Sábado, 26 de Fevereiro de 2005
E agora Sócrates?
Não sou vidente mas...

Não sou vidente mas as minhas mais negras previsões estão a confirmar-se. Os números do desemprego referentes a Janeiro mostram que o número de desempregados não apenas continua a aumentar, como está a aumentar a uma taxa mais acelerada. Mas esta não é a única má notícia. Os empresários do sector da restauração anunciaram ontem que, neste sector e só até final do ano se irão perder 150 000 postos de emprego. No sector têxtil as coisas não estão melhores. As previsões são de que face à concorrência de países com mão de obra muito mais barata as fábricas serão obrigadas a encerrar. O mesmo é válido para todos os sectores que requerem mão de obra intensiva, como o do calçado por exemplo.
As expectativas dos eleitores estão muito elevadas. Foi-lhes prometida a criação de 150 000 postos de emprego, mas lá por Outubro, altura das autárquicas, o cenário que se afigura mais provável é a de existirem 150 000 novos postos de desemprego.
E agora Sócrates?


publicado por thestudio às 17:41
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Sexta-feira, 25 de Fevereiro de 2005
Chiquinho das feiras
Longe vão os tempos em que o ex-ministro da defesa Paulo Portas era conhecido como o "Paulinho da feiras". Mudam-se os tempos mudam-se as vontades e agora os tempos são outros. O CDS/PP amadureceu. Ganhou respeitabilidade e credibilidade. Tornou-se um partido de poder. Como consequência, ganhou votos entre a população mais culta e letrada. A prova disso é que subiu a sua votação significativamente nos concelhos de Lisboa, Oeiras e Cascais. Mas há o reverso da medalha: perdeu os votos das feiras. Na política, tal como nas savanas africanas, impera a lei da selva: Assim, que um predador abandona a carcaça logo os abutres se aproximam. Os feirantes ainda não sabem bem o nome do partido no qual votam agora: "É o partido de Esquerda" dizem, trocando o nome ao Bloco. Entre beijos e abraços, no meio de feirantes e velhinhas, os ciganos trotskistas coroaram o novo rei das feiras: o "Chiquinho das feiras".


publicado por thestudio às 23:16
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Quinta-feira, 24 de Fevereiro de 2005
Turquia na UE já !!
Turca. Vivia na Turquia. Aos 16 anos foi obrigada pela família a
casar-se com um homem de quem não gostava. Teve um filho. Fugiu para a
Alemanha, onde vivia e trabalhava para sustentar o filho. Até ontem. Ontem
foi barbaramente assassinada. Os três assassinos eram seus conhecidos, bem
conhecidos por sinal. Na realidade eram seus irmãos. Na Europa Ocidental
chamam-se "crimes de honra", mas na Turquia é uma tradição cultural.

Este homicídio seria apenas mais um "crime de honra". Só nos últimos
quatro meses ocorram seis, não é caso para alarme. Mas o que notabilizou este caso e o fez saltar para a comunicação social foi uma apenas razão: A comunidade Turca na Alemanha, ou pelo menos parte dela, saiu em defesa dos assassinos. O Ocidente não tem o direito de interferir nas tradições culturais do mundo Árabe. É um abuso.

Há quem diga que a cultura ocidental é superior, ou que é melhor que
a Islâmica. Mas não. São apenas diferentes. São formas diferentes de encarar o mundo. Condenar as manifestações de cultura Islâmica, como esta, só pode ser visto como um acto de xenofobia ou racismo.
Hoje em dia está muito em voga defender o multiculturalismo. Defende-se que devemos assimilar tradições de outras culturas de forma a enriquecer a nossa própria cultura. Podemos começar por aqui. Podemos começar a assassinar as nossas filhas em bom estilo Islâmico. E é por isso que eu defendo: Turquia na UE já! Sempre temos algo a aprender com eles.


publicado por thestudio às 04:03
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Quarta-feira, 23 de Fevereiro de 2005
Cemitério ideológico
"O Marxismo e as suas variações ideológicas encontram-se hoje desacreditados, tendo sido demonstrado que, não apenas são economicamente inviáveis como também constituem uma ameaça à liberdade e aos mais básicos direitos humanos."

