Quarta-feira, 29 de Junho de 2005
Acampamento d@s put@s do Bloco
Irá decorrer no próximo mês de Julho, em S. Gião, serra da Estrela, o acampamento de jovens do Bloco. O preço por participante é de 50€ e dá acesso a todas as actividades a realizar no acampamento, entre as quais se incluem fumaradas de charros e uma lavagem. Só é pena que essa lavagem seja ao que @s miúd@s têm dentro da cabeça e que já é pouco, e não ao corpo, lavagem que muitos deles bem precisavam.

Entre os módulos a ministrar, encontram-se o de “técnicas de desobediência civil”, (ou seja, é ensinado às crianças como “violar a lei de forma não violenta”), e o de “como reagir a uma agressão policial”. Este último já vem tarde, pois tais conhecimentos bom jeito teriam dado aos jovens que levaram a cabo o arrastão da praia de Carcavelos. Se atendermos a que quem precisa de estar preparado contra a acção policial são os criminosos, não é difícil de adivinhar em que tipo de acções a direcção do Bloco está a pensar para estes neófitos.

Um outro módulo que será ministrado aos adolescentes, e este bem mais útil para quem quiser seguir carreira política no Bloco, é o de artes circenses. Que o diga Ana Drago, que deve ter recorrido a tudo o que aprendeu nos acampamentos do seu tempo para preparar a sua última intervenção no parlamento. Depois de discutido, morto e enterrado o assunto do arrastão, Ana Drago ressuscitou o tema para dizer que “à luz de novas informações” os assaltantes eram menos um ou dois do que os que ela tinha dito na sua última intervenção. A nova informação é o testemunho de um filho de um deputado da Assembleia Municipal. Resta saber porque razão este testemunho tem mais valor que os testemunhos das inúmeras pessoas entrevistadas pela comunicação no próprio dia. Em resumo, para o BE, o arrastão não existiu.

palhablocomini.jpg
A arte circense é um dos esteios do Bloco de Esquerda


Mas não é tudo. Para o BE a crise também não existe. Como não se cansa de repetir o papagaio Daniel Oliveira, a situação do país é boa, as medidas de contenção do governo não se justificam, e os salários e pensões devem aumentar. Não se trata sequer do BE defender estratégias diferentes com vista a solucionar a crise. Trata-se tão somente de no seu autismo se recusar a reconhecer que a crise existe e assim advogar um novo período de despesismo Gueterrista.

Decididamente, este BE não vive no mesmo mundo que nós. O BE vive num mundo onde o arrastão não aconteceu e onde o país atravessa uma boa situação económica. Se querem brincar aos políticos têm todo o direito a fazê-lo, porém talvez fosse preferível construir para eles um Parlamento dos Pequeninos no Portugal dos pequeninos, onde até poderiam formar governo, a Ana Drago poderia brincar com as suas barbies, e sempre estariam mais perto da serra da Estrela para quando quisessem fumar uns charros em S. Gião.


publicado por thestudio às 04:24
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Terça-feira, 28 de Junho de 2005
O papá, os putos e o triciclo.
Era uma vez um senhor que nasceu pobre. O senhor era no entanto muito trabalhador e, fruto dos seus esforços, conseguiu juntar algumas economias. Um belo dia, os seus dois filhos, o Francisquinho e o Jerónimozinho, decidiram que queriam um triciclo especial de corrida cada um. O pai, que era um homem sensato, não achou por bem gastar em triciclos dinheiro essencial ao bom funcionamento da casa. O problema foi que as crianças não desarmaram: gritaram, pularam, treparam pelas paredes, puxaram cabelos, partiram vidros, enfim, fizeram a vida negra a toda agente lá no prédio. Finalmente o pai cedeu à chantagem e comprou um triciclo a cada um.

Comentando a compra dos triciclos, o pai explicou aos colegas que, fruto de muito trabalho e de muito suor seu, conseguira juntar dinheiro com que proporcionar esta alegria às crianças.
No jardim-escola, a história contada era bem diferente. O Francisquinho e o Jerónimozinho explicavam a quem os quisesse ouvir que, a compra dos triciclos era tão somente mérito da sua luta. Se não tivessem causado distúrbios, se não tivessem partido vidros, não teriam conseguido os triciclos. Os triciclos e os bens em geral, na sua óptica, conseguem-se fazendo birras e destruindo património.


Serve esta pequena história para ilustrar a tese do intelectual ex-barnabé Daniel Oliveira, segundo a qual se vive hoje melhor na Europa que há um século atrás devido às greves e aos distúrbios causados pelos comunistas. Segundo ele, é recorrendo à arruaça que as condições de vida melhoram. Esquece-se o rapaz (ou talvez os seus princípios ideológicos o impeçam de ver) que as “conquistas dos trabalhadores” se devem antes de mais a um aumento da produtividade e da criação de riqueza, a qual em última análise lhes possibilitou auferir de salários mais elevados bem como outras regalias. Se assim não fosse, aos povos famélicos de África bastar-lhes-ia fazer greves e teriam o problema da pobreza resolvido.

Imagine-se pois, o que não seria de um país onde os clássicos comunistas ou a sua versão moderna de fumadores charros chegasse ao poder. Em vez de trabalhar, a população passaria o tempo em greves, manifestações e revoluções (no caso dos trotskistas até haveria revoluções diárias) e nada se produziria no país. É por isso que fome e miséria sempre apareceram associadas ao comunismo.


publicado por thestudio às 05:48
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Sábado, 25 de Junho de 2005
O Comunismo, esse grande motor do desenvolvimento no Sec. XX
Para quem se quiser rir, no blog dos barnabés, o intelectual Daniel Oliveira anda por lá a escrevinhar sobre os méritos do Comunismo no século XX. A classe trabalhadora, diz ele, vive incomparavelmente melhor no final do século XX que no início do século. Tal é incontestável, acrescentaria eu. Mas em que é que isso se deve ao Comunismo? Afinal, quais foram os progressos dos países que optaram pelo modelo comunista? Façamos uma breve resenha.

União Soviética:
O Estado apropriou-se das propriedades dos camponeses e instituiu os terrenos agrícolas colectivizados. Resultado: Fome e miséria generalizadas. A fome tornou-se endémica causando mortes todos os anos. Em 1922 causou cinco milhões de mortos e em 1932 causou seis milhões de mortos.

