Sábado, 30 de Julho de 2005
Notícias de África
Nigéria: Nova lei de segregação sexual já entrou em vigor

Em 12 estados do norte da Nigéria já se encontra em vigor a nova lei de segregação sexual nos transportes públicos. A partir de agora, homens e mulheres não podem viajar nos mesmos veículos de trasportes públicos. Há por isso autocarros e taxis só para homens e outros só para mulheres. No entanto esta lei é apenas "obrigatória" para os muçulmanos, já que a comunidade cristã poderá continuar a usar meios de transporte mistos.


Quénia: Primeiro Ministro quer proibir preservativos

O Primeiro Ministro queniano Ramadhan Kajembe acha que os preservativos devem ser proibidos. Para isso aponta duas fortes razões: São uma invenção dos "mzungus" (brancos) e são difíceis de colocar.


publicado por thestudio às 17:40
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Sexta-feira, 29 de Julho de 2005
Mundo Islâmico
No passado dia 19 de Julho, dois jovens iranianos foram enforcados na praça pública em Masshad, a segunda maior cidade do Irão, acusados do crime de homossexualidade. Além disso, foram ainda condenados à pena acessória de 226 vergastadas, Os dois jovens, um de 18 anos e outro menor, estiveram detidos durante 14 semanas pelo que seriam ambos menores à altura em que o crime foi cometido. No entanto, a lei iraniana permite que jovens do sexo masculino sejam enforcados a partir dos 15 anos. Para as raparigas o código penal é ainda mais flexível, permitindo que estas sejam enforcadas a partir dos 9 anos.

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Dois adolescentes homossexuais iranianos foram ter com Alá mais cedo.


Melhor sorte não teve a jovem Ateqeh Rajabi, de 16 anos, enforcada na cidade de Neka, também no Irão. Esta foi acusada de “acto incompatível com a castidade”.

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Ateqeh Rajabi, 16 anos.

A jovem não teve sequer direito a advogado de defesa pelo que teve ela própria que se defender em julgamento. Ateqeh afirmou ter sido vítima do assédio de um homem mais velho, mas o juiz, um clérigo islâmico, não só não quis saber disso como ainda criticou ainda a forma de vestir da jovem. O clérigo encarregou-se de colocar pessoalmente a corda no pescoço da jovem para se assegurar que ela não escapava. Mais tarde afirmou ter sido um grande prazer. Ateqeh, depois de morta, ficou ainda dependurada durante 45 minutos, em bom estilo medieval, para servir de exemplo às restantes jovens da cidade. O governador da cidade enviou uma missiva ao juiz elogiando a forma firme como este tratou do assunto.

gajairao.jpg
O clérigo islâmico, aliás, o juiz, deixou a jovem dependurada 45 minutos para servir de exemplo.



Ver notícias completas em:
http://outrage.nabumedia.com/pressrelease.asp?ID=302
http://www.angelfire.com/stars/dorina/hang.html


publicado por thestudio às 01:08
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Sexta-feira, 22 de Julho de 2005
Entrevista ao líder trotskista Francisco Louçã
Entrevista ao líder trotskista Francisco Louçã, publicada hoje no jornal “Público”
(E: entrevistador, FL: Francisco louçã, entre parêntesis comentários do PXIX)


E: Pelo que diz concluo que já não é trotskista.

FL: O Trotsky teve um papel fundamental na luta contra o estalinismo, contra a estalinização, contra o que veio a ser o modelo soviético. Não só ele mas muitos outros.

[A demagogia bacoca de Louçã no seu melhor. Perguntam-lhe uma coisa, responde a outra. Pelo menos ainda falou no Trotsky, poderia ter falado de pasteis de nata ou do jogo de ontem.]


E: Ainda se define como trotskista?

FL: Eu nunca me defini como trotskista. Defini-me sempre como marxista.

[Trotsky também se definia como Marxista.]


E: Integrou uma organização trotskista...

[Não apenas integrou, como a dita organização (PSR) foi moldada à sua imagem].

Mas foi uma organização que nunca se definiu como tal, embora, e eu assumo isso por inteiro, o contributo do Trotsky tenha sido fundamental para pensar o socialismo de hoje. Como foi o de outros, como Rosa Luxemburgo ou Gramsci e alguns outros marxistas. A nossa herança é exactamente essa e vivia sempre da mesma forma.