Stephane Courtois, Nicolas Werth, Jean-Louis Panne, Andrzej Paczkowski, Karel Bartosek, Jean-Louis Margolin, The Black Book of Communism (Cambridge: Harvard University Press, 1999)

cemiterioideologico.jpg
Túmulos dos falecidos Trotskismo e Estalinismo

Os gémeos Trotskismo e Estalinismo são hoje duas ideologias mortas e enterradas. Só já comunicam com o mundo dos vivos através de "mediuns" e outros charlatães.


publicado por thestudio às 18:16
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O Trotskismo visto por Estaline
Para descrever o trotskismo (fonte inspiradora do BE) ninguém melhor que alguém que conviveu de perto com o camarada Trotsky. Refiro-me, obviamente, ao camarada Estaline (fonte inspiradora do PCP). Estaline e Trotsky foram grandes amigos até à morte de Lenine. O pior veio depois.
Os excertos que se seguem são da autoria do camarada Estaline e datam do início dos anos 40, altura em que a polícia secreta soviética ainda não tinha encontrado o camarada Trotsky, o qual se encontrava de visita ao México. Os comentários são meus.

trtk1.jpg
Camarada Leão Trotsky em 1940, pouco antes da visita do KGB

“Os nossos camaradas do partido não observaram ainda que o trotskismo deixou de ser uma tendência política na classe operária; que de tendência política na classe operária, como o era há sete ou oito anos, se converteu num bando de sabotadores, agentes diversionistas, espiões e assassinos sem princípios, actuando ao serviço dos órgãos de espionagem de Estados estrangeiros.”

Aparentemente os trotskistas não evoluíram muito nos últimos 65 anos.


“No passado, faz sete ou oito anos, o trotskismo era uma dessas tendências políticas na classe operárias – é verdade que era anti-Leninista e, por isso, profundamente errónea, mas nem por isso deixava de ser uma tendência política.“

Anti-Leninistas? Se eu fosse a Estaline tinha mandado esses gajos todos para a Sibéria! Bem, pelo menos aqueles que não andassem fugidos no México!


“Podemos dizer que o trotskismo actual, o trotskismo de 1936, por exemplo, seja uma tendência política na classe operária? Não, não o podemos dizer. Por quê? Porque os trotskistas da actualidade receiam mostrar à classe operária a sua verdadeira fisionomia, temem descobrir-lhe os seus verdadeiros fins e tarefas, ocultam cuidadosamente à classe operária a sua fisionomia política, como medo de que, se a classe operária se inteirar de suas verdadeiras intenções os maldiga como pessoas estranhas e os afaste de seu caminho. É isso que explica, propriamente, que o método fundamental do trabalho trotskista não seja, na actualidade a propaganda franca e honrada das suas opiniões entre a classe operária, mas a camuflagem das suas opiniões.”

Eis que os trotskistas de 1936 se mostram surpreendentemente iguais aos de hoje. Escondendo a sua verdadeira face à classe operária.



“No processo de 1936, como recordareis, Kamenev e Zinoviev, negaram definitivamente que tivessem qualquer plataforma política. Tiveram plena possibilidade para desenvolver a sua plataforma política no processo. Mas, não o fizeram, declarando que não tinham plataforma política. Não há dúvida alguma de que ambos mentiam ao negar que tinham uma plataforma política.”

Não há dúvida que os trotskistas de hoje continuam a seguir os métodos dos camaradas Kamenev e Zinoviev.


“A restauração do capitalismo, a ruína dos kolkhozes e sovkhozes, o restabelecimento do sistema de exploração, a aliança com as forças fascistas da Alemanha e do Japão para aproximar a guerra com a União Soviética, a luta pela guerra e contra a política da paz, o desmembramento territorial da União Soviética, entregando a Ucrânia aos alemães e o Primorie aos japoneses, a preparação da derrota militar da União Soviética no caso em que fosse agredida por Estados inimigos e, como meio para conseguir esses fins, a sabotagem, o diversionismo, o terror individual contra os dirigentes do Poder Soviético, a espionagem a favor das forças fascistas nipo-germânicas – tal é a plataforma política do trotskismo actual, exposta por Piatakov, Radek e Sokolnikov.”

Ora aí está, a aliança dos trotskistas com os Fascistas, anunciada pelo camarada Estaline 65 anos antes do ministro das Finanças Bagão Félix fazer o mesmo. Ainda restam dúvidas?