China:
Os chineses copiaram o modelo de colectivização da propriedade seguido pelos soviéticos tendo instituído as “comunas”, unidades económicas auto-suficientes que incluíam indústria ligeira. O projecto comunista chinês foi designado por “Grande Salto em Frente” e constituiu na realidade um grande salto para o abismo, uma verdadeira catástrofe. Como consequência da implantação das medidas comunistas, estima-se que tenham morrido de fome entre 30 a 70 milhões de pessoas, dependendo dos autores. Nos “três anos amargos” (1959-61), viveu-se o mais negro período de fome da História da humanidade, um motivo de orgulho para o Comunismo.

Coreia do Norte:
A Coreia do Norte foi outro estado que, após a invasão soviética em1945, seguiu o modelo de desenvolvimento com patente de Estaline. Resultado: A economia estagnou, dois milhões de pessoas morreram de fome e hoje em dia 70% da população está sub-nutrida, segundo os números oficiais da ONU.

Camboja:
O líder revolucionário comunista Pol Pot instituiu as propriedades agrícolas comunais e um sistema de educação comunal. De forma a fornecer mão de obra às propriedades agrícolas, transferiu os habitantes dos centros urbanos para as propriedades agrícolas. Resultado: Fome e doença generalizadas. A experiência comunista de Pol Pot ficou conhecida como “Projecto Genocida Cambojano” tendo causado entre 1,7 a 3 milhões de mortos. A capital Pnom Penh ficou transformada numa cidade fantasma.

Resto do mundo:
Experiências comunistas causaram ainda um milhão e meio de mortos no Afeganistão, um milhão no Vietname e vários milhões por esse mundo fora. O comunismo é também responsável pela pobreza que actualmente existe em vastas áreas do globo, como por exemplo na Europa de Leste, a qual só conheceu o desenvolvimento após a queda do muro de Berlim. Países que se dividiram e optaram por modelos económicos distintos, como sejam Alemanha Ocidental / Alemanha de Leste, Coreia do Sul / Coreia do Norte, China /Taiwan, mostram inequivocamente o que se pode esperar do Comunismo: Fome e miséria.

O Daniel Oliveira até é um rapaz inteligente e esclarecido, o único problema dele é que sofre de alguma atrapalhação mental e por vezes escreve o contrário do que pretendia escrever. Assim, há que acrescentar uma errata ao texto do Daniel: Onde se lê “os trabalhadores vivem melhor devido ao Comunismo”, deveria ler-se “os trabalhadores vivem melhor apesar do Comunismo”.


publicado por thestudio às 15:36
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Sexta-feira, 24 de Junho de 2005
O nascimento de Rodrigo Moita de Deus
A senhora madame era roliça e de feições rosadas. Tinha uma casa de supostas ali para os lados da IP3 onde passavam os camionistas. Marchava tudo, desde que pagassem: Eram fenícios, cartagineses, nórdicos, romanos, gregos, enfim, tudo o que pagasse a senhora atendia.

Um dia mais tarde, decidiu a rameira partir em diáspora. Para ela foi uma felicidade, tanta era a homenzoada. Eram clientes atrás de clientes: brancos, pretos, amarelos, africanos, esquimós, loiros, indios e indianos. E se perguntassem à marafona qual o seu prato preferido, a sôfrega respondia babando-se tutti-frutti, tutti-frutti.

Um dia a rameira ficou prenhe mas não fez um aborto como seria conveniente. Quando veio à luz, o animal tinha cauda... e pronto, foi assim que nasceu o Rodrigo Moita de Deus: Filho de uma prostituta e de pai incógnito.


publicado por thestudio às 02:00
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Rodrigo Moita de Deus: o filho de uma meretriz
Para quem duvida que o racismo existe em Portugal, Rodrigo Moita de Deus, bloguista que nos tempos livres escrevinha literatura de casa de banho, acabou de provar cabalmente o contrário.


http://oacidental.blogspot.com/2005/06/o-orgulho-de-ser-plido-de-esprito.html


Confesso nunca antes ter lido um texto tão genuinamente racista, insultuoso e também tão imbecil, mas o que é mais espantoso é haver gente cuja inteligência ou falta dela não lhe permita sequer ter consciência de aquilo que escrevem. Como é o caso.



O texto do racista Rodrigo inicia-se com uma frase enigmática. Ele afirma que pensa. Manifestamente não pensa. Tal se tornar-se-á eloquente nos parágrafos que se seguem, como por exemplo no segundo quando afirma que a sua mãe é uma meretriz dada a camionistas. Não satisfeito, o Racista Moita de Deus afirma que a rameira sua mãe partiu em diáspora. Não deixam de ser hilariantes, estes patetas armados em intelectuais, quando usam palavras que não conhecem. Evidentemente o racista Rodrigo não conhece o significado da palavra diáspora, e depois saiu-lhe isto. Ninguém é obrigado a ser culto ou inteligente, mas quando se tenta fazer passar por tal sem se ser, é duplamente patético.

Depois de algum lixo racista que me escuso a comentar, o Racista Moita de Deus acaba dizendo que os Portugueses podem dar graças ao Senhor por não terem cauda. Presumo que este filho de uma meretriz, como ele próprio se define, não possa dizer o mesmo.

PS: Peço desculpa aos leitores visto que este artigo sai um pouco do âmbito do blog, mas por vezes é forçoso abrir excepções quando nos deparamos com erros da natureza como é o caso deste mentecapto.


publicado por thestudio às 00:47
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Coisas estranhas continuam...
Coisas estranhas se estão a passar neste país. O Presidente da República contacta o embaixador de Cabo Verde no sentido de inquirir se será seguro deslocar-se à Cova da Moura. Tendo recebido luz verde do embaixador de Cabo Verde para se deslocar a este bairro de Lisboa, o Presidente da República fá-lo acompanhado de uma escolta pessoal reforçada. Foram também mobilizadas as unidades de reserva da PSP, bem como o Corpo de Intervenção e o Grupo de Operações Especiais, que ocuparam posições estratégicas no bairro. No final da visita, o Presidente da República afirmou tratar-se de um bairro de gente boa. Alguém me pode explicar porque razão é necessário tal aparato e tal conjunto de medidas de segurança extraordinárias para visitar um bairro de gente boa? Além disso, levanta-se outra questão: Se este é um bairro de gente boa, de onde provêm os meliantes que causaram o arrastão de Carcavelos e que diariamente assaltam comboios na linha de Sintra?