[Ao que parece, o líder trotskista Francisco Louçã agora foge do Trotskismo como o diabo da cruz. Assume por inteiro que Trotsky foi fundamental para o Socialismo de hoje? Ou Louçã se considera “dono” do pensamento Socialista de hoje ou então esta frase não faz qualquer sentido.]



Entre o Trotsky e a Rosa Luxemburgo há diferenças substanciais...

Com certeza. Mas eu creio que o socialismo aprendeu com essas diferenças.

[Mais retórica desprovida de qualquer significado]


No BE ainda há marxistas-leninistas?

Depende do que quer dizer com o conceito marxista-leninista.
Há leninistas certamente, há leninistas que são marxistas. Agora o marxismo-leninismo foi entendido muitas vezes como uma representação do estalinismo e isso não há. Como há não marxistas.

[Finalmente, à QUINTA pergunta, Louçã diz qualquer coisa com significado: Que não há Estalinistas no Bloco de Esquerda. O que por acaso é pura mentira. Não apenas o BE está cheio de Estalinistas como o próprio Louçã não tem feito outra coisa que não seja tentar convencer os sindicalistas estalinistas a mudarem-se do PCP para o BE.]


Mas o BE como movimento identifica-se com o leninismo?

Não, o BE não tem que se identificar com o leninismo.

[Mais uma fuga.]


Portanto, não há ideologia única?

Não há nem vai haver. Como sabe, aliás, o BE nasceu e só podia ter nascido assim não por uma fusão ideológica que reinterpretasse o passado, mas por uma definição da agenda política e do programa. O programa constrói-se na luta social, nas alternativas políticas para o país, para a Europa. E foi isso que nos permitiu aprender um nível de política completamente distinto do que a esquerda radical tinha feito em Portugal durante 30 anos. Nós mudámos completamente a capacidade de actuação política e social, tornando-nos uma força política influente

[A única diferença visível de “actuação política” é que os novos revolucionários usam adolescentes para provocar distúrbios.]


Resumo da entrevista: Louçã, o BE e o PSR não são Trotskistas, não são Leninistas, não se sabe o que são. São “Socialistas de hoje”. Talvez se possa mesmo começar a falar no Louçanismo como o “Socialismo de Hoje”, visto Louçã ser a única pessoa que sabe o que é “Socialismo de Hoje”.


publicado por thestudio às 22:50
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Quinta-feira, 21 de Julho de 2005
Arrastão
O arrastão foi finalmente branqueado. No dia dos incidentes, testemunhas, vítimas, polícia e concessionários de bares nas praias foram unânimes quanto ao que ocorrera: centenas de jovens africanos tinham-se lançado numa desenfreada corrida ao roubo, tomando de assalto a praia de Carcavelos. Dias depois, partiu do dirigente do BE Mamadu Ba uma ideia bastante original: a de branquear o arrastão através de um vídeo. O vídeo foi realizado pela jornalista de isenção duvidosa Ana Adringa, a qual recolheu o testemunho de dois jovens cuja filiação partidária não foi revelada, bem como o testemunho de fonte policial empenhada em explicar porque razão não tinha sido efectuada qualquer detenção.
Essa mesma fonte policial acabou no entanto por acusar Ana Adringa de falta de ética e falta de isenção.


Entretanto, a PSP entregou anteontem à Comissão de Assuntos Constitucionais, Liberdade e Garantias da Assembleia da República um documento onde nega a existência de um ‘arrastão’, no passado dia 10 de Junho. Para a PSP, o que ocorreu foi, e passo a transcrever:
"um conjunto de ‘incivilidades’, que alarmaram os banhistas e os fizeram abandonar apressadamente a praia, circunstâncias que, segundo o relato, terão sido aproveitadas de “forma inopinada mas agregada”, por um grupo de cerca de 30 homens que começou a “correr pela praia e a tentar apoderar-se de alguns objectos deixados pelos banhistas”.

Segundo a PSP não houve portanto roubos. Foram os banhistas que abandonaram apressadamente a praia deixando para trás os seus haveres, que cerca de 30 homens inopinadamente recolheram. A prova disto mesmo é a de que apenas foram apresentadas cinco queixas.

Restam no entanto algumas questões pertinentes:

Porque razão o testemunho de dois jovens seleccionados pelo Bloco de Esquerda tem mais valor que o de numerosas testemunhas seleccionadas aleatoriamente e entrevistadas no dia dos incidentes?

