Segunda-feira, 30 de Maio de 2005
CNI - Nova semana, novos protagonistas... e de novo o Coelho
Jorge Coelho isola-se no comando do CNI, numa jornada sobre o referendo francês que marca a entrada de novos protagonistas na tabela classificativa. Aí estão os pontos e as razões:

Ana Drago (BE): 1
"Um referendo não deve ser repetido só para ver se o resultado muda para o que convém" disse a menina Drago sobre a Constituição Europeia. Então e sobre o aborto, é repetir até ganhar?

Jorge Coelho (PS): 1
O PSD estava a aumentar o défice, mas já está aqui o PS para o reduzir, não se cansa de repetir o líder do campeonato. Afinal, o que é que o PS defendia quando o PSD tentou combater o défice?

Jerónimo de Sousa (PCP): 1
É a vitória pelas políticas sociais e contra a globalização. Já agora, o não francês é uma grande vitória do comunismo.

Francisco Louçã (BE): 1
Uma derrota dos políticos arrogantes e destas políticas neo-liberais causadoras de desemprego. Desemprego? Que dizer de alguém que defende a entrada dos produtos chineses na Europa e a imigração? Arrogante? A falar para o espelho?

António Vitorino (PS): 2
O povo é ignorante, os Eurocratas do tacho é que entendem tudo. Assim, presume-se que os Eurocratas do tacho tenham todo o direito a fazer o que lhes der na gana sem dar troco aos eleitores. Oh vitorino, um bigodinho ficava-te bem. Mas Vitorino não se ficou por aqui. As vitórias do "não" vão tornar a UE mais rigorosa no que diz respeito ao cumprimento dos défices. A isso chama-se chantagem, Vitorino.

Jorge Coelho (PS) : 8
Fernando Rosas (BE) : 7
José Sócrates (PS) : 2
António Vitorino (PS) : 2
Carvalho da Silva (CGTP) : 1
Ana Drago (BE) : 1
Jerónimo de Sousa (PCP) : 1
Francisco Louçã (BE) : 1


publicado por thestudio às 21:47
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ONGs: Amnistia Internacional – Portugal
cd_relatorio.jpg


O Século XX assistiu ao nascer de uma praga, que não sendo a praga de gafanhotos que assolou o Níger, nem por isso é menos nefasta. Trata-se da praga das ONGs. ONGs são Organizações Não Governamentais, sem fins lucrativos, sem qualquer ligação à área da governação e criadas originalmente com fins beneméritos, como são os casos da Ajuda de Berço ou dos Médicos do Mundo. Porém, desde que a esquerda revolucionária se apercebeu que as ONGs podiam ser usadas como instrumentos de propaganda dos seus ideais ou como instrumentos de pressão sobre os governos, estas têm florescido como cogumelos.

Na semana que acaba de findar, a secção Portuguesa da Amnistia Internacional publicou o relatório anual 2005 relativo a Portugal. Nele são denunciados casos de abusos policiais, uso de excesso de força por parte da polícia, racismo e discriminação. Um panorama negro, mas que estranhamente é bastante distinto daquele que a comunicação social deixa transparecer para a opinião pública. O caso particular do “uso de excesso de força” é de imediato suspeito. Por um lado, num país onde há frequentes ataques contra os agentes de autoridade é natural que estes reajam para impor a ordem, mas esta acusação é sobretudo suspeita pelo facto de tal acusação requerer critérios bem definidos e acompanhamento no terreno para verificar se tais critérios são cumpridos.

Lendo com mais atenção o relatório conclui-se que as denúncias sobre o uso de excesso de força por parte da polícia são baseadas nos relatos e critérios dos próprios criminosos. Aparentemente, para a AI-Portugal ouvir a palavra de uma das partes, os criminosos, é o suficiente. As Associações de Polícias por seu turno, pediram à AI-Portugal que marquem uma reunião para que possam também ser ouvidas. Mas a falta de credibilidade da AI-Portugal não se fica por aqui. No texto encontram-se ainda disseminadas expressões revolucionárias apenas ouvidas ao Louçã e afins, o que demonstra bem a falta isenção da referida ONG.



Para que conste, aqui ficam alguns dos excessos referidos pela AI-Portugal, publicados numa notícia do Correio da Manhã.

http://www.correiomanha.pt/noticia.asp?id=144896&idselect=10&idCanal=10&p=94


“Uma armadilha à polícia, é como pode ser considerada a barreira com caixotes do lixo com que um grupo entre 30 a 50 indivíduos cortaram a Avenida João Paulo II, na Zona J, em Chelas, Lisboa, na noite de fim de ano.”