Continuando a senda de casos estranhos, o ministro António Costa anunciou esta segunda-feira um significativo reforço do policiamento na linha de Sintra, ao passo que a CP anunciou estar a preparar um conjunto de medidas que visem garantir a segurança dos utentes. No mesmo dia, o mesmo ministro anunciou que os assaltos em comboios no primeiro trimestre de 2005 diminuíram 33% em relação a igual período do ano passado. Há aqui alguma coisa que não bate certo. Novas medidas de combate à criminalidade anunciam-se quando a criminalidade aumenta e não quando a criminalidade diminui. A pergunta que gostaria de deixar ao senhor ministro António Costa é a seguinte: Esses números traduzem uma diminuição da criminalidade ou traduzirão apenas o facto de que as vítimas desistiram de apresentar queixas por constatar que de nada servem? A título de exemplo, os indivíduos que causaram o pânico na linha de Sintra na passada segunda feira foram “levados à esquadra para identificação”.


A polícia divulgou junto dos cidadãos um conjunto de conselhos que deverão seguir quando forem à praia. O primeiro deles apela aos cidadãos para que não levem objectos de valor nem roupa de marca. Não deixa de ser estranho, quando ao mesmo tempo os nossos políticos asseguram que as praias são locais seguros.


O ACIME, organismo governamental sob a tutela da Presidência do Conselho de Ministros, solicitou à Alta Autoridade para a Comunicação Social que “promova um Acordo de Princípios entre os meios de comunicação social em relação a notícias com potencial leitura racista e xenófoba”. Isto significa o quê? O regresso à censura?


Decorreu no passado sábado uma manifestação organizada pela Frente Nacional, que apelava a todos os cidadãos que se manifestassem contra o aumento da criminalidade. Ainda a manifestação não tinha decorrido e já a maioria dos órgãos de comunicação a descreviam como um “encontro de nazis e de racistas”. Como é possível descrever algo que ainda não aconteceu? Com esta campanha, a Comunicação Social teve o mérito de afastar da manifestação muitos cidadãos que gostariam de se manifestar contra a insegurança. Não basta os crimes de que são vítimas, quaisquer pessoas que declarem ser necessário fazer algo, ainda são apelidadas de racistas e nazis.
Nota: Abra-se uma excepção à RTP, a qual fez uma reportagem isenta sobre a manifestação.


Entretanto, no passado dia 11 de Junho, um dia depois do arrastão, um grupo oriundo do Cacém assassinou gratuitamente um jovem de 20 anos no quintal da sua casa. O grupo provocava actos de vandalismo quando uma senhora lhes sugeriu que abandonassem o local. Indignados com tal sugestão entraram ameaçadoramente no quintal, e quando o filho da senhora se aproximou em defesa da mãe foi de imediato assassinado à catanada pelas costas. Para o governo os crimes que não aparecem nas primeiras páginas dos jornais


publicado por thestudio às 00:11
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Terça-feira, 21 de Junho de 2005
Coisas estranhas se passam em Portugal
No passado dia 10 de Junho, ocorreu na praia de Carcavelos um arrastão que viria a atirar Portugal para as bocas do mundo. Em comentários na imprensa internacional podia ler-se mesmo que entráramos na era do “mass-crime”. O Diário de Notícias por seu turno noticiava então: “foi impossível contabilizar o número de assaltantes. Teriam sido 500? Mil? Dois mil? A fonte do DN, com vasta experiência profissional, não se coibiu de apontar para os dois mil.”

Surpresa das surpresas, uma semana depois, o número de assaltantes tinha decrescido para um máximo de 50. O criminologista Moita Flores explicava que a diferença de valores se devia a uma maquinação e a uma manipulação da informação por parte de forças políticas, com relação à extrema direita. Foi uma explicação em estilo Octávio Malvado, vocês sabem de que é que eu estou a falar. Ficamos sem saber se teria sido a extrema direita a orquestrar a maquinação ou se teria sido uma manobra de diversão de outras forças políticas.

Uma argumentação mais convincente e não menos imaginativa foi congeminada pelo editor da “Capital” Luis Osório. Num artigo intitulado “O arrastão que nunca existiu”, Osório chama a si a razão argumentando que quem acreditou no arrastão é racista. E pronto, contra argumentos destes não há nada a fazer. Para terminar em beleza, ele próprio assume ter sido racista nos primeiros dias, em que também ele acreditou no arrastão.

E pronto, foi assim. O mundo foi enganado. As pessoas que julgaram ter sido assaltadas, enganaram-se: perderam os seus bens no meio da confusão. Mas este desaparecimento de centenas de assaltantes de uma semana para a outra, não deixa de ser estranho.

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Neste jogo que opõe simpatizantes das vítimas a simpatizantes dos criminosos, Jorge Sampaio tomou partido e visitou no passado sábado a Cova da Moura em Lisboa. Antes disso, consultou o embaixador de Cabo Verde, Onésimo Silveira, no sentido de apurar se seria segura a sua deslocação ao local. Não deixa de ser estanho, se atendermos a que Cova da Moura, pelo menos aparentemente, se situa em território Português.


Após obter luz verde do embaixador cabo-verdiano, Sampaio lá se deslocou à Cova da Moura rodeado de um batalhão de seguranças e ladeado de inúmeros jornalistas, cujas câmaras fotográficas sempre exercem um efeito dissuasor. A visita correu bem, e Sampaio saiu de lá afirmando que é um sítio cheio de gente boa, e pelos vistos seguro.
Enfim, todo este aparato para visitar um locar seguro como a Cova da Moura não deixa de ser estranho. Vamos lá ver se um dia destes depois de jantar, Sampaio se lembra de ir sozinho e incógnito tomar um cafézinho à Cova da Moura.


publicado por thestudio às 04:44
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Sexta-feira, 17 de Junho de 2005
Pelo direito à diferença
Para quem luta pelo direito à diferença, não há nada como exercer esse direito. Foi o que fez Ana Drago hoje no parlamento. Hoje, a Ana foi mais que Drago. Foi a menina reguila no meio de adultos sérios, foi a pequena ditadora estalinista no meio de democratas (com excepção dos seus colegas de bancada e dos vizinhos do PCP), foi a senhora que usa bigode.

A discussão iniciou-se quando Nuno Melo (CDS-PP) anunciou que a sua bancada iria propor a alteração da idade para efeitos de inimputabilidade e afirmou a necessidade de censurar os criminosos e louvar a polícia. Ana Drago, talvez distraída a pensar nas suas barbies, não se apercebeu que não houvera qualquer menção à origem étnica dos criminosos e ripostou sacando a sua cassete da xenofobia. Foi um golo na própria baliza, diga-se, pois ao faze-lo foi ela própria quem deixou implícito que os jovens africanos (ou outras minorias étnicas) são o principal motor da criminalidade em Portugal.