Se o que se passou foi uma "carga policial indiscriminada da polícia sobre jovens que fugiam", porque razão a polícia efectuou essa carga, e porque razão o SOS Racismo ainda não se pronunciou contra essa carga injustificada?

Porque razão foi necessário encerrar a marginal, chamar reforços policiais e as ambulâncias do INEM quando nada se passou?

Se a percentagem de vítimas que apresentam queixas neste tipo de roubos é de 2%, estaremos perante 250 roubos?

O rasto de roubos que estes jovens em fuga deixaram entre Carcavelos e as suas casas também não ocorreram?


publicado por thestudio às 11:32
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Segunda-feira, 18 de Julho de 2005
Tony Blair, um D. Quixote dos tempos modernos
Os recentes atentados terroristas em Londres deixaram todos os “opinion-maker” politicamente correctos europeus à beira de um ataque de nervos. De um momento para outro, viram desmoronar-se todos os seus sofismas tão ardilosamente construídos sem que dispusessem sequer de tempo para se adaptar a uma nova realidade.

Os terroristas “não eram pobres, não sofreram nunca qualquer tipo de discriminação ou humilhação e não estavam “desintegrados” em relação à sociedade” lamentava-se uma pobre jornalista britânica. Todos os argumentos até aqui sistematicamente utilizados para desculpabilizar os elementos pertencentes a minorias étnicas envolvidos em actividades criminosas estavam assim excluídos. Toda uma teoria caía pela base sem que houvesse sequer tempo para a tentar remendar, encontrado por exemplo qualquer desculpa que imputasse a responsabilidade dos actos terroristas à sociedade Ocidental. Restava limitar os danos rescrevendo a História. Para a BBC não houve terrorismo nem terroristas, termos demasiado associados ao fundamentalismo Árabe. Houve sim uns ataques criminosos levados a cabo por um grupo de bombistas. Aliás, há já algum tempo que a imprensa britânica vinha ensaiando esta nova linguagem politicamente correcta para grande irritação dos Israelitas. Os terroristas palestinianos são agora designados por “activistas”, e os ataques terroristas designados por “iniciativas”.

Os conflitos étnicos e raciais no Reino Unido não são novos, porém os sucessivos governos, até agora, sempre tinham encontrado a receita para os controlar: Repressão sobre a população branca e uma feroz discriminação racial favorável às minorias. Por exemplo, foi criada uma lei que pune com pena até dois anos de prisão uma pessoa que faça referência à raça ou origem étnica de alguém. Naturalmente que esta lei é apenas para aplicar se a referência for feita às minorias étnicas. A nenhum Inglês lhe passaria sequer pela cabeça fazer queixa à polícia de que alguém o chamou Inglês. Uma enfermeira africana viu-se milionária de um momento para o outro, quando uma mãe não permitiu que ela tratasse do seu filho recém-nascido (indemnização paga pelo Serviço Nacional de Saúde). A BBC atribuíu às minorias étnicas uma cota de 20% nos seus quadros, valor muito superior à percentagem oficial de população pertencente a minorias étnicas. Um mesmo espaço público é cedido aos muçulmanos para celebrar o Ramadão mas não aos Cristãos para celebrar o Natal. Os cartões de boas festas de Natal foram proibidos de circular fora de envelopes fechados para não melindrar os muçulmanos.

Quando em 2002 as minorias étnicas causaram graves distúrbios em várias cidades, Oldham, Leeds, Bradford, etç, agredindo brancos, saqueando as suas lojas, incendiando automóveis, provocando o pânico e a destruição, o governo reagiu da forma habitual: não puniu os criminosos e estes foram ainda premiados com mais subsídios de integração. Agora, o governo simplesmente não sabe que fazer. Limita-se a desculpar a comunidade Árabe dizendo que estes, na sua maioria, são cidadãos exemplares, tão exemplares como o eram os terroristas antes de cometer os ataques.