“O trotskismo não é uma tendência política da classe operária, e sim, um bando, sem ideias nem princípios, de sabotadores, agentes diversionistas e de informação, espiões e assassinos, bando de inimigos declarados da classe operária, a soldo dos órgãos de espionagem de Estados estrangeiros.”

Sábias palavras as do camarada! “Um bando sem ideias nem princípios”. Nem eu descreveria melhor os trotskistas actuais!


publicado por thestudio às 04:00
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Terça-feira, 22 de Fevereiro de 2005
...
Começa a levantar-se o véu sobre aquele que era um dos segredos mais bem guardados na história recente de Portugal: O programa eleitoral do PS


publicado por thestudio às 01:48
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Segunda-feira, 21 de Fevereiro de 2005
Ana Drago e a grande virança
Nome, Ana Drago. Idade, 30 anos. Profissão, socióloga. Passatempo preferido, brincar aos políticos.
Certamente todos conhecem a Ana Drago. Ou pelo menos alguns de vós a conhecerão. Trata-se de uma figurinha assim enfezadita, meio histérica, que faz muito barulho para o tamanho que tem, e cujas roupas sempre pretas fazem recordar a irmã Lúcia. No entanto, pode dizer-se que com uns bons copos a mais até se lhe dava o jeito.

A menina Drago tornou-se conhecida quando denunciou ao jornal "Público" que o Estado Português lhe tutelava o útero.

http://semiramis.weblog.com.pt/arquivo/077245.html
Em boa verdade ela até deveria ficar feliz com isso. Afinal, talvez a Ana Drago não saiba mas ela própria é uma defensora das nacionalizações e como tal uma inimiga da propriedade privada. Além disso, o Estado certamente fará muito melhor que ela a tutelar seja o que for.

Miguel Sousa Tavares, no seu artigo "O ridículo causa danos" ajudou a catapultá-la para os píncaros da fama. "A vírgula", como lhe chamou, era já na altura uma pessoa capaz de soltar umas frases desgarradas a oscilar entre o panfletário e o patético.
Hoje, Ana Drago, é uma pessoa bastante mais evoluida. Consegue mesmo dizer uma razoável quantidade de alarvidades sem se deixar rir, tentando sempre imitar aquele que é a sua fonte de inspiração e seu líder carismático, desde o tom de voz arrogante ao vocabulário despropositado. Ainda a semana passada, em mais uma das suas brilhantes intervenções políticas se referiu à Carochinha e ao João Ratão.

Ontem, 20 de Fevereiro dia de eleições legislativas, Ana Drago teve mais uma noite de glória. Esta gaja não apenas agarrou um lugar como deputada da nação que lhe caíu do céu aos trambolhões como ainda foi a primeira dirigente partidária a dispor da possibilidade de se dirigir ao país nesta noite eleitoral. Não perdeu a oportunidade de glória e também não poderia ter sido mais eloquente: "houve uma grande virança"! Não sei se "virança" será sinónimo de "viragem" ou de "mudança", mas tudo leva a crer que se trate de mais um neologismo só ao alcance dos iluminados esquerdistas. Se me é permitida uma modesta contribuição para esta casta de neologismos com dois significados numa só palavra, diria que esta gaja foi eleita com o voto de muitos cretiniotas.


publicado por thestudio às 21:51
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Quinta-feira, 17 de Fevereiro de 2005
São Francisco da mentira
Francisco Louçã denunciou no debate de ontem que o Governo teria
concedido isenção de impostos a um grupo bancário. Foi mesmo mais longe
afirmando ainda que essas isenções concedidas aos grandes grupos
financeiros nunca o seriam a pequenas empresas. Com o seu génio de
saltimbanco, Louçã deu a este processo um ar de obscuridade envolta num
nevoeiro de irregulariades.

Afinal... o processo foi inteiramente legal, coisa que Louçã se
esquecera de mencionar. Trata-se de uma restruturação, não de mais-valias,
cujo pedido de isenção de imposto é garantido por um decreto lei que tem
mais de seis anos. Soube-se depois, que durante estes seis anos foi
concedida a mesma isenção a cerca de 2500 empresas de grande e pequena
dimensões. Afinal, as sábias palavras de Louçã eram... uma mentira.