“Desde as 22h00 que esses indivíduos já andavam a fazer desacatos e a disparar tiros.
A verdade é que o tal grupo de desordeiros além de ter apedrejado as camaratas das autoridades, colocou uma série de caixotes de lixo a impedir a via pública. Quando a PSP chegou ao local, para as remover, foi atacada a tiro de caçadeira. Os reforços que chegaram entretanto tiveram uma recepção igual.”

Quando cheguei vi um grupo de 30/40 jovens a uns 30 metros dos caixotes do lixo. Disparavam caçadeiras”, recordou ao CM um dos agentes atingidos.

Da refrega resultaram ainda outros dois feridos: a subcomissária de serviço à Divisão e o respectivo motorista, ambos assistidos no Hospital de São José.
Os agentes foram obrigados a ripostar com armas de fogo, o que levou os meliantes a dispersarem. A refrega, no entanto, ainda durou 30 minutos e levou os agentes a refugiarem-se atrás das carrinhas da PSP. No local foram recolhidos 17 cartuchos de caçadeira (disparados pelos delinquentes), mas ninguém foi identificado ou detido.

Ao que o CM apurou junto de alguns polícias no local, esta situação não é nova. “Todos os anos há actos de vandalismo. Uma vez até incendiaram uma viatura”, recordaram.

Ontem, o ambiente na Zona J era de descontentamento. Por um lado, o grosso da população temia represálias. Por outro, indivíduos de etnia africana ameaçavam quem se aproximasse.”


publicado por thestudio às 03:28
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Jorge Coelho ganha prémio semanal
jorge_coelho.jpg
Jorge Coelho foi o primeiro vencedor do prémio semanal do CNI

Esta primeira semana de campeonato ficou marcada por um verdadeiro choque de titãs entre o socialista Jorge Coelho e o Bloquista Fernando Rosas. Numa noite inspiradíssima, Rosas quase garantiu o troféu, mas faltou-lhe o quase. Com uma semana pautada pela regularidade onde praticamente não houve um dia que não dissesse algum disparate, Coelho acabou por assegurar uma igualdade pontual com o bloquista. Nestas circunstâncias, a organização decidiu atribuir o galardão a Jorge Coelho pela sua regularidade.

Classificação actual:

Jorge Coelho (PS) : 7
Fernando Rosas (BE) : 7
José Sócrates (PS) : 2
Carvalho da Silva (CGTP) : 1


publicado por thestudio às 00:08
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Sexta-feira, 27 de Maio de 2005
Contra-Informação reconhece méritos a Coelhone
No Contra-Informação de hoje,

António Costa: Oh Sócrates, tu já ouviste os disparates que o Coelhone anda para aí a dizer?

José Sócrates: E o que é que eu tenho a ver com isso? Ele não é do governo, é um deputado do PS.

O Contra-informação sugeriu hoje uma tese que tenho vindo a defender desde o início da semana: O PS incumbiu Jorge Coelho de assegurar aos eleitores que o Governo vai cumprir as promessas eleitorais que não são para cumprir, e isto sem queimar a imagem do Governo pois afinal Jorge Coelho não faz parte do Governo. O problema é que o Jorge Coelho está a falar em nome do Governo... e o tiro ainda sai pela culatra.

+1 Ponto para Jorge Coelho pelo seu discurso no norte, referido hoje no Contra-informação e que ainda não tinha sido contabilizado no CNI.


publicado por thestudio às 23:03
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Quinta-feira, 26 de Maio de 2005
CNI – Arranque imparável de Fernando Rosas
fernando_rosas.jpg
Fernando Rosas é o novo líder no campeonato da imbecilidade



O dirigente bloquista Fernando Rosas é o novo líder do campeonato nacional da imbecilidade, tendo conquistado 7 pontos na discussão sobre o défice. O anterior líder, Jorge Coelho, bateu-se bem tendo conquistado mais 3 pontos, mas acabou ultrapassado pela diferença mínima. As pontuações do dia são as seguintes,

Fernando Rosas: 7 pontos
Antes de mais, a organização tem a declarar que não dispõe de meios para efectuar controlo anti-doping. No debate de ontem na RTP, onde garantiu os 7 pontos, Fernando Rosas parecia estar sob o efeito de alucinogénicos, mas há falta de provas os pontos são considerados válidos. Fernando Rosas disse ontem em directo pela RTP que o governo alterou o resultado das eleições. Isto é, os votos no PS foram votos na Esquerda mas o PS governa à Direita. Presume-se portanto que tendo ganho o PS, deveriam ser o PCP e o BE a formar governo. Rosas mostrou-se ainda intransigente quanto aos impostos: O governo não pode subir os impostos porque os eleitores não querem impostos mais elevados (grande argumento) e votaram no partido que disse que não subia os impostos, afirmou. No entanto, o mesmo Rosas defendeu a subida do IRS.