E é assim que Tony Blair se lança numa batalha perdida contra o terrorismo qual D. Quixote contra os moinhos de vento. E a batalha está perdida porque Blair se recusa a identificar o inimigo, e ao mesmo tempo, para o apaziguar, concede-lhe cada vez mais meios. E o inimigo é precisamente a comunidade Islâmica que Blair tem no seu quintal, uma comunidade que não se cansa de produzir terroristas em série. A explicação é muito simples:


Uma população produz distribuições normais em relação às características dos indivíduos. Por exemplo, no que diz respeito à altura a maioria dos indivíduos possui uma altura próxima da média mas é inevitável que existam também indivíduos muito altos e muito baixos,

altura.jpg
Distribuição normal da altura de uma população

O princípio que rege o comportamento da comunidade Islâmica (ou qualquer outra comunidade) é exactamente o mesmo. Neste caso, é uma comunidade em que a maioria dos seus elementos detesta o mundo Ocidental e, como tal, o aparecimento de terroristas no seio desta comunidade é inevitável.

comislam.jpg
Distribuição normal do comportamento da população da comunidade Islâmica

Esta recente ideia peregrina de Tony Blair, de se aliar aos Árabes para combater o terrorismo só faz mesmo recordar o filme “dormindo com o inimigo”. Tony Blair não está a defrontar os terroristas... está a defrontar as leis da matemática, e o resultado certamente não será famoso.


publicado por thestudio às 03:18
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Domingo, 10 de Julho de 2005
Alberto João Jardim
albertojardim.jpg

A minha primeira memória de Alberto João Jardim vem dos tempos de faculdade, e é a de uma notícia publicada em destaque no semanário Independente. Aparecia uma grande imagem de Jardim à qual era associada a frase “O que me preocupa é o problema da banana”. Depois de uma risota a figura foi recortada e colocada no “placard” da faculdade onde eram compiladas as patetices dos políticos.
Mais tarde, prestando maior atenção aos seus discursos e posições políticas, comecei a compreender que, apesar de numa primeira impressão poder parecer tratar-se de uma personagem apatetada, o homem é exactamente o contrário, uma pessoa inteligente e que sabe o que diz.

Recentes declarações sobre imigrantes Chineses na ilha da Madeira lançaram sobre ele um chuva de críticas. Do Bloco de Esquerda ao CDS/PP passando por diversas organizações não partidárias, o coro de críticas foi unânime. Dias mais tarde, Alberto João Jardim reiterou a sua posição não retirando uma vírgula ao que dissera. Levanta-se aqui uma questão pertinente: Porque razão não disse Jardim exactamente o contrário daquilo que disse? Porque razão não afirmou Jardim que os imigrantes Chineses eram uma mais valia para a ilha, e que o seu contributo seria positivo e bem vindo? Estas palavras ter-lhe-iam valido um coro de aplausos e elogios e, quem sabe, poderia até vir a ser agraciado pelo padre Vaz Pinto. Não seria muito mais lógico e vantajoso para Jardim?

Para tentar responder a esta questão há que compreender quais os padrões éticos e morais pelos quais se rege a classe política portuguesa. No dia 7 de Julho ao serão, António José Seguro explicava na RTP1 que o terrorismo era causado pela pobreza em que vivem os terroristas. Exactamente há mesma hora, o também socialista António Vitorino explicava na SIC Notícias que a pobreza não é a causa do terrorismo. Aliás, este é também o mesmo António Vitorino que no início de Março em grande entrevista à RTP afirmou que a pobreza é a causa do terrorismo.
Não são necessárias grandes capacidades dedutivas para perceber que os atentados de Londres só podem ter sido cometidos pela comunidade imigrante islâmica residente em Inglaterra. Aliás, o primeiro suspeito é já um Árabe de nacionalidade Inglesa. Porém o Primeiro Ministro José Sócrates afirmou que não há qualquer relação entre imigração e os ataques terroristas de Londres, tendo António Vitorino elogiado tais palavras enaltecendo a coragem do Primeiro Ministro. Evidentemente que não é necessária coragem para se afirmar algo que é verdade. É-se precisa coragem sim para mentir aos eleitores, não para dizer a verdade. Isto prova que a classe política diz aquilo que pensa que os deixará bem vistos e não a verdade.
No caso do arrastão, por entre aqueles que acham que o arrastão não existiu, e aqueles que acham que foi cometido em grande parte por brancos, nenhum político considerou haver qualquer relação de causalidade entre o arrastão e políticas da imigração. A deputada Ana Drago chegou mesmo a exigir ao deputado Nuno Melo que afirmasse explicitamente não haver qualquer relação, coisa que ele fez. Já o embaixador de Cabo Verde em Portugal afirmou na capa do Expresso, e passo a citar, “Carcavelos é a ponta do tsunami de uma geração que encara a criminalidade como um desígnio normal”. Há aqui qualquer coisa que não bate certo.