O comentador de economia da RTPN considerou a denuncia de Louçã
como... um golpe baixo. O ministro das Finanças disse que Francisco é o
apóstolo da mentira. Amen.


publicado por thestudio às 02:35
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Terça-feira, 15 de Fevereiro de 2005
E se o Bloco de Esquerda ganhasse as eleições?
Aqui fica uma breve história do futuro de Portugal, caso o BE vencesse as eleições e formasse governo com o PCP.


Dia 20 de Fevereiro de 2005
Francisco Louçã agradece a confiança que o povo Português depositou no BE, o grande vencedor das eleições legislativas. Em noite de vitória reitera todas as suas promessas eleitorais: Combate à evasão fiscal, aumento dos salários, aumento das pensões, legalização dos imigrantes ilegais, mais justiça social, despenalização do aborto e das drogas leves.


Dia 25 de Fevereiro de 2005
O BE e a CDU formam uma coligação pós-eleitoral com vista à formação de governo.


Março de 2005
Francisco Louçã é indigitado Primeiro Ministro.
O governo inicia de imediato a guerra à evasão fiscal mas sem qualquer resultado, pois o sistema não permite determinar quais as empresas que de facto fogem aos impostos e as que não fogem. Na dúvida, todas são obrigadas a pagar, mesmo as que nada deviam.
Os direitos dos trabalhadores são consignados, nomeadamente no que diz respeito à impossibilidade de serem sujeitos a despedimentos, a recolocações ou a horas extras.
O governo legaliza todos os imigrantes e dá início à construção de habitação social para todos eles, bem como de novos hospitais, escolas e outras infra-estruturas para acolher este acréscimo de população.
As pensões e todos os apoios sociais são aumentados.


Abril de 2005
O governo vê-se obrigado a aumentar o IRC, o IRS e o IVA para fazer face ao acréscimo de despesas causadas pelo aumento das prestações sociais, pensões e despesas com imigrantes. Entretanto chegam mais 35 mil imigrantes ilegais para ajudar o país a crescer, que são também legalizados e procede-se à construção de mais habitação social para eles. Portugal é agora o paraíso da imigração, com entrada sem problemas, legalização garantida, saúde, casas e apoios sociais para todos. Estas despesas são somadas à despesa pública.
A polícia passa a andar desarmada.
A criminalidade dispara.


Maio de 2005
As empresas denunciam aquilo a que chamam uma verdadeira perseguição e fiscal, e somada aos significativos aumentos nos impostos (IRC) começam a abandonar o país em grande número. A imigração continua também a ocorrer em grande número com todas as vantagens que isso tem para o país. Somando o efeito da imigração ao da fuga de empresas, o desemprego já duplicou em apenas três meses de governação. Devido ao elevado IRC e à elevada oferta de mão de obra, os salários dos trabalhadores descem vertiginosamente.
Começa a censura nos meios de comunicação social.

Junho de 2005
As empresas lucrativas que ainda não fugiram do país são nacionalizadas e começam a dar prejuízo. O sector produtivo português está destruído e o desemprego aumenta descontroladamente. Os imigrantes, necessários ao país, continuam a chegar em grande número e a usufruir de todos os apoios sociais. As despesas sociais aumentam descontroladamente. Para fazer face a estas despesas é necessário aumentar IRS é de tal forma que a classe média atinge o “limiar de pobreza”.
O BE e a CDU fundem-se e é decretado regime de partido único.
O Governo controla agora por completo os meios de comunicação. Há uma censura feroz e só passam para a opinião pública notícias favoráveis ao governo.




Julho de 2005
O défice descontrolado atinge os 28% e a UE ameaça com medidas. O PCP e o BE, que sempre foram contra a UE, acham que é altura de abandonar o projecto de construção Europeia.
Já não há emprego, só na função pública, e continuam a chegar mais imigrantes para ajudar ao crescimento do país. O desemprego atinge os 30% da população activa.
É criada a polícia política.


Agosto de 2005
Já não há empresas a abandonar o país porque já não há empresas. Agora o desemprego só aumenta devido à imigração que continua a chegar para ajudar o país a crescer.
O défice, esse, continua a aumentar descontroladamente.
Portugal abandona a NATO.
Começam as perseguições políticas aos opositores do governo.