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O estilo estalinista de Ana Drago, uma diferente entre iguais.

Ao melhor estilo estalinista, a dirigente bloquista afirmou ainda que as afirmações de Nuno Melo “são uma vergonha para esta câmara e para a democracia”. De facto, fazer uso do direito de opinião é uma vergonha para o “conceito de democracia” de Ana Drago. Na verdadeira democracia, aquela que Ana Drago defende, o partido é detentor da verdade absoluta e quem cometa o delito de opinião tem direito a bilhete só de ida para a Sibéria.
Quem determina o que é uma vergonha é a Ana Drago e quejandos, ponto final.

O ponto mais alto (ainda mais alto) da intervenção de Ana Drago foi quando ela afirmou, e passo a citar “o que os senhores fizeram aqui é dizer que há duas e duas únicas soluções”. Continuando a citar, “ou aceitamos que a polícia (...) possa correr à bastonada quem é culpado, quem nem é culpado”, “ou então iremos encarcerar todos”, “ou talvez expulsar”. É verdade que uma socióloga não tem forçosamente que ser uma “expert” em matemática, mas convenhamos que contar até três também não é particularmente difícil.

Pelo lado dos criminosos alinhou também o saudosista de Estaline, António Filipe, do PCP. Para António Filipe, medidas de combate à criminalidade “são o discurso da demagogia e da intolerância”. Quanto à demagogia manifestamente não sabe o significado da palavra e portanto está perdoado. Mas quanto à tolerância, ficamos a saber que para o PCP, a criminalidade, como o arrastão de dia 10 ou o assassinato do jovem Mário Lopes no dia seguinte às mãos de um gang do “Kacem”, deve ser tolerada, até porque caso contrário há xenofobia.

Enfim, quando os dirigentes políticos são cúmplices dos criminosos, não há medidas contra a criminalidade que valham.

Ouvir debate completo em:
http://www.tsf.pt/online/portugal/interior.asp?id_artigo=TSF162138


publicado por thestudio às 04:16
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Quarta-feira, 15 de Junho de 2005
Tensão no reino da Dinamarca
Após um fim de semana recheado de problemas com imigrantes é sempre bom ver que não somos os únicos a partilhar a triste sina: os Dinamarqueses estão solidários connosco.

Na Dinamarca, os muçulmanos constituem apenas 4% da população mas consomem 40% dos recursos destinados a apoios sociais e, como qualquer comunidade Islâmica que se preze, são responsáveis pela grande maioria das violações ocorridas no país. A maior parte dos muçulmanos não trabalha e vive do subsídio de desemprego, mas, como eles próprios explicam, o mercado de emprego é muito competitivo. Até aqui tudo corre dentro da normalidade.

O rastilho para a mais recente crise foi um tiroteio em Copenhaga do qual resultou um morto. Tanto o assassino como a vítima eram muçulmanos e, o caso em vez de ir parar aos tribunais, foi parar à mesquita onde um imã (sacerdote islâmico) condenou a família do assassino a pagar “blood money” pelo delito (tradição islâmica) e a mudar de residência para outra cidade.

Para o governo e para a sociedade dinamarquesa foi um choque. Os especialistas em matéria criminal e o governo consideraram inaceitável que as leis dinamarquesas não sejam respeitadas e declararam que apenas os tribunais podem julgar homicídios.

Mas esta foi apenas a primeira parte do choque. Uma associação auto-definida como anti-racista lançou um ataque terrorista contra a ministra da imigração incendiando a sua casa e o seu carro. A ministra, de 34 anos, o marido e dois filhos de tenra idade foram salvos mas o modo de vida dos Dinamarqueses está definitivamente comprometido. Os ministros faziam compras e andavam pelas ruas no meio da multidão, como qualquer cidadão comum. Agora andam cercados de guarda-costas. Quanto à família da ministra mudou-se para um local secreto.

Depois do assassinato de Pym Fortune está a começar a tornar-se hábito ataques contra políticos que não apoiem a imigração desregrada.


publicado por thestudio às 04:49
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Carniceiros do Sec. XX: Considerações finais
consfinais.jpg


Estaline foi o carniceiro completo, e como tal um justo vencedor. Matou opositores políticos a torto e a direito, quer fossem do partido ou contra o partido, enviou gente sem conta para a Sibéria muitos sem qualquer razão, invadiu países vizinhos à discrição, instalou ditadorezinhos comunistas em países satélites, e ainda morreram milhões de pessoas à fome fruto das suas políticas.

Mao Tse Tung foi provavelmente o ditador responsável por um maior número de mortes, sendo a larga maioria delas causada pela fome. No capítulo dos Direitos Humanos também não deixou os seus créditos por mãos alheias.

Hitler teve o grande mérito de ser o único a ascender ao poder democraticamente. Antes da Guerra, tribunais, constituições e mais uma quantidade de empecilhos democráticos limitaram verdadeiramente a sua acção. Porém, após o início da Guerra, e instalado o regime marcial, recuperou o tempo perdido.

Pol Pot foi talvez o melhor de todos. Chegou ao governo de um país com sete milhões de habitantes, tendo conseguido matar dois milhões e meio e transformar a capital numa cidade fantasma. Dessem-lhe o governo de um país como a China e aí sim, a sua obra poderia ser verdadeiramente notável.


publicado por thestudio às 03:00
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Sexta-feira, 10 de Junho de 2005
Top IX dos maiores carniceiros do Sec XX
MAIORES CARNICEIROS DO SÉCULO XX



9º Lugar:

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Josip Broz TITO (Comunista - Jugoslávia): 1 172 000 Pontos

Quando aos 22 anos foi preso por participar em manifestações contra a I Guerra Mundial poucos poderiam imaginar o futuro auspicioso que lhe estava reservado. Após uma efémera passagem pelos campos de batalha do lado Austro-Húngaro, tendo sido ferido e feito prisioneiro, fugiu para a Rússia onde se tornou membro do Partido Comunista em 1918. Foi devolvido à proveniência em 1936 após uma purga no PC Soviético e em 1937 tornou-se Secretário Geral do Partido Comunista Jugoslavo. Em 1945, de novo nas boas graças dos Soviéticos, assinou um pacto com Estaline que permitia a ocupação da Jugoslávia por forças Soviéticas.
Sobe ao poder em 1953 e foi ganho sucessivas eleições com recurso a assassinatos, perseguições e julgamentos arbitrários. O ponto alto da sua carreira foi a “Primavera Croata” em 1970, onde deu sumiço a tudo o que não fosse comunista. Faleceu em 1980 com as mãos manchadas pelo sangue de mais de um milhão de inocentes. O seu funeral foi o segundo maior da História, tendo apenas sido superado já em 2005 pelo do papa João Paulo II.