Mas estes não são todos os sintomas. A propósito da adesão da Turquia à UE, todas as sondagens revelam que mais de dois terços dos eleitores Portugueses são contra. Os partidos políticos, que em democracia representam os eleitores, esses por alguma razão estranha são todos a favor, mesmo sabendo que as consequências serão desastrosas. A propósito da imigração a grande maioria dos eleitores não quer mais imigrantes em Portugal. Também aqui, os políticos não só não representam os cidadãos como ainda recorrem a métodos pouco democráticos para controlar a opinião pública como por exemplo através da propaganda do ACIME, estrutura da Presidência do Conselho de Ministros, ou em debates televisivos nos quais só participam intervenientes que defendem a imigração.


É assim possível entender o que move toda uma classe política contra Alberto João Jardim. Concorde-se ou não com ele, Jardim não é hipócrita, não mente deliberadamente para retirar dividendos políticos, e mais importante que tudo, representa os seus eleitores. A restante classe política é precisamente o oposto. É-lhes indiferente a opinião dos seus eleitores e defendem apenas posições que lhes permitam aspirar a benefícios próprios.

E é por isso que o criticam, criticam-no em nome da democracia mas são os primeiros a desconhecer o significado do termo, criticam-no em nome de uma moral que não têm. A classe política pode estar contra Jardim, mas o seu eleitorado, os cidadãos comuns, estão do seu lado. Alberto João Jardim merece mais respeito que o resto da classe política toda junta.


publicado por thestudio às 05:26
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Sábado, 9 de Julho de 2005
Turcos recebem guia de marcha na Dinamarca.
Hizir Kilik, 17 anos, nasceu na Dinamarca e o seu primo Ferhat Kilic de 16 anos, chegou à Dinamarca com apenas 3 anos de idade. Como tantos jovens imigrantes da sua idade por essa Europa fora, dedicavam-se ao pequeno roubo condimentado com umas facadas nas vítimas de vez em quando. Em consequência de uma dessas facadas, António Curra, italiano de 19 anos, viria a falecer.

Como prémio pelo seu comportamento, estes dois jovens receberam do governo Dinamarquês não a cidadania dinamarquesa, mas sim um bilhete só de ida para a Turquia. Apesar de terem vivido sempre na Dinamarca e da sua família residir na Dinamarca, tal não demoveu os juizes: Os dois jovens podem ainda regressar à Dinamarca mas apenas na próxima encarnação, pois nesta receberam um guia de marcha vitalício.

Um exemplo que o governo Português deveria seguir, talvez assim os criminosos que proliferam por aí pensassem duas vezes antes de matar alguém.


http://www.turkishpress.com/news.asp?id=38807


publicado por thestudio às 05:33
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Sexta-feira, 8 de Julho de 2005
Todos diferentes todos iguais
Os fundamentalistas Islâmicos chegaram à conclusão que é necessário islamizar o Ocidente. Com esse objectivo, têm levado a cabo diversos ataques terroristas contra o mundo Ocidental.

Agora foi a vez dos fundamentalistas da Esquerda Laica* chegar à conclusão que é necessário laicizar o Islão. Ainda não anunciaram como o pretendem fazer, mas talvez com uns ataques terroristas contra o mundo Islâmico.

É caso para dizer, todos diferentes todos iguais.

* Representados pelos Bichos Carpinteiros e Acidentais


publicado por thestudio às 11:14
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Reacções aos atentados
Várias personalidades da política portuguesa já reagiram aos atentados terroristas levados a cabo em Londres por fundamentalistas islâmicos. Eis as principais opiniões.


JORGE SAMPAIO: Nesta altura difícil, gostaria de deixar a todos o apelo da tolerância. Há que ser tolerante. Gostaria de apelar às mães que perderam filhos neste sangrento atentado que sejam tolerantes e que não tenham opiniões negativas sobre os fundamentalistas islâmicos. Isso é xenofobia, e xenofobia é algo que não podemos tolerar. Não podemos tolerar a intolerância. Contactei hoje mesmo o embaixador da Arábia Saudita no sentido de pedir autorização para visitar o bairro islâmico do norte de Londres de onde são provenientes os terroristas. É nestas alturas que devemos mostrar solidariedade e mostrar as nossas lealdades.