Setembro de 2005
Lisboa é agora uma das cidades mais perigosas do mundo. Já quase não há polícia por falta de verbas e absolutamente impensável sair de casa à noite. Lisboa é agora a capital europeia do tráfico de droga. Já não há dinheiro para assegurar todos os apoios sociais e direitos garantidos dos trabalhadores. Começa a haver convulsão social.
Os portugueses qualificados (engenheiros, médicos, informáticos) abandonam o país e este afunda-se por completo.
O sistema de Segurança Social entra em ruptura.


Outubro de 2005
Em consonância com o que sempre defendeu, o Primeiro Ministro Francisco Louçã autoriza a construção de campos de treino da Al Quaeda em Portugal com vista ao apoio da causa palestiniana.
Os portugueses sem qualificações começam também a procurar outras paragens e muitos emigram para países com melhor qualidade de vida, nomeadamente para Cabo Verde.

Novembro de 2005
Portugal assina uma aliança com a Coreia do Norte.
O desemprego está agora em 70% e os salários são cada vez mais baixos. Os hospitais já não funcionam por falta de médicos e de verbas e há cada vez mais convulsões sociais. Lisboa é agora uma cidade mais perigosa que Bagdad. Na ONU discute-se uma intervenção em Portugal.

Dezembro de 2005
Chega o Natal. Moçambique é agora um dos destinos preferidos dos emigrantes portugueses, que invejam o seu sistema público de saúde.
O Presidente Norte-Coreano elogia Francisco Louçã e mostra-se surpreendido com o sucesso económico de Portugal, onde a fome atinge apenas 45% da população contra os 57% na Coreia do Norte. No entanto, a maioria dos indicadores sobre a qualidade de vida coloca Portugal abaixo da média dos países da África sub-sariana. Chega-se ao fim de 2005 com um défice foi de 128%, mas o desemprego mantém-se estável, ligeiramente acima dos 70%.

Janeiro de 2005
A fome e as doenças contagiosas em Portugal são generalizadas. Já não existe polícia por falta de verbas, e a criminalidade e as máfias dominam o país. Bagdad parece o paraíso.
O Primeiro Ministro Francisco Louçã e o Vice Primeiro Ministro Jerónimo de Sousa abolem as eleições e declaram legitimidade vitalícia para governar.
Vários grupos terroristas árabes sediados e treinados em Portugal atacam interesses Israelitas e Americanos em diversos países Europeus.

Fevereiro de 2005
Os Estados Unidos declaram que possuem informações sobre a existência de armas de destruição maciça em Portugal e invadem o país. O ditador Francisco Louçã é deposto.

E assim termina um ano de governação BE/CDU


publicado por thestudio às 05:09
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Fascismo e Extrema Direita em Portugal?
"Por razões de estratégia política o marxismo militante divulgou a tese que confundia todos os movimentos políticosou atitudes de direita que a ele se opusessem debaixo da mesma designação -Fascismo- até porque esta ideologia fora estrondosamente derrotada na II Guerra Mundial pelos aliados, gerando assim uma reacção primária contra os visados. Se bem que se possa entender tal atitude numa perspectiva de combate político ela é inaceitável do ponto de vista histórico e politológico. A ciência existe para distinguir e classificar e não para baralhar e confundir."

António de Sousa Lara em "Da história das ideias políticas à teoria das ideologias".


A Esquerda portuguesa (entenda-se por BE, PCP e sectores do PS) tem ao longo dos últimos anos levado a cabo uma campanha de desinformação e de propaganda com vista a associar os partidos de Direita (PSD e PP) ao Fascismo e à Extrema Direita. Essa campanha de baralhar e confundir, que poderia de imediato parecer condenada ao fracasso, tem no entanto sido bem sucedida entre os atrapalhados mentais e os idiotas. Hoje em dia ainda é frequente ouvirem-se idiotas convencidos que o PSD e o PP são partidos Fascistas, e assim os já referidos idiotas acabam por votar nos partidos de Esquerda. Assim sendo, não é de forma alguma de surpreender que entre os eleitores do PCP e sobretudo entre os do BE se encontre a maior concentração de idiotas a nível nacional.


publicado por thestudio às 02:44
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Esquerda e Direita
Antes de prosseguir é conveniente definir o que se entende por Esquerda e Direita, caso contrário corre-se o risco de que os textos se tornem ambíguos.