José Sócrates: 2 Pontos
Fazendo ar de virgem impoluta José Sócrates disse que nunca esperou encontrar um défice tão elevado. Trata-se de uma evidente mentira pois muitos analistas falaram sobre os verdadeiros valores do défice ainda durante a campanha eleitoral. Cavaco Silva afirmou ontem que “qualquer pessoa que siga o que se passa na economia sabia a dimensão do défice”.

Jorge Coelho: 3 Pontos
A responsável pelo défice é Manuela Ferreira Leite, disse o impagável Jorge Coelho ontem na Quadratura do Círculo. Se bem me recordo, Manuela Ferreira Leite tomou várias medidas para combater o défice, como congelar os salários da função pública e aumentar o IVA, e todas elas com a oposição do PS que dizia tais medidas não serem necessárias. De facto é precisa muita cara de pau para fazer tais afirmações.

Carvalho da Silva: 1 Ponto
Carvalho da Silva foi ontem ao armário buscar de novo a cassete dos trabalhadores. Recentemente a CGTP tem andado mais virada para a defesa dos homossexuais e ocupada na organização de corridas contra o racismo, o que faz muito mais sentido numa organização sindical.


Classificação geral actualizada:

Fernando Rosas (BE) : 7
Jorge Coelho (PS) : 6
José Sócrates (PS) : 2
Carvalho da Silva (CGTP) : 1


publicado por thestudio às 17:45
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Quarta-feira, 25 de Maio de 2005
Educação Sexual da polémica
Há muito que a Esquerda bem pensante e politicamente correcta vem criticando o sistema educativo no que diz respeito à educação sexual, classificando-o de atrasado e retrógrado. Pois bem, se as novas orientações dos Ministérios da Educação e da Saúde forem avante, Portugal será de longe o país mais avançado do mundo nesta matéria.

Mas vejamos o programa em mais detalhe. Em exercício de 50 minutos, destinado a turmas do 5.º e do 6.º ano, propõe-se que, durante a aula, os professores ponham os alunos de 10 a 12 anos a pensarem no maior número possível de sinónimos para palavras como testículos, pénis, vagina ou relação sexual. No final, e esgotadas todas as hipóteses, os estudantes devem afixar num «placard» o resultado deste trabalho. Mas que grande trabalho! No meu tempo para aprender estas palavras nem era preciso ir à escola, mas convenhamos que este exercício servirá para subir a média de muitos alunos menos dotados a outras disciplinas. Convém é que não repitam na catequese aquilo que aprenderam na escola.

Os responsáveis pelo novo programa de educação sexual das crianças esqueceram-se de consultar as associações de pais, mas naturalmente que não se esqueceram de consultar as associações de homossexuais. Como resultado são criados e apresentados às crianças novos conceitos de família. A família, que antigamente se definia como o agregado composto por pai, mãe e filhos, é agora reduzido a duas pessoas e a três variantes possíveis: Duas fufas, dois gays ou um homem e uma mulher. É ainda sugerido às crianças que “o normal” poderá ser a homossexualidade: Um teatro sugerido para o 2.º e 3.º ciclos: 5 alunos «fazem» uma viagem de avião e chegam a uma terra onde a maioria da população é homossexual. Improvisam-se diálogos entre viajantes e população e o debate deve ser orientado para questões como: um comportamento é saudável ou normal porque é maioritário? Outro exercício, para o 1.º ciclo, é falar sobre os diversos tipos de família.