ANTÓNIO VITORINO: Certamente que a propósito dos atentados de Madrid todos me ouviram dizer que a culpa do terrorismo era da pobreza extrema em que vivem os terroristas. Pois bem, reconheci que essa era uma desculpa esfarrapada e agora defendo que a culpa do terrorismo é da falta de democracia nos países Árabes. Temos que apoiar financeiramente os países produtores de petróleo e pressioná-los para que se tornem democráticos. A partir dessa altura, os muçulmanos que vivem em território Britânico deixarão de ser terroristas. A nossa grande arma contra os terroristas é a nossa superioridade moral. É com a superioridade moral que os vamos vencer. Há a não esquecer a importância da entrada da Turquia na União Europeia. Com os terroristas a entrar livremente pela Turquia e circular à vontade pela União Europeia, sentir-se-ão menos oprimidos e deixarão de cometer atentados.

(Vitorino sobre o terrorismo: http://politicaxix.blogs.sapo.pt/arquivo/527041.html)


PADRE VAZ PINTO: Os terroristas não eram Árabes mas sim Ingleses. A maior parte deles nasceram em Inglaterra, tinham passaporte Inglês e nunca estiveram num país Árabe. Isto prova que a maioria dos actos terroristas cometidos em Inglaterra são Ingleses e não Árabes. O ACIME já publicou uma brochura a explicar que o terrorismo Islâmico não tem nada que ver com o mundo Islâmico. O terrorismo é causado apenas pelo facto dos terroristas não se sentirem integrados e é por isso que eu defendo a abertura das fronteiras à imigração de mais terroristas, por forma a que estes se possam sentir em casa em solo Europeu.


MÁRIO SOARES: Os ataques terroristas ocorrem porque os políticos ocidentais tomam as decisões que eles acham mais correctas e não as que os terroristas acham correctas. A solução para o problema do terrorismo é deixar que sejam os terroristas a conduzir a nossa política internacional. Os terroristas vivem em ghetos e é por isso que cometem atentados, e quem não perceber isto não percebe nada.


ANA DRAGO: Não há a certeza que tenham ocorrido atentados terroristas em Londres. O jornalista Louis Osoir, membro do British Communist Party e editor entretanto despedido do Komune Kapital, afirmou em edital que não houve nenhum atentado porque quem acredita que houve atentados é racista. Ele próprio afirma ter sido racista quando viu as imagens pela primeira vez, pois nessa altura até ele próprio acreditou. Diane Adringue, jornalista e candidata do Left Block à câmara de Londres, mostrou um vídeo no qual se podem ver as pessoas fazer compras calmamente na Oxford Street às 8.30 da manhã. Não houve atentados. E quem relacionar o terrorismo Islâmico com o mundo Islâmico é demagogo e populista. Não houve atentados. Não houve atentados. Houve talvez umas pequenas explosões.


FRANCISCO LOUÇÃ: A culpa de tudo isto é do imperialismo Norte Americano, esses capitalistas. Os povos Árabes são oprimidos e forçados a cometer atentados terroristas. Não podem fazer mais nada, não têm outras opções, têm que fazer ataques terroristas. A nossa simpatia está com a Al Qaeda.


publicado por thestudio às 01:02
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Terça-feira, 5 de Julho de 2005
Make Inteligence History
No passado sábado, a organização “make poverty history” levou a cabo uma iniciativa sem precedentes contra a fome e pobreza em África. Bob Geldof y sus muchachos organizaram nada menos que oito concertos simultâneos em diferentes cidades do mundo, tendo mobilizado centenas milhares de pessoas e, mais importante que tudo, atraído a atenção da comunicação social do mundo inteiro. Foi exaustivamente repetido que não se pedia dinheiro a ninguém, pedia-se apenas às pessoas que se manifestassem e dessem força ao movimento, por forma a pressionar o grupo dos G8 (8 países mais ricos do mundo) a solucionar o problema da pobreza em África.

Mas a organização “make poverty history” (MPH) tem também ela um problema, e esse problema é que a sua vontade em mudar o mundo é directamente proporcional à sua falta de visão. Antes de mais, a organização está a enganar os seus apoiantes (o que também não será difícil) quando afirmam que não lhes é pedido dinheiro. É pedido dinheiro e muito, apenas não o é pedido directamente mas sim através dos seus impostos, o que vai dar ao mesmo. Além disso, pagam não apenas os seus apoiantes mas também os milhões de pessoas mais esclarecidas que em nada concordam com esta iniciativa. A referida organização esqueceu-se também de esclarecer os seus apoiantes que não se trata de uma ajuda financeira pontual aos países pobres. Com efeito, uma vez consumidos os recursos enviados, tornar-se-ão necessárias novas ajudas reguulares.