Tradicionalmente os conceitos de Esquerda e Direita estão associados sobretudo com modelos económicos de desenvolvimento e ao papel do Estado sobre a economia. Assim, poderemos começar por, em primeira aproximação, definir "Direita*" (o asterisco indica tratar-se de uma primeira aproximação) como o modelo em que o Estado não intervém sobre a economia e deixa que tudo (ou quase tudo) seja regulado pelas leis do mercado. A "Esquerda*" será o modelo em que tudo é controlado pelo Estado podendo, em caso extremo, estar as próprias empresas na posse do Estado. De fora fica a chamada "Extrema Direita", cujo modelo de aproxima do modelo da Extrema Esquerda.

Depois podemos considerar os tipos de regime. Os regimes totalitários tentam controlar tudo e, como tal, estão próximos da Esquerda*. Porém nada impede que um regime totalitário permita economias de mercado ou que um governo de Esquerda* possa aceitar as regras democráticas. Assim, em vez de Esquerda e Direita teremos quatro possibilidades: A Esquerda* Autoritária, a Esquerda* Democrática, a Direita* Democrática e a Direita* Autoritária.

Se passarmos ao sistemas sociais temos também dois modelos: Um modelo do Estado-Providência, em que o Estado providencia aos cidadãos tudo o que eles necessitam, desde a saúde à segurança social, e um modelo no qual os cidadãos tomam conta de si e se acautelam através de seguros pessoais ou recorrendo à segurança social por conta própria. O primeiro está usualmente mais associado à economia de Esquerda* e o segundo mais à de Direita*, mas tal não é forçoso. Numa economia de mercado um Estado pode perfeitamente funcionar como Estado-Providência** cobrando para isso os impostos adequados, ou num Estado com forte controlo sobre a economia, a protecção social por seu pode ficar a cargo do indivíduo. Teremos assim uma nova divisão, agora em modelos "Providentes" e "Individualistas".

** Nota: Para evitar confusões, convém aqui esclarecer que no blog "Barnabé - O blog que a Direita detesta" o "Estado-Providência" é designado por "Estado-Previdência".

E as divisões continuam. No que diz respeito à rigidez das leis e da acção policial poderemos falar em modelos "Permissivos" ou "Repressivos", no que diz respeito aos costumes e tradições poder-se-á falar em modelos "Progressivos" ou "Conservadores" e aí por diante.

Note-se porém, que em cada uma destas "divisões" não existem apenas as duas possibilidades mencionadas, pois existe uma infinidade de situações intermédias.

Assim, cada modelo político, no que diz respeito a cada uma destas "divisões" poderá oscilar numa ou noutra direcção. Em matemática, as "divisões" independentes segundo as quais um sistema pode oscilar são designadas por "dimensões". No exemplo acima, o sistema tem cinco dimensões e são necessárias cinco variáveis independentes para o descrever. Mais dimensões poderão ser acrescentadas, até se considerar que são em número suficiente para descrever o sistema correctamente.

Quando se usa apenas uma variável (Esquerda ou Direita) para caracterizar um sistema político faz-se aquilo que em matemática se designa por "Projecção". Ou seja, a maioria da informação sobre o sistema perde-se, e coisas que aparentam ser iguais podem na realidade ser muito diferentes.

Por exemplo: Consideremos um modelo de Esquerda*, Democrático, Providente, Repressivo e Conservador e outro de Esquerda*, Autoritário, Individualista, Permissivo e Progressivo. Ambos são modelos de Esquerda*, mas na realidade o segundo é mais semelhante a um modelo de Direita*, Autoritário, Individualista, Permissivo e Progressivo.

Com isto é finalmente possível definir o que é a Esquerda: A Esquerda é um conceito vagamente difuso e altamente confuso, correspondente a um modelo em que provavelmente o Estado controla a economia, eventualmente democrático, onde possivelmente existe uma forte ou fraca acção social, talvez permissivo e quem sabe progressivo.