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Os casais heterossexuais são minoritários no novo programa educativo

Paula Vilariça, pedopsiquiatra do Hospital Dona Estefânia, considera mesmo a desadequação etária um dos problemas mais graves deste programa e que conteúdos apresentados «não são esclarecedores» podendo mesmo «ser perturbadores, agressivos e até traumáticos para alguns alunos».
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Está em curso uma petição organizada pelo Fórum da Família para que se ponha cobro imediato a esta aberração.
http://www.forumdafamilia.com/peticao/peticao.asp


publicado por thestudio às 00:32
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Segunda-feira, 23 de Maio de 2005
Testemunho de uma ex-bloquista
Este é o testemunho, narrado na primeira pessoa, de alguém que conheceu o Bloco de Esquerda por dentro.

"O meu testemunho de ex-bloquista

O que me levou a militar no BE - agora que já passou um tempo desde a minha
saída e tentando recordar os factos a frio - foi aquela ideia do País das
Maravilhas que esse partido consegue passar aos mais ingénuos, uma espécie
de eldorado que hoje entendo como brutalmente utópico e apenas vocacionado
para conduzir um País e um povo à miséria. Estava nos finais da
adolescência, início da idade adulta, via muita coisa mal (e continuo a
ver), entendia que devia intervir, tinha pessoas dessa cor nas minhas
relações, e voilá...fui bater à porta da sede do Bloco de Esquerda. Escusado
será dizer que na minha santa ingenuidade, achava que o socialismo era a
cura para os problemas da Humanidade, ideia que com o tempo que lá estive,
com as opiniões a favor e contrárias que fui ouvindo e a literatura que fui
lendo, e sobretudo com o TIPO de pessoas com quem trabalhei, tornou
inevitável a minha saída, e mesmo a minha demarcação da Esquerda, de toda a
Esquerda.
Diz o companheiro leon que "É um partido que aconselha às pessoas que antes
de se filiarem, participem nas reuniões para que não tomem decisões "ao
engano"." Só se foi consigo. A mim, não só não me convidaram a participar em
nada, como pediram logo os 25 euros de jóia, o qual eu me recusei a dar na
altura, por querer saber primeiro como se trabalhava lá. Primeira mentira. E
posso-lhe dizer com propriedade que a pessoa que me inscreveu não era
nenhuma novata, é uma pessoa já com bastantes raízes no BE.
Diz também este nosso companheiro que "Sempre foi um partido aberto que (ao
contrário dos outros) permite a participação de todos os cidadãos, sejam
eles militantes ou não, nas suas reuniões.". Tem razão, qualquer pessoa
entrava nas Assembleias de Jovens e nos debates. O pior era quando decidia
abrir a boca para falar e ia contra-corrente. Uma vez apareceu numa
Assembleia pela primeira vez um rapaz que se insurgiu contra o fim dos
numerus clausus que o BE defende para as faculdades, e se disse favorável às
prescrições. Estive lá eu, ninguém me contou: enquanto ele falava, havia
pessoas militantes do partido a rirem-se e a cortarem-lhe a palavra. Uma
falta de educação, de respeito...e de democracia!! Segunda mentira do
companheiro leon. Acredito que ele não tenha tido vontade de repetir a dose.
Mas isto não era só com os novatos. Mesmo entre os "pesos pesados" da malta
nova se cortava a palavra várias vezes e se ria enquanto alguém expunha os
pontos de vista. Fumava-se dentro das salas, era preciso pedir algo que
ditam as regras básicas da educação, como "não se importam de ir fumar lá
para fora?" para os fumadores saírem. Os de cigarros e os de charros,
entenda-se.
De resto, lembro-me de ter pago a assinatura anual do jornal, o "Esquerda" e
não o ter recebido, mesmo depois de já me ter queixado duas vezes. Lembro-me
de malta nova que nesta última convenção lá se conseguiu sentar na Mesa
Nacional ao lado do Dr. Louçã que andava sempre a pôr paninhos quentes mesmo
quando o Bloco não participou nalgo outrora tão imperioso como a
concentração nacional que houve contra a ocupação do Iraque. Isto,
entenda-se também, já depois de estarem lá sentados os 8 deputados...
Lembro-me ainda do Dr. Louçã no dia a seguir às eleições ter ido para um
jornal dizer que o sistema de rotatividade tinha acabado, ou melhor, que
podiam pôr por exemplo o Dr. João Semedo por nenhum dos que lá se sentaram
percebe grande coisa de questões de saúde, mas só nesses casos, quando
militantes com cotas pagas não faziam puta ideia que isso tinha acabado,
ninguém nos avisou, muito menos consultou.
Estes mimos, mais a falta de seriedade e de projectos com pés e cabeça que
vi no núcleo do BE onde participava, e que não vale a pena dizer aqui qual
era, desiludiram-me por completo. Em simultâneo, percebi que a Esquerda é
assim. Para mim é assim: utópica, pobre, irrealista. Não tem a ver comigo. E
como para grandes males, há grandes remédios, vim-me embora e aqui estou,
leve e livre.