Além disso, a MPH esqueceu-se também de outro pequeno pormenor: não é o G8 quem governa os países pobres. Os países pobres têm os seus próprios governos e só estes podem tomar medidas no sentido de erradicar a pobreza. O G8 pode sim apoiar financeiramente estas medidas, mas elas terão sempre que ser iniciativa dos respectivos países. E os governos dos respectivos países parecem pouco interessados em tomar medidas que combatendo a extrema pobreza da população, combatem também a extrema riqueza dos seus governantes.


As medidas propostas pela MPH são também elas ineficazes e eventualmente contraproducentes. A primeira medida consiste no envio de uma substancial ajuda alimentar e financeira, mas pobreza e a fome não se combatem enviando alimentos e dinheiro para África. É verdade que os países desenvolvidos poderiam reduzir os efeitos desses flagelos simplesmente enviando dinheiro e comida em grandes quantidades, enquanto os habitantes desses países poderiam por exemplo ocupar o seu tempo a descansar na praia. Porém, tal aparente solução apenas iria agravar o problema. A população dos países Africanos, mesmo apesar da fome e das doenças, está a duplicar em muitos casos a cada 25 anos. Isto significa que dentro de um século, o esforço exigido aos países desenvolvidos seria dezasseis vezes maior e dentro de dois séculos e meio seria mais de mil vezes superior. Ou seja, os países desenvolvidos iriam sustentar artificialmente o crescimento demográfico em África até um ponto de ruptura, altura em que a fome e pobreza iriam regressar numa escala muito maior.

A segunda medida da MPH consiste na exigência “de um comércio justo”, mais concretamente, a MPH exige aos países desenvolvidos que NÃO subsidiem os seus agricultores e levantem todas as barreiras alfandegárias, ao passo que os países pobres possam subsidiar os seus. Esta ideia meio tresloucada, que se encontra muito difundida entre uma certa Esquerda politicamente correcta, carece de qualquer sentido. Em primeiro lugar, logo porque nos países desenvolvidos são atribuídos subsídios aos seus agricultores, não porque os respectivos governos gostem de gastar dinheiro, mas sim para evitar que parte da população caia na miséria. O que a MPH exige aos governos dos países desenvolvidos é então que estes criem um drama social nos seus próprios países. Quanto aos subsídios entregues aos agricultores dos países pobres, presume-se, seriam pagos pelos países desenvolvidos. Portanto, o conceito de “comércio justo” para a MPH consiste em que os países desenvolvidos deixem na miséria os seus próprios agricultores e passem a sustentar os agricultores dos países pobres. Mas não é tudo. Os agricultores dos países pobres possuem pequenas parcelas de terreno e famílias numerosas. Quando sobram algumas couves vão ao mercado da aldeia vender os seus produtos. Pensar que esta agricultura de subsistência pode competir num mercado global com a agricultura altamente mecanizada dos Estados Unidos, ou com mesmo com a agricultura de países como a China ou a Índia, só mesmo na cabeça destes activistas.


Há ainda mais um facto estranho. Para estes activistas, toda a pobreza existente nos países desenvolvidos se deve à injusta distribuição de riqueza, mesmo quando nesses países existem eficientes mecanismos de redistribuição de riqueza. Já nos países sub-desenvolvidos como Angola, em que 90% da riqueza do país incluindo ouro, petróleo e diamantes se encontra nas mãos dos amigos do presidente José Eduardo dos Santos, a questão da injusta distribuição de riqueza não é digna de qualquer menção.


Concluindo, o MPH apesar da sua aparência humanitária parece apenas ser composto por aqueles indivíduos que há uns anos andavam a incendiar carros e partir montras, e que hoje são demasiado respeitáveis para o fazer, No entanto, a motivação é a mesma: um ódio cego ao G8. Caso as medidas propostas pelo Make Poverty History vão avante, a única coisa que irá passar à História é mesmo a forma inteligente de abordar os problemas. A pobreza em África, essa agravar-se-á.

fitinhatrotskista.jpg
A fitinha trotskista que identifica os blogs de elevada moral e baixa inteligência


publicado por thestudio às 23:14
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