8º Lugar:

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Muhammad YAHIA KHAN (Militarista – Paquistão): 1 500 000 Pontos

Nas eleições de 1971 a liga Awami conquistou 167 dos 169 assentos reservados ao Paquistão Oriental (actual Bangla Desh). Ora o presidente Paquistanês Yahia Khan não tinha lá muito bom perder e recusou-se a aceitar o resultado das eleições, tendo ordenado ao exército que desse uma lição a esses bengalis do Paquistão Oriental que não souberam votar correctamente. Tal decisão resultou no segundo maior holocausto da História, com um milhão e meio de mortos e dez milhões de pessoas a fugir para a Índia. Há a realçar que Yahia Khan conseguiu tudo isto num curto espaço de tempo, pouco mais de um ano.



7º Lugar:

polpot.jpg
POL POT (Comunista – Camboja): 2 397 000 Pontos

Nasceu em 1925, e com 24 anos foi estudar engenharia para Paris, cidade onde lhe aconteceu o maior infortúnio da sua vida: tornou-se comunista. Após regressar ao Camboja, liderou a revolta contra Paris. Os Franceses retiraram-se da Indochina em 1954 tendo o rei Sihanouk tomado o poder. Pol Pot continuaria a lutar pelo poder, agora contra Sihanouk, mas a vitória dos Khmers vermelhos apenas chegou em 1976, após a guerra do Vietname. Sihanouk foi de imediato preso, Pol Pot foi nomeado primeiro Ministro e iniciaram-se os anos de glória da República Comunista do Camboja.
Os sucessos da nova república comunista ainda hoje são motivo de espanto: Os cidadãos urbanos foram arrastados à força para as quintas comunais onde foram obrigados a trabalhar. Políticos, dissidentes e burocratas foram mortos aos milhares. A capital Phnom Penh tornou-se uma cidade fantasma, onde os cidadãos que não morreram de fome nem de doença foram executados. As coisas iam de vento em popa quando em 1978 o Vietname invadiu o Cambodja e Pol Pot foi forçado a fugir para a Tailândia. Durante este curto período de “igualitarismo agrário”, que ficou conhecido para a História como “The Cambojan Genocide Program http://www.yale.edu/cgp/”, Pol Pot conseguiu matar 1,7 milhões de pessoas entre população de apenas 7 milhões.
Mas a história não se ficou por aqui. Pol Pot, que se opunha ao modelo do Comunismo Soviético, ainda conseguiu voltar ao poder em 1985, agora com o apoio dos Estados Unidos, e matar mais uns quantos cambojanos. Em 1989 os Vietnamitas retiraram-se do Camboja, mas Pol Pot recusando-se a aceitar qualquer processo de paz, provocou mais uma guerra civil entre as novas forças governamentais e os Khmers Vermelhos. Em 1997 Pol Pot mandou executar o seu braço direito de sempre, Son Sen bem como onze membros da sua própria família. Quando morreu, em 1998, Pol Pot tinha sido uma destacada figura de proa do mundo comunista e só à sua conta quase dois milhões e quinhentas mil almas encontraram o seu caminho para o céu.



6º Lugar:

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Hideki TOJO (Militarista Fascista – Japão): 3 990 000 Pontos

General do Exército Imperial Japonês, Ministro da Guerra e Primeiro Ministro, Hideki Tojo (alcunhado de “a lâmina”) era na verdade o grande ditador do Japão. Foi ele quem empurrou o Japão para a II Guerra Mundial e foi ele o arquitecto da aliança com a Itália e a Alemanha, mas já antes disso tinha invadido todos os países vizinhos. Fruto dos seus esforços foram-lhe creditados na sua conta pessoal cerca de quatro milhões de pontos.



5º Lugar:

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Vladimir Ilich LENINE (Comunista – União Soviética): 4 017 000 Pontos

O revolucionário bolchevique Vladimir Lenine, em 1918 liderou uma revolução a caminho da sociedade do futuro que custou mais de quatro milhões de mortos. Infelizmente Lenine não teve tempo de expor todo o seu potencial. Membros de um grupo de revolucionário russo concorrente, o Partido Socialista Revolucionário, dispararam três tiros à queima-roupa contra o líder bolchevique tendo uma das balas ficado alojada no pescoço junto à coluna. Nunca foi possível retirar essa bala e Lenine faleceu prematuramente em 1924 por razões pouco claras, mas que se pensa estarem relacionadas com a tentativa de assassinato.



4º Lugar:

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Chiang KAI-SHEK (Militarista – China): 10 214 000 Pontos

Militarista desde nascença, frequentou a Academia Militar Chinesa em 1906, a Academia Militar Japonesa em 1907 e serviu no Exército Japonês até 1911, altura em que regressou apressadamente à China para participar numa revolução.
Kai-Shek estava do lado certo e os revolucionários venceram. Em 1923 Kai-Shek foi para Moscovo aprender “os métodos políticos e militares” dos soviéticos. Regressado à China, em 1924 tornou-se comandante do campo militar de Whampoa. Após a morte do líder Sun Yat, e apesar de estar mal colocado na hierarquia do partido, devido à sua “habilidade política” conseguiu tornar-se o Comandante-chefe das forças revolucionárias. Não perdeu tempo e no ano seguinte desencadeou um ataque militar contra os senhores da guerra que controlavam o norte da China. Um ano depois, aliadas aos Comunistas e sob inspiração soviética, as forças revolucionárias tomaram Shangai e outras cidades. Essa aliança foi no entanto Sol de pouca dura. Ainda no mesmo ano Kai-Shek expulsou os conselheiros soviéticos e atacou os Comunistas. Em 1928 ganhou finalmente o controlo sobre toda a China. As perseguições aos Comunistas e diversas rebeliões permitiram-lhe ir somando pontos até à II Guerra Mundial, na qual participou do lado dos aliados, visto já estar em guerra com o Japão. Em 1949, após uma derrota esmagadora na guerra civil frente aos revolucionários Comunistas Kai-Shek fugiu para Taiwan, onde instalou um estado autoritário, repressivo e de partido único, e de onde reclamou o seu direito a governar toda a China. As más influências democráticas dos seus novos aliados (EUA e países ocidentais) fizeram-no perder vigor, mas quando morreu, em 1988, tinha já acumulado o bonito pecúlio de 10 milhões de mortos.



