A TOMADA DE LISBOA AOS MOUROS

Decorria o ano de 1147. A cidade de Lisboa era habitada por Mouros, um povo pacífico, um verdadeiro  jardim de cultura. A 1 de Julho desse ano, os bárbaros convertidos ao cristianismo que habitavam a norte impuseram um cerco à cidade comandados por D. Afonso Henriques. A ele se juntaram 164 navios da Terceira Cruzada, que se dirigiam à Terra Santa para perpetrar mais um acto de intolerância contra o Islão. Lisboa acabaria por cair a 24 de Outubro de 1147 tendo sido saqueada pelos Cruzados antes de D. Afonso Henriques entrar na cidade a dia 25. O relato que nos chega da época confirma a existência de pelo menos um morto durante o saque por parte dos cavaleiros alemães que não cumpriram o acordado:

" os cavaleiros alemães (…) entregaram-se a toda a espécie de abusos e violências, incluindo o assassinato do velho “bispo”, que normalmente se admite ser o bispo da comunidade moçárabe ainda existente em Lisboa.", episódio descrito por Rui Tavares como "os cruzados passaram a fio de espada muçulmanos, judeus e cristãos que viviam dentro da cerca moura".

Foi este o pior momento de sempre da cidade de Lisboa.



2º A MATANÇA DA PASCOELA

Em 1506, foram assassinados Lisboetas por outros Lisboetas. Os primeiros destes lisboetas que eventualmente nem seriam lisboetas eram tidos por judeus, e os outros tinham-se na conta de bons cristãos. O número de mortos oscila entre mil segundo Damião de Góis, dois segundo a Wikipedia e até quatro mil segundo Rui Tavares. Em 2008 o executivo camarário de António Costa por proposta do Bloco de Esquerda inaugurou um monumento evocativo dos 502 anos da matança onde é realçada a intolerância e o fundamentalismo da religião católica.



3º O ATROPELAMENTO NA PASCOAL DE MELO

No dia 24 de Setembro de 1972, um condutor lisboeta em excesso de velocidade atropelou dois outros lisboetas que sofreram ferimentos graves. O primeiro era um bom cristão, ao passo que os últimos eram um judeu e um árabe. Este foi o terceiro pior momento de sempre da história de Lisboa.


4º A PISADELA NO MARQUÊS DE POMBAL

O quarto pior momento na História de Lisboa ocorreu no dia 1 de fevereiro de 1968 quando um cristão pisou um judeu na estação de metro do Marquês de Pombal tendo-lhe causado uma unha encravada segundo o relatório médico, e até quatro unhas encravadas segundo Rui Tavares. Inacreditavelmente ainda não existe qualquer monumento evocativo deste acto de intolerância, esperando-se que António Costa o inaugure durante o seu segundo mandato.


5º ENCONTRÃO NA LUZ

O quinto pior momento de sempre da História de Lisboa ocorreu quando um cristão deu um encontrão num lisboeta judeu durante a confusão à saída de um jogo grande no Estádio da Luz.


PXIX agradece ao historiador Rui Tavares a sua colaboração na elaboração dos critérios que permitiram seleccionar os piores momentos de sempre da História de Lisboa.



publicado por thestudio às 03:31
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Terça-feira, 23 de Outubro de 2007
Rui Tavares acredita que o Sol gira em volta da Terra

A afirmação de James Watson, Nobel da medicina em 1962 e tido como o “pai da genética”, segundo a qual os negros são menos inteligentes do que os brancos, continua a suscitar reacções. Ergue-se agora a voz do historiador Rui Tavares, conceituado intelectual da Esquerda progressista e farol do pensamento politicamente correcto neste canto lusitano. Em texto publicado no 5 dias pela mão de Fernanda Câncio, Rui Tavares aborda dois temas pertinentes: Primeiro, o da veracidade das afirmações de James Watson e segundo, a questão da Liberdade de Expressão.

 


Rui Tavares alinha pelo mesmo diapasão que a generalidade dos indignados com as palavras de Watson: As suas afirmações não podem ser aceites pois não provou o que disse nem citou artigos científicos que o provassem. O facto das afirmações de Watson surgirem no decorrer de uma conversa em que era entrevistado, e de neste tipo de conversas não se fazerem usualmente provas científicas nem referências a artigos científicos é aqui perfeitamente irrelevante. Mas já as palavras do mesmo James Watson dias depois, (presume-se que livre de quaisquer pressões) desmentindo o que dissera, convenceram completamente o Rui Tavares. Isto, claro, apesar de não terem sido apresentadas quaisquer provas ou quaisquer referências a artigos científicos. Muito provavelmente, Rui Tavares acorda ainda todos os dias convencido que o Sol gira em volta da Terra, satisfeito com o desmentido de Galileu.

 

 

No que diz respeito à Liberdade de Expressão, o Rui Tavares tem toda a razão. Ninguém impediu James Watson de dizer nada, apenas cancelaram a sua palestra no Museu de Londres e o expulsaram dos cargos que ocupava. Portanto, o “Politicamente Correcto” não pode ser acusado de limitar a Liberdade de Expressão. O Dr. James Watson apenas foi perseguido por ter emitido uma opinião que colide com os dogmas politicamente correctos, mas isto entra no campo das perseguições políticas e não da liberdade de expressão. Neste ponto estamos inteiramente de acordo.



publicado por thestudio às 16:21
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