Ju Judoca "


Obrigado Juliana, pelo teu testemunho sobre os momentos tenebrosos que viveste nessa organização.


publicado por thestudio às 21:43
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Sábado, 21 de Maio de 2005
C.N.I. - Arranque promissor de Jorge Coelho
jorge_coelho.jpg
Jorge Coelho teve um arranque promissor no Campeonato da Imbecilidade


Jorge Coelho (PS) teve um começo promissor no Campeonato Nacional da Imbecilidade (CNI), tendo facturado os seus primeiros pontos poucos instantes após o início do campeonato. Poucos segundos após as zero horas de sábado, lá estava ele na SIC notícias explicando que este era o défice do PSD/PP. Enquanto oposição, o PS não se cansou de criticar a obsessão do governo pelo défice e de exigir ao governo mais medidas social-despesistas. Agora que chegou ao governo, o PS critica o défice que encontrou. De um momento para o outro o PS passou a dizer o contrário do que tinha vindo a dizer. Além disso, Jorge Coelho “esqueceu-se” que este súbito aumento do défice se deve e em muito às medidas despesistas introduzidas pelo PS no orçamento.
Jorge Coelho esqueceu-se também que a campanha eleitoral já acabou e continua com as promessas: Não haverá portagens na via do Infante. A ver vamos, acredite quem quiser.

Incoerências, mentiras e campanha eleitoral fora de tempo valeram ao homem da ponte de Entre-os-rios 3 Pontos, tendo sido o único político a pontuar até ao momento.


publicado por thestudio às 20:45
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Sexta-feira, 20 de Maio de 2005
Confissões de uma ex-Comunista
"Hoje, quinta-feira, 19 de Maio de 2005, decidi deixar o PCP.
Eu suportei, na pele aliás, a falta de democracia interna. As decisões vindas de cima. O boicote de trabalho. O seguidismo cego. A falta absoluta de capacidade de pensamento marxista. A falta absoluta de valores em todas as prácticas. As mentiras, absolutamente conscientes por parte de quem as transmite, que se contam sobre toda a gente. Suportei isto tudo porque, achava eu, havia sempre esperança, e os comunistas pertencem aos partidos comunistas, mesmo e especialmente aos que não os querem lá.
(...) Assim, para todos os efeitos, deixei o PCP. "

http://infernocheio.blogspot.com/2005/05/hurray.html#comments

Uma descrição detalhada e rigorosa da vida interna de partidos como o PCP ou o BE. Apesar de todos termos conhecimento do exposto, esta descrição é particularmente relevante pois trata-se do testemunho de alguém que passou pela experiência.

Parabéns Rita, na vida nunca é tarde para tarde para tomar as decisões correctas.


publicado por thestudio às 22:53
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Campeonato Nacional de Imbecilidade
Declaro aberto o Campeonato Nacional de Imbecilidade, cujo título será atribuído pelo Política XIX!

Regulamentos:

1. São participantes todos os políticos Portugueses residentes em Portugal ou no estrangeiro.

2. Cada político irá acumulando pontos de acordo com as seguintes normas:

1 Ponto por cada acto, discurso ou atitude imbecil
2 Pontos por cada acto, discurso ou atitude bastante imbecil
3 Pontos por cada acto, discurso ou atitude realmente muito imbecil
5 Pontos por cada acto, discurso ou atitude extraordinariamente imbecil
7 Pontos por cada acto, discurso ou atitude tão imbecil que deixe o país de boca aberta
10 Pontos poderão ser atribuídos em casos excepcionais quando a imbecilidade ultrapassar os limites do imaginável

3. Os participantes poderão apresentar recurso quanto aos pontos atribuídos pela organização, porém caso o recurso seja indiferido tal decisão é inapelável.

4. O concurso tem início às 0.00 do dia 21 de Maio de 2005.

5. Cada Domingo excepto o primeiro, o político que mais pontos acumulou durante a semana tem direito ao título de "Imbecil da Semana"

6. Cada último dia do mês será atribuído o título de "Imbecil do Mês" ao político que mais pontos assegurou durante esse mês.