3º Lugar (bronze):

Adolf.Hitler.jpg
Adolf HITLER (Militarista Nazi – Alemanha): 20 946 000 Pontos

Hitler desde cedo mostrou aptidões que o poderiam levar longe. Lutou pelo exército Alemão na I Guerra Mundial e apesar de ter sido ferido por duas vezes, foi por diversas vezes condecorado por bravura. A derrota da Alemanha deixou-o de tal forma perturbado que chegou a ser observado por um psiquiatra, no entanto rapidamente descobriu que os responsáveis pela derrota eram os Comunistas e os Judeus. Após uma tentativa falhada de Golpe de Estado, os Nazis finalmente venceram as eleições em 1932 e Hitler desde logo começou a ajustar contas com Judeus e Comunistas. Porém não foram apenas os Judeus e Comunistas a sofrer percalços. Na noite das facas longas, em 1934 vários membros inconvenientes do partido Nazi foram também assassinados. Mais tarde, Hitler esteve na génese da II Guerra Mundial anexando a Áustria, invadindo a Checoslováquia e a Polónia, e finalmente a União Soviética. Porém, o que mais celebrizou Hitler foi o “Holocausto”, ou seja, a eliminação maciça de pessoas inconvenientes em campos de concentração. Foram lá parar Judeus, Comunistas, opositores políticos, homossexuais, sindicalistas, dissidentes cristãos e protestantes, testemunhas de Jeová e atrasados mentais entre outros. Tudo isto valeu a Hitler mais de vinte milhões de pontos.

2º Lugar (Prata):

180px-Mao-tiananmen-portrait.jpg
MAO TSE-TUNG (Comunista – China): 37 828 000 Pontos

Mao Tse-Tung andou envolvido no movimento revolucionário até que em 1923 chegou a membro do comité central do Partido Comunista Chinês. Após eliminar os outros potenciais candidatos, Mao chegou a Secretário Geral do Partido Comunista em 1945. Em 1949, com a vitória na guerra civil, tornou-se o ditador absoluto da China.
Mao revelou-se sempre um fiel seguidor das teorias de Estaline, porém com a morte deste passou a considerar-se a maior autoridade mundial em Marxismo e afastou-se dos soviéticos.
Os grandes sucessos de Mao Tse Tung prendem-se com a implantação do modelo de desenvolvimento comunista na China. O programa designado por “Grande Salto em Frente” consistiu na colectivização da agricultura e na promoção da pequena indústria rural. O resultado foram setenta milhões de mortos em consequência da fome. http://books.guardian.co.uk/news/articles/0,,1492503,00.html.
Na fonte consultada para a elaboração deste top, talvez um tanto injustamente, só lhe foram creditados pouco mais de metade destes créditos.


1º Lugar (Ouro):

Stalin1.jpg
Joseph ESTALINE (Comunista – União Soviética): 42 672 000 Pontos

Joseph Estaline chegou ao Comité Central do PCUS em 1917. Em Novembro desse mesmo ano dá-se a revolução, na qual ele desempenha um apenas papel menor. No entanto, anos mais tarde os livros já relatariam o destacado papel que coubera ao líder comunista. Com a morte de Lenine em 1924, vários candidatos se perfilaram para lidar a União Soviética. Lenine, receoso que Estaline pudesse algum dia vir a liderar um top de carniceiros do século XX, deixou EXPLICITAMENTE em testamento que Estaline NUNCA deveria guiar os destinos da URSS. Em vão, pois logo após a sua morte já Estaline partilhava o poder com Kamenev e Zinoviev. Estes dois infelizes viriam a ser assassinados. Por esta altura, duas correntes tentavam influenciar as decisões do partido, a de Trotsky mais à esquerda e a de Bukharin mais à direita. Ambos terminaram também assassinados. Em 1928, Estaline era o dirigente mais importante do partido, porém apenas conseguiu o poder absoluto em 1938 após a grande purga de 1936-38.
Como bom comunista Estaline também colectivizou a agricultura, porém o processo de colectivização matou na URSS menos gente que na China. A fome ocorria com frequência, mas só faleciam alguns milhões de pessoas de vez em quando, como em 1933 quando 5 milhões de pessoas morreram de fome.
Com uma mísera dúzia de milhões de mortos de fome, Estaline valeu-se das purgas para atingir o primeiro lugar do top. A grande purga dos anos 30 terminou com o extermínio do comité central dos bolcheviques e de mais de metade dos delegados ao congresso de 1934. Dos bolcheviques do tempo de Lenine só três sobreviveram, um deles o próprio Estaline. Só nesta purga mais de um milhão de pessoas foi executada. Nos tempos de Estaline, a Sibéria foi o principal destino dos soviéticos, e não era um destino de férias. Todas as razões serviam para as deportações e muitos foram lá parar sem qualquer razão.
No capítulo militar, ainda antes da II Grande Guerra, Estaline invadiu a Polónia, a Estónia, a Letónia, a Lituânia e a Finlândia. Os cerca de 30 000 oficiais e prisioneiros polacos executados e cujas culpas Estaline conseguiu imputar aos Nazis são apenas uns trocos para a pontuação final. Depois da guerra, ocupou os estados de Leste onde fez o favor de colocar mais tiranos comunistas no poder.
Em sumário, Estaline matou tanta gente e de tantas maneiras que é difícil calcular o número final. Por exemplo, nos censos de 1937 encontraram-se menos 14 milhões de pessoas do que se estava à espera... e, obviamente, os responsáveis do censo foram severamente punidos.


publicado por thestudio às 20:45
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Quarta-feira, 8 de Junho de 2005
A casa de chocolate
Se o leitor, na última semana de Julho, vir uma coluna de fumo erguer-se em plena serra da Estrela, não se assuste! Não se trata de mais um incêndio florestal, mas apenas do acampamento de verão de jovens do Bloco.

Após o Encontro de Coimbra e toda uma panóplia de iniciativas e eventos para jovens, o BE brinda-os agora com mais estas promissoras férias em pleno Parque Natural da Serra da Estrela. Se o objectivo de uma formação política não é exactamente o de proporcionar actividades de lazer aos Jovens nos seus tempos livres, como se explica então esta particular afinidade entre o BE e os jovens, ao ponto do fim do exame no nono ano de escolaridade ser a prioridade número cinco no programa eleitoral do BE?

A resposta a esta questão pode ser encontrada no conto dos irmãos Grimm “Hansel and Gretel” (João e Maria na versão Portuguesa). Os dois irmãos João e Maria, perdidos na floresta, são atraídos para uma casa de chocolate, repleta de guloseimas onde podiam comer tudo o que desejassem. O que eles não sabiam é que nessa casa vivia uma bruxa má, com as mais pérfidas das intenções.

hanselgretel2.jpg
A bruxa má e o líder bloquista aliciando as crianças


O Bloco de Esquerda é uma versão moderna da casa de chocolate, excepto que, em vez do caldeirão, os jovens têm como destino a lavagem cerebral. Tal como Hansel e Gretel tinham total liberdade para comer guloseimas, também aos jovens atraídos à casa bloquista é prometida total a liberdade para que possam fazer tudo o que desejarem: Fumar charros, abortos, droga, impunidade criminal e, depois de tudo isto, ainda a garantia de entrar no curso que desejarem, o qual será ainda gratuito .

Não se trata apenas do culto da irresponsabilidade que é inculcado nos jovens, ou do sentimento de que terão na vida tudo o que desejarem sem o menor esforço, conduzindo-os mais tarde à completa desilusão e ao desespero. Trata-se também de retirarem aos jovens todo o espírito crítico e a capacidade de pensar por eles próprios. Segundo palavras da própria dirigente bloquista Helena Carmo, “as opiniões são servidas aos activistas como um prato pronto a pôr no terreno sem exigir a sua capacidade crítica“. Trata-se, por outras palavras, de uma verdadeira lavagem cerebral.

A “carneirização” dos jovens é tal que a direcção do Bloco se dá ao luxo de falar em nome deles. Leia-se, de um documento oficial:

“Os jovens do Bloco rejeitam frontalmente estas políticas tecnocratas, neoliberais e anti-democráticas para o Ensino Superior e defendem:
-paridade em todos os órgãos de gestão de todas as instituições de ensino, valorizando a participação dos estudantes como sujeitos capazes de conferir um carácter reivindicativo e insubmisso aos órgãos de gestão”

Os jovens são ainda instrumentalizados, usados como mão de obra barata na máquina eleitoral, e usados como activistas sempre prontos a participar em manifestações a favor de interesses obscuros.

Infelizmente, enquanto no conto dos irmãos Grimm tudo terminou bem, na vida real muitos Joãos e muitas Marias vêem a sua vida destruída pela droga em que se meteram e pela lavagem cerebral que sofreram naquela que parecia a casa dos sonhos.


publicado por thestudio às 02:14
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Terça-feira, 7 de Junho de 2005
CNI - Pontos do dia
Vital Moreira: +5
O renovador comunista parece uma barata tonta. Sobre a vitória do "não" na França e ns Holanda, afirmou ontem, no programa Prós e Contras da RTP, "tratar-se de uma vitória da extrema direita". Já para os seus ex-camaradas não renovados foi uma "vitória da extrema esquerda". "Foi uma vitória pelas piores razões" afirmou ainda este paladino da democracia. Por um lado, aparentemente é ele quem determina o que são boas razões e por outro, no seu conceito de democracia, a validade dos votos estará dependente das razões dos eleitores. Enfim, duas pérolas num mar de disparates.

Pacheco Pereira: +1
O bloguista Pacheco Pereira estreia-se neste campeonato. Ontem, no mesmo programa, defendeu a adesão da Turquia à UE por questões de segurança. E que tal sugerir também a adesão da Coreia do Norte, Irão e Sudão? No seio da UE o seu potencial nefasto seria bastante reduzido.

António Costa: +1
Com o país todo a arder, o responsável pela pasta afirmou "Está tudo a correr como o previsto".


publicado por thestudio às 22:22
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Classificação de alguns políticos
Para classificar alguns políticos do panorama nacional, eu próprio respondi às questões do teste de acordo com as suas opiniões e eis os resultados:


varios.jpg
O centro do nome encontra-se no ponto correspondente à posição do político

Como se pode verificar, Francisco Louçã foi classificado como um Socialista Utópico, Jerónimo de Sousa como um Comunista Totalitário e José Sócrates como um "Democrata", que corresponde à Esquerda-banana dos Estados Unidos.


publicado por thestudio às 02:58
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Segunda-feira, 6 de Junho de 2005
Republicano, segundo o Okcupid
O teste político do Okcupid,

http://www.okcupid.com/politics

é um dos vários que existem espalhados pela net. Este, porém, tem a particularidade de classificar cada uma das pessoas que efectua o teste em diversas categorias. No meu caso, fui classificado como "Republicano", mas note-se que este "republicano" se refere ao eleitorado do Partido Republicano americano e não aos "republicanos laicos" simpatizantes da Al-Qaeda que existem em Portugal, assim como Democrata identifica o eleitor típico do partido americano com o mesmo nome, o que não é exactamente o que em Portugal se entende por democrata.

espectropolitico2.jpg


Quem quiser experimentar, é só ir ao link:

http://www.okcupid.com/politics

e responder às questões. Boa sorte!


publicado por thestudio às 22:15
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CNI - António José Seguro é o vencedor da segunda semana
António José Seguro é o segundo vencedor do prémio semanal do CNI. Já mesmo no findar da semana assegurou mais três pontos que lhe deram o título destacado. Para Seguro o PS não deve subir o IVA porque isso pode fazer perder votos. O que é do interesse do país é irrelevante para este populista. António Vitorino averbou hoje mais um ponto nas suas notas soltas. Aparentemente, para dizer qualquer coisa elogiosa sobre Portugal, agora é necessário começar a frase com "Eu não sou racista nem xenófobo, mas..."!

Classificação geral:

Jorge Coelho (PS) : 9
Fernando Rosas (BE) : 7
António José Seguro (PS):6
António Vitorino (PS) : 3
José Sócrates (PS) : 2
Carvalho da Silva (CGTP) : 1
Ana Drago (BE) : 1
Jerónimo de Sousa (PCP) : 1
Francisco Louçã (BE) : 1
Marcelo Rebelo de Sousa (PSD): 1
Cavaco Silva (PSD?): 1
Freitas do Amaral (Incógnito): 1

Vencedores semanais:

1- Jorge Coelho
2- António José Seguro


publicado por thestudio às 22:13
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Sexta-feira, 3 de Junho de 2005
CNI - Ninguém pára o Jorge Coelho!
Os políticos portugueses continuam a somar pontos... e ninguém para o Jorge Coelho!