Como corolário, é possível concluir que quando alguém afirma convicto "Eu sou de Esquerda", sabe o que está a dizer.


publicado por thestudio às 01:22
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Segunda-feira, 14 de Fevereiro de 2005
Ser de Esquerda , um exemplo
Um bom exemplo do que é "ser de Esquerda" foi-nos dado por uma ilustre bióloga, apoiante do Bloco de Esquerda. O seu discurso, bastante repetitivo diga-se, consistia de constantes críticas ao modelo de desenvolvimento americano. Mas um dia, essa senhora emigrou para os Estados Unidos pois era o país que lhe proporcionava melhores condições de vida.


publicado por thestudio às 20:40
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Ser de Esquerda
De tempos em tempos, ouvem-se uns indivíduos por aí, seja na televisão, rádio, jornais ou mesmo no café, proclamar com orgulho: "Eu sou de Esquerda"! Mas que raio significa afinal "ser de Esquerda?".

Poderiam identificar qual a ideologia que professam. Poderiam dizer simplesmente "Sou um Marxista-Leninista", o que significaria que são adeptos da ideologia Marxista e do modelo aplicado por Lenine. Seria claro, e quem não soubesse o que é o Marxismo ou qual o papel de Lenine poderia sempre consultar um livro e ficar esclarecido. Mas não. Esses indivíduos inteligentes, cultos e sábios optam por uma obscura e misteriosa frase: "Sou de Esquerda". Afinal que ideologia defendem? Afinal o que é "ser de Esquerda"?

A resposta não é óbvia, pois a própria pergunta é capciosa. "Ser de Esquerda" não significa defender uma qualquer ideologia ou ponto de vista político. Ser de Esquerda é uma forma de estar na vida. Ser de Esquerda é ir fumar charros para o Bairro Alto, gostar de participar em manifestações contra qualquer coisa mesmo que não se saiba muito bem o quê, não usar nunca fato nem gravata, criticar sempre a Direita sem se saber muito bem porquê e, sobretudo, manter aquela pose de intelectual e tentar fazer passar a imagem que se percebe alguma coisa de política ou do que quer que seja.

Ser de Esquerda é fixe e está na moda. É como ser uma tia de Cascais em versão intelectual. E sobretudo há a vantagem de não se poder ser atacado do ponto de vista ideológico porque a Esquerda não é uma ideologia e não há nada para defender. E há também a vantagem de se sentir seguro dentro de um rebanho que não pode ser criticado porque está na moda.

Ser de Esquerda é manter aquele ar de superioridade, de erudito e, quando alguém quiser debater ideias, responder apenas "Voto Bloco porque sim"*


* Fiz uma sondagem entre os meus conhecidos sobre qual o partido em que vão votar e porquê. Alguns, aos quais eu não conhecia quaisquer ideias políticas, responderam orgulhosamente que iam votar BE. Mas quando questionados porquê, visivelmente incomodados, responderam apenas "Porque sim".


publicado por thestudio às 05:17
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Política XIX, O Blog que a Esquerda detesta
Para dar início a um blog sobre política, é boa política começar por esclarecer o título do blog. Pelo menos no caso de um blog a sério como este, claro.

Portugal é um país fecundo em intelectuais iluminados. E são todos de Esquerda, pois então. Intelectuais iluminados que têm uma elevada opinião de si próprios, que acham que sabem tudo, e que se auto-convenceram que a Direita lhes dá qualquer importância. E vai daí, um pequeno grupelho deles achou por bem criar um blog intitulado "O blog que a Direita detesta". Blog esse que é composto por um conjunto de comentários temperados com humor juvenil e piadas que já tinham barbas quando o Comunismo foi inventado.

E é assim que nasce o blog que a Esquerda detesta. Para contrabalançar. E detesta, não pelos seus comentários brejeiros, para usar linguagem socrática*, mas porque prova que a Esquerda assenta sobre um conjunto de dogmas e posições contraditórias, incoerentes e ultrapassadas. E que afinal os geniais intelectuais não são assim tão geniais. Só talvez a fazer rir os outros e não exactamente pelas suas piadas.

Política XIX porque este blog é dedicado à política do século XIX, ou seja, à Esquerda moderna. Política XIX é também o nome de um dos movimentos fundadores do Bloco de Esquerda mas no qual, por lapso, o "I" aparece depois segundo "X". Ora aí está.

* O adjectivo socrático refere-se aqui ao Eng. José Sócrates, um indivíduo que passou praticamente despercebido no panorama político português dos finais do Sec. XX, início do Sec. XXI e não ao seu homónimo, que foi um filósofo grego e um dos grandes vultos da civilização Ocidental.


publicado por thestudio às 03:36
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