7. O concurso termina às 0.00 do dia 1 de Janeiro de 2006. O vencedor será o participante que acumulou mais pontos durante todo o torneio e obterá o título de Campeão Nacional da Imbecilidade.


publicado por thestudio às 05:25
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Quinta-feira, 19 de Maio de 2005
Mais um nascimento !
Tenho o prazer de anunciar o nascimento de mais um blog! Neste blog pontifica "uma das mais distintas personalidades do País na área da Toxicodependência", a psicóloga clínica e ex-deputada Dr.ª Joana Amaral Dias. Para quem não se recorda, a Dr.ª Joana Amaral Dias é aquela loura com ar de tia, facilmente identificável entre as deputadas com ar de mulheres-a-dias do Bloco de Esquerda. Famosos, são os seus diálogos com a sua colega de bancada Ana Drago:

Joana: Aninhas, vamos brincar aos revolucionários?
Ana: Jojo, agora não posso, estou a brincar com as barbies.
Joana: Anda lá, só uma revoluçãozinha e uma manif a favor do aborto!
Ana: E o teu papá deixa?
Joana: Ele não precisa de saber!
Ana: E vais assim vestida com a última colecção da benetton? As revolucionárias não se vestem assim, olha para mim toda de preto, até pareço uma viuva.
Joana: Isso não faz mal. É só a brincar, afinal nenhuma das duas percebe nada de política!

O link para o blog da Joana, Bichos Carpinteiros, encontra-se na secção "Revolucionários Chanel".

joanamaraldias.jpg
Joana Amaral Dias


publicado por thestudio às 03:58
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Nascimento
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É com muito prazer que anuncio o nascimento de um novo blog. Trata-se do Anacleto Mula Maluca, projecto liderado pelo Pantera e do qual eu próprio sou colaborador. Não deixem de visitar, pois este blog promete! O link encontra-se na secção "blogs recomendados".


publicado por thestudio às 03:12
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Quarta-feira, 18 de Maio de 2005
PS: Pinóquios Socialistas
pinoquiosocial.jpg
Tempo de antena do PS nas legislativas de 2005


Com ferros se mata, com ferros se morre. A luta do governo PSD/CDS contra o défice foi causa para todas as críticas da oposição socialista. Um povo cansado de apertar o cinto, farto da crise e da contenção salarial era presa fácil para as cantigas do bem falante José Sócrates. Sócrates garantiu que a situação do país não era assim tão má, que os salários podiam ser aumentados, que se podia gastar mais dinheiro em medidas sociais, enfim que a contenção não passava de um sadismo do governo PSD/CDS, os quais gostavam de ver o povo sofrer.

Chegam as eleições. Sócrates promete uma dezena de hospitais, auto-estradas gratuitas, promete não aumentar impostos, promete mais dinheiro para os desfavorecidos, “Um socialista nunca esquece os pobres” afirmou ele engalanado no debate com Santana Lopes. Prometeu gastar, gastar, gastar. Era fácil, era barato, dava milhares... de votos. O povo desconfiou mas comportou-se como a boa esposa enganada: Sabia que era mentira mas fazia por acreditar que era verdade, pois era o conto de fadas que desejava, em que tudo acabava bem. E acreditou, pois Sócrates até andava sempre acompanhado do despesista Guterres, que vai à missa todos os Domingos, e que não o deixaria mentir. E o povo votou PS.

Dois meses passaram e é agora para todos evidente que nem o Pinóquio conseguiria mentir tanto como o José Sócrates durante a campanha eleitoral. Todos os dias ministros e comunicação social anunciam promessas que não serão cumpridas, seguindo-se desmentidos de outros ministros ou do Primeiro-Ministro e deixando o povo com saudades do tempo das trapalhadas do Santana Lopes.

Finalmente Sócrates encontrou agora a solução para a batata quente que tem em mãos: foi pedir ajuda ao Presidente da República e ao Governador do Banco de Portugal. Eles prometeram ajudar, e explicar ao povo de forma didáctica que a situação é difícil e que são necessárias medidas difíceis. Isso sabemos nós. O que queremos saber é porque razão há dois meses atrás o PS dizia exactamente o oposto. Irresponsabilidade ou desonestidade?


publicado por thestudio às 03:31
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Sábado, 14 de Maio de 2005
À boa maneira antiga
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No IV Congresso do Bloco de Esquerda, como a imagem documenta, votou-se à boa maneira antiga: De braço no ar!


publicado por thestudio às 15:02
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Quinta-feira, 12 de Maio de 2005
Francisco Louçã reforça o poder absoluto
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Francisco Louçã foi o grande vencedor do IV Congresso do BE


O Bloco de Esquerda é cada vez mais o quintal do Louçã e dos amigos. Neste IV congresso, Francisco Louçã chamou a si o poder absoluto, numa performance digna de um Estaline ou de um Saddam Hussein.

Tal como Hitler criou o cargo de “Fuhrer” da Alemanha, cargo que lhe conferia um poder absoluto, também Louçã criou um cargo análogo no Bloco de Esquerda, que em linguagem revolucionária se designa por “coordenador”. Para que a criação deste cargo de ditador absoluto não levantasse objecções por parte de algum bloquista com a mania que é democrático, a criação do cargo foi camuflada no meio da moção a aprovar, uma espécie de dois em um: Vota um aprova dois. Tal provocou a desconfiança de alguns delegados, tendo os mais expeditos pedido votação por voto secreto, veja-se a heresia...
Desde quando os comunistas votam por voto secreto? A votação é sempre de braço no ar, caso contrário como é que a direcção pode tomar medidas repressivas contra os opositores? Foi então necessária a intervenção de Luís Fazenda, um dos cães de fila de Louçã por forma a acalmar os ânimos:

“Numa das intervenções mais marcantes da tarde, Fazenda respondeu também a um requerimento que pedia a votação das moções por voto secreto, dado o texto da direcção implicar a "ascensão" a coordenador de Francisco Louçã.”
http://dn.sapo.pt/2005/05/08/nacional/nao_vestirao_a_gravata.html


Para assegurar um sucesso esmagador da moção subscrita por Louçã, a comissão organizadora impôs ainda que cada delegado se associasse uma moção. Tal imposição levou aos abandonos dos candidatos de Coimbra e do Porto.


“A referida Comissão impôs que cada candidato a delegado se associasse a uma moção, o que despertou a contestação dos que estão indecisos ou que gostariam de poder votar favoravelmente aos dois textos.

A discórdia foi mais ouvida no Porto e em Coimbra, cidade onde os candidatos acabaram por renunciar.”

http://www.ocomerciodoporto.pt/secciones/noticia.jsp?pIdNoticia=35209&pIdSeccion=11


Outra das novidades da convenção foi a introdução de medidas que prevêem a expulsão de militantes que discordem da linha oficial do partido, isto é, do pequeno ditador Francisco Louçã. Desta forma, a moção subscrita por Louçã acabou por ser aprovada sem votos contra, até porque tal ousadia poderia valer a expulsão do partido.


publicado por thestudio às 03:00
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Quarta-feira, 11 de Maio de 2005
Rescaldo da IV Convenção do Bloco de Esquerda: À Esquerda nada de novo
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Decorreu no passado fim de semana em Lisboa a IV Convenção Nacional do Bloco de Esquerda. Foram a votos duas moções: uma subscrita por Francisco Louçã, Miguel Portas, Ana Drago, Alda Macedo, Fernando Rosas e João Teixeira Lopes e que se intitula "O Bloco como alternativa Socialista" e outra, que dá pelo nome de "Por uma Plataforma de Democracia Socialista", assinada por descontentes com a direcção, entre os quais a ex-terrorista e ex-presidiária Helena Carmo, presa na sequência caso FP-25.

A ala terrorista-renovadora do BE lançou duras críticas à direcção, acusando-os de uma postura ditatorial onde aos militantes são tratados como carneiros aos quais se diz onde se devem manifestar e quais as palavras de ordem a usar, mas aos quais não se dá o direito de opinar sobre o assunto, “Queremos que a discussão seja construída no terreno a cada passo e que não seja servida aos activistas como um prato pronto a pôr no terreno sem exigir a sua capacidade crítica“, e exigiu também que "a democracia participativa seja exercida no Bloco de Esquerda". A direcção ouviu sem bater palmas. Diga-se em abono da verdade que o BE sempre foi uma espécie de “Pronto-a-pensar” onde as ideias são fornecidas aos seus activistas prontas a consumir poupando aos militantes do Bloco o trabalho de usar o cérebro.

Na resposta, o demagogo Fernando Rosas acusou a moção concorrente de "demagogia", por querer "concorrer à direcção sem uma proposta política".

A convenção ficou também marcada por duras críticas da direcção, talvez inspirada pelos críticos, à linha Estalinista do PCP, os quais foram acusados de anti-democratas. Estas críticas podem no entanto ser também interpretadas como um acto intimidatório do sector Trotskista do BE no poder, em relação aos descontentes com a actual direcção do partido.

Quanto ao resto, aparte algumas questões sobre as autárquicas e sobre a eventual adesão ao Partido da Esquerda Europeia, em termos de ideias esta convenção foi uma repetição das anteriores. À Esquerda nada de novo.


publicado por thestudio às 02:29
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Terça-feira, 10 de Maio de 2005
Praga de gafanhotos assusta no Níger
http://www.correiodamanha.pt/noticia.asp?id=159495&idselect=21&idCanal=21&p=94

Uma praga de gafanhotos está a assustar os habitantes do Níger, país Africano situado a sudeste do Sahara, onde um quarto da população passa fome. No entanto, se atendermos a que a população do Níger quase triplicou em apenas trinta anos (4,8 milhões em 1975, 12 milhões em 2005), quem têm mais razões para estar assustados são os gafanhotos.


publicado por thestudio às 03:36
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Imigrantes no desemprego
Segundo noticiado hoje no Telejornal, um dos grupos mais duramente atingido pelo desemprego é o dos imigrantes. Como se sabe, os imigrantes são indispensáveis ao país. Estes, em particular, ajudam a manter o desemprego em níveis Europeus.


publicado por thestudio às 03:21
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Sábado, 7 de Maio de 2005
III Conferência de jovens do Bloco de Esquerda
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Decorreu de 8 a 10 de Abril, no Departamento de Matemática da Universidade de Coimbra, a III Conferência de Jovens do Bloco de Esquerda. Os jovens foram instruídos sobre temas políticos relevantes para a sociedade, tais como aborto, droga e homossexualidade, tendo os mais expeditos a decorar a cartilha sido premiados com torrões de açúcar (a erva era para todos, como se pode ver na foto). O sucesso de que se revestiu esta iniciativa faz prever que para o ano seja levado a cabo a IV Conferência de Jovens, onde se debaterão temas de extrema importância tais como o direito ao aborto, droga e homossexualidade.


publicado por thestudio às 05:19
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Sexta-feira, 6 de Maio de 2005
Base ideológica do BE (1): “O Marxismo lato”
Como referi no texto anterior “Base ideológica do Bloco de Esquerda”, um dos dois grandes pilares ideológicos do Bloco de Esquerda é aquilo a que designei por “Marxismo lato”. Em rigor, o termo Marxismo deveria ser usado para designar estritamente a doutrina original de Marx. Porém, após a morte de Marx, o Marxismo original dividiu-se e subdividiu-se em numerosas correntes doutrinárias que diferem entre si na forma como interpretam os textos de Marx, ou que introduzem mesmo alterações nas ideias originais adaptando-as às opiniões pessoais dos seus criadores. Por “Marxismo lato” entenda-se então o conjunto de correntes doutrinárias que têm como base o Marxismo, mas que podem ser bastante distintas entre si.

O Bloco de Esquerda é composto por uma associação de pequenos partidos representativos destas tendências (que individualmente não teriam expressão eleitoral), constituindo assim um repositório das diversas tendências Marxistas. A corrente dominante é o Trotskismo, herança do defunto PSR, e perfilhada pelo líder Francisco Louçã. Já o número dois do BE, Luís Fazenda é um adepto do modelo de desenvolvimento Albanês inspirado na revolução de Enver Hoxha. A estes somam-se Maoistas, Marxistas-Leninistas, Estalinistas e o que mais se possa imaginar, provenientes de diversas origens e formando uma verdadeira sopa de Esquerda. O problema desta sopa é o de que as diversas tendências preconizam formas de acção distintas e por vezes contraditórias. Isto bloqueia qualquer acção no campo ideológico, pois o que quer que se faça estará sempre em contradição com as ideias defendidas por algumas das tendências. Daqui se depreende a origem do nome do partido “Bloco de Esquerda”: É a esquerda bloqueada e incapaz de agir no campo ideológico devido a contradições internas.

Na impossibilidade de assumir uma ideologia clara, o Bloco de Esquerda define-se então muito vagamente como “Socialista, Anticapitalista, Plural e Popular". Os adjectivos “Socialista” e “Anticapitalista” poderão genericamente caracterizar as ideologias de base Marxista. O adjectivo “Plural” significa que aqui cabe tudo.


publicado por thestudio às 22:16
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