Jorge Coelho: +1
O líder do campeonato voltou a pontuar ontem no programa Quadratura do Círculo. Jorge Coelho explicou que há um "populismo contra os políticos" (isto é, entenda-se, uma espécie de racismo contra políticos). "Uma pessoa não pode deixar de ser nomeada só por ser do PS" afirmou ele defendendo a nomeação de dois boys socialistas, Nuno Cardoso e Fernando Gomes, para administradores de empresas públicas.

Marcelo Rebelo de Sousa: +1
O professor encontrou novas razões para votar Sim: é que havendo muitas razões para votar Não, para evitar ser confundido, o melhor mesmo é votar Sim.

António José Seguro: +3
Afinal, o melhor é não haver referendo em Outubro. Para Seguro, não é conveniente fazer referendos sobre "assuntos complexos" se houver o risco de perder (neste caso o povo é ignorante). Os referendos só são para se realizar se tivermos a certeza que vamos ganhar, e neste caso o povo já é esclarecido.

Cavaco Silva: +1
Cavaco Silva é outro que já não quer referendo (desde que a vitória do Não começou a ser uma possibilidade). "Fazer o referendo é um risco, porque os apoiantes do Sim já não estão motivados para votar" disse. Eu até dou mais uma sugestão: O referendo só é válido caso ganhe o Sim, é mais seguro.

Freitas do Amaral: +1
Freitas do Amaral já mudou de opinião sobre vários assuntos desde que chegou ao governo. Agora já não é contra as missões de tropas Portuguesas no estrangeiro, mas não foi isso que lhe valeu um ponto. Freitas explicou hoje em entrevista à RTP, que com o alargamento da UE haveria mais países abaixo da média comunitária e que os países ricos já deveriam saber que teriam que pagar a mais países. Tecnicamente é verdade, mas o que Freitas "esqueceu" foi que com a adesão de novos países a média (de ruiqueza) desceu. Portugal, que era um dos países mais pobres da União 14º/15, deixou de o ser, passando a ser um país do meio da tabela 14º/25. Logo, os argumentos para pedir subsídios começam a escassear.

Classificação semanal:

António José Seguro (PS): 3
António Vitorino (PS): 2
Jorge Coelho (PS): 2
Ana Drago (BE): 1
Jerónimo de Sousa (PCP): 1
Francisco Louçã (BE): 1
Marcelo Rebelo de Sousa (PSD): 1
Cavaco Silva (PSD?): 1
Freitas do Amaral (Incógnito) :1

Classificação geral:

Jorge Coelho (PS) : 9
Fernando Rosas (BE) : 7
António José Seguro (PS):3
José Sócrates (PS) : 2
António Vitorino (PS) : 2
Carvalho da Silva (CGTP) : 1
Ana Drago (BE) : 1
Jerónimo de Sousa (PCP) : 1
Francisco Louçã (BE) : 1
Marcelo Rebelo de Sousa (PSD): 1
Cavaco Silva (PSD?): 1
Freitas do Amaral (Incógnito): 1


publicado por thestudio às 02:15
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Quinta-feira, 2 de Junho de 2005
Pinócrates
Ainda no decurso da campanha eleitoral, o conceituado economista Henrique Medina Carreira, no seu artigo "A verdade não mora aqui", denunciou a campanha como sendo a campanha da mentira. Na realidade, não é necessário ser-se um reputado economista para tirar tal conclusão, qualquer pessoa minimamente atenta constataria de imediato que, qualquer que fosse o défice, as promessas do PS eram incompatíveis com o rigor orçamental exigido. Toda a gente interessada em política chegou, logo na altura, à conclusão que a campanha eleitoral do PS era baseada na mentira. O fim de semana passado, PEDRO SANTANA LOPES chegou à mesma conclusão. Com algum atraso, é certo, mas nem por deixou de acusar o PS de recorrer à mentira na campanha eleitoral.
As mentiras do Pinóquio Sócrates também não passaram despercebidas na blogosfera, como se pode ver...


socrates2.jpg
O Carvalhadas

socrates3.jpg
O velho da montanha

socrates.jpg
Política XIX


publicado por thestudio às 23:10
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Não à Constituição Europeia
naoaconstituicao.gif
O Blog Política XIX adere à campanha do NÃO à Constituição Europeia.


Há várias razões, todas elas muito fortes, para votar “Não” no referendo a realizar em Portugal sobre a Constituição Europeia. As principais razões encontram-se expostas a seguir:


1) Existe um claro “divórcio” entre os eurocratas e a população. A linguagem que eles falam não é a linguagem que os eleitores entendem, mas mais grave que isso é o facto de os eleitores não confiarem minimamente nos eurocratas. Não tendo os eurocratas capacidade para justificar convenientemente a nova constituição, nem tendo os eleitores confiança neles, naturalmente que não lhe podem passar um cheque em branco.

2) A segunda razão, é a falta de democracia associada a todo este processo. Os eurocratas tomam decisões contrárias à vontade da população quando na realidade deveriam estar lá a representar essa mesma população. A questão da Turquia é um exemplo eloquente. Alguém perguntou aos Europeus se queriam a Turquia na UE? Se os Europeus não querem a Turquia na UE porque razão os eurocratas tomaram precisamente a decisão oposta, a de aceitar a adesão da Turquia?
Mas este é apenas um exemplo, que demonstra que a vontade popular, para estes senhores, não conta para nada.

3) A terceira razão, é a de que a UE anda claramente à deriva. Ninguém sabe porque certas decisões são tomadas, nem mesmo os próprios eurocratas que as tomam. Os eurocratas são uma espécie de Maria-vai-com-as-outras, e quando parece que a decisão se vai inclinar para um dado sentido, ou quando uma dada decisão é a que “parece que fica bem” e é “politicamente mais correcta”, essa decisão é tomada sem que ninguém saiba porquê, e sem que os eurocratas se consigam justificar. Ou seja, a UE anda, mas sem rumo.

4) A quarta razão, é a de que a entrada da Turquia na UE vai ser o fim da União Europeia. Qualquer pessoa com dois olhos na testa compreende que tal é uma catástrofe, tanto no plano económico como no político, já para não falar de valores. Esta adesão de um gigante Islâmico vai simplesmente tornar a Europa numa gigantesca Palestina. Nenhum eurocrata conseguiu explicar porque razão foi tomada esta decisão desastrosa. Como resultado, metade dos holandeses que votaram Não, votaram Não para evitar a entrada da Turquia.
E eu também votarei.


publicado por thestudio às 04